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Contextualizar o conteúdo

Relacionar a disciplina com o cotidiano é uma boa estratégia, mas não a única

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NOVA ESCOLA

O diálogo é o ingrediente que Elcie Sanches Eller considera essencial para uma boa aula. "Acho importante promover discussões conjuntas que incentivam a participação de todos", explica ela, que leciona no Ensino Médio, na EE Coronel João Gomes Martins, em Martinópolis, a 539 quilômetros de São Paulo. Para despertar nos adolescentes maior curiosidade em relação à Matemática, é bastante comum a professora colocar os conteúdos tratados dentro de contextos relacionados ao dia a dia.

Para trabalhar probabilidades com turmas de 2º ano, por exemplo, Elcie recorreu ao volante da Mega- Sena, que informa: quem faz o jogo mínimo de seis números tem uma chance em mais de 50 milhões de ganhar o maior prêmio. "Proponho fazer as contas para descobrir como se chega a essa conclusão", explica. Logo fica fácil constatar que, quanto mais números a aposta tiver, maiores são as chances de acertar as seis dezenas. A aula prossegue com os jovens testando outras variáveis para entender por que a probabilidade de alguém se tornar um milionário sobe, vertiginosamente, para uma em 10 mil se a pessoa puder pagar pela aposta máxima de 15 números.

Nem sempre é possível planejar o trabalho transportando um conteúdo para a vida real. Nesses momentos, Elcie faz conexões com um ou mais conceitos já estudados. "Propor desafios matemáticos, por si só, pode despertar a curiosidade do aluno. Saber de que forma uma coisa leva à outra ajuda a dar sentido ao novo conteúdo", conclui. 

"Propor desafios matemáticos, por si só, pode despertar a curiosidade do aluno. Saber de que forma uma coisa leva à outra ajuda a dar sentido ao novo conteúdo"


Eric Kéki. Ilustrações Claudio Gil