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Estruturar a aula

O aluno se engaja se sabe o objetivo da atividade e o que se espera dele

POR:
NOVA ESCOLA

Um bom docente sabe que para ensinar com eficiência é básico planejar. Isso inclui determinar o que se espera que os alunos aprendam e qual a finalidade cada atividade programada. E é essencial pensar em uma progressão lógica dos conceitos. Habituado a essa rotina, Caibar Soares Vital, que leciona no Ensino Médio da EE Professor Itael de Mattos, em Santa Fé do Sul, a 642 quilômetros de São Paulo, só faz uma ressalva: "Na prática, nem sempre tudo acontece como previsto e, por isso, a gente precisa ter a capacidade de se adaptar às necessidades".

O professor sempre entra em sala com um objetivo e o apresenta à turma. Ele toma como ponto de partida uma situação-problema relacionada à realidade do aluno. A ideia é levá-lo a tomar para si o desafio de resolvê-la. O próximo passo é retomar alguns conhecimentos já trabalhados que serão primordiais naquela fase. Em uma recente aula de introdução a um conteúdo para o 3º ano, ele avisou que seria necessário recorrer a um conceito visto no 2º ano e perguntou à turma quem se lembrava dele. Quando todos se calaram, Vital decidiu dedicar um tempo a essa revisão, redimensionando seu planejamento.

De acordo com ele, diagnósticos contínuos são essenciais para verificar o que a turma sabe e o que falta para seguir adiante. Para conferir se os objetivos foram mesmo atingidos, ele costuma finalizar cada aula ou etapa do trabalho com uma avaliação rápida, à base de perguntas orais. "Não adianta se preocupar apenas em terminar o livro ou a apostila", conclui.

"Na prática, nem sempre tudo acontece como previsto e, por isso, a gente precisa ter a capacidade de se adaptar às necessidades"


Herick Mem. Ilustrações Claudio Gil