Existe uma quantidade certa de livros para indicar no 4º ano?

Prática de leitura

POR:
NOVA ESCOLA
Heloisa Ramos. Foto: Marina Piedade Neury responde

Neurilene Martins é doutora em Educação e professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) e responde a dúvidas sobre sala de aula

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Pergunta enviada por Laura Guedes, Americana, SP

Não. Estipular, de maneira descontextualizada e impositiva, uma quantidade mínima ou máxima de livros a ser lidos pelos estudantes pode mais atrapalhar do que ajudar você, Laura. É preciso prestar atenção no apetite leitor das crianças e se basear no material de que elas gostam para, progressivamente, provocar novos interesses. Vale lembrar o que defende o escritor francês Daniel Pennac em Como um Romance (152 págs., Ed. Rocco/L&PM Pocket, tel. 51/3225-5777, 17,90 reais): o leitor tem direitos, e um deles é o de não ler um livro inteiro. Para estimular os alunos que não têm a prática da leitura, uma estratégia é ampliar o leque de possibilidades de escolha apresentando variados autores, gêneros e estilos literários. Realizar rodas semanais de leitura, em que eles possam socializar suas experiências e compartilhar o que estão lendo, é uma atividade eficiente para ampliar o repertório da turma e auxiliar na formação de novos leitores. Também é importante levar em conta a forma como cada estudante lê, pois isso influencia no volume de obras que cada um consome. Há quem prefira acompanhar um único escritor, outros aderem a um subgênero - a exemplo dos contos de suspense ou de aventura - e existem aqueles, ainda, que gostam de revisitar uma mesma obra mais de uma vez. O essencial é permitir que todas as crianças tenham acesso a livros diversos, encantadores e de boa qualidade. O horizonte deve ser tão vasto quanto sensível aos gostos e preferências delas.

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