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Por que a liberação do celular em sala de aula não é o fim do mundo

Nova lei do Governo de São Paulo permite uso do aparelho para fins pedagógicos. Segundo Secretário, iniciativa segue tendência digital

POR:
Caroline Monteiro
Foto: Pixabay

A partir de agora, estudantes e professores podem usar seus celulares para fins pedagógicos durante o horário de aula. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou lei alterando legislação de 2007 que proibia o uso do aparelho. A nova lei foi criada a pedido do secretário de Educação José Renato Nalini, em 2016, e aprovada pela Assembleia Legislativa em outubro deste ano. A regra vale para as escolas da rede estadual. 

Segundo o secretário, a intenção da nova legislação é respeitar a autonomia do professor. “Ele decide se vai ser producente pesquisar e consultar a internet durante a aula. Já existia muito professor fazendo isso, mesmo com a proibição, mas agora não vão precisar se preocupar se estão dentro da lei ou não”, diz.

Para Nalini, essa é uma forma de confiar que os professores são capazes de orientar o uso consciente da tecnologia e de reconhecer que a sociedade está em um cenário crescente de comportamento digital. “A escola tem que estar de acordo com o que acontece fora dela. Os alunos têm que ter acesso a tudo para exercer o protagonismo e a criatividade”, diz.

A professora de informática da rede municipal da capital paulista, Débora Garófalo, também é a favor da permissão. “É uma grande conquista, porque passou do tempo de a Educação aceitar o celular em sala de aula”, diz. Na opinião de Débora, o professor tem que ter cuidado e sensibilidade para que o uso do aparelho seja de fato pedagógico, e não apenas uma distração; mas ela acredita que, com conversas e debates, é possível traçar os limites e criar combinados com a turma.

“Eu vejo como um recurso fundamental. É possível criar a sala de aula invertida, pedir que os alunos tragam contribuições extraídas da internet e tirem dúvidas em sites de pesquisa e até incentivar o compartilhamentos de informações via aplicativos de mensagem e grupos nas redes sociais”, diz a professora.

No entanto, para que o aproveitamento da internet móvel como recurso pedagógico seja viável, as escolas precisam ter acesso à redes wi-fi. Caso contrário, são os alunos ou os professores quem terão que arcar com o pacote de dados 3G, por exemplo.

Questionado, o secretário de Educação afirmou que empresas concessionárias estão comprometidas a entregar banda larga sem fio para todas as escolas da rede estadual de São Paulo até outubro de 2018. “A partir de janeiro, serão 500 escolas por mês com acesso à internet”, prometeu.

E na sua rede, o uso do celular é permitido? Como os professores fazem uso do recurso? Conte para nós.

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