O que a escola deve fazer se contesta um laudo de síndrome de Asperger?

Inclusão

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Maria Ceila Nascimento, Senador José Bento, MG

Se a instituição discorda do laudo feito, deve conversar com a família, esclarecendo as razões, e indicar profissionais que possam reavaliar o aluno. A síndrome de Asperger é uma forma branda de autismo, tem base genética e se manifesta principalmente por alterações nas interações sociais e na comunicação. Como não há exames de imagens ou laboratoriais que a comprovem, o diagnóstico se baseia em critérios comportamentais. Algumas características relacionadas a crianças com essa condição são demonstrar interesse exagerado por um único assunto, inflexibilidade com a rotina e as regras e dificuldade em entender o que outras pessoas pensam e sentem, tendo problemas para estabelecer contato visual e interpretar expressões faciais ou gestos. Ela parece ser predominante em meninos, que também podem apresentar inteligência acima da média e excelente memória. Porém, erros por vezes ocorrem devido a associação com outros transtornos ou síndromes. Dessa forma, é válido que a avaliação seja feita por uma equipe multidisciplinar de especialistas, como neurologista, fonoaudiólogo, psiquiatra, psicólogo, entre outros profissionais. Também é essencial realizar exames para descartar outras possíveis causas dos comportamentos apresentados. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor é para ajudar a criança em seu desenvolvimento, em sua independência e em sua integração social. É importante que o docente demonstre preocupação com o bem-estar do aluno e valorize o empenho e a apreensão dos pais.

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