Devo cobrar menos em avaliações de alunos com TDAH?

Flexibilização

POR:
NOVA ESCOLA
Heloisa Ramos. Foto: Marina Piedade Neury responde

Neurilene Martins é doutora em Educação e professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) e responde a dúvidas sobre sala de aula

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Pergunta enviada por Ana Paula da Silva Gomes, Rio de Janeiro

É preciso dar atenção prioritária à inclusão dos estudantes com necessidades educacionais especiais (NEE) para assegurar a eles o direito de aprender. Para isso, sempre que necessário, as propostas devem ser flexibilizadas, visando adequar as estratégias e mediações didáticas, as avaliações e os materiais pedagógicos às especificidades de cada criança. Isso não significa, porém, empreender uma proposta simplificada e descontextualizada. A questão é regular as avaliações de modo que sejam desafiadoras e, ao mesmo tempo, possíveis de ser realizadas pelo aluno, considerando suas condições. Estudantes com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) devem ser reconhecidos como sujeitos da aprendizagem. Desse modo, o diagnóstico poderá cumprir a função de identificar os avanços conquistados por eles, bem como apontar conteúdos a ser ensinados e metodologias pertinentes. Dar tempo extra, reduzir o tamanho da prova, dividi-la em partes e ajudar o aluno a manter o foco durante a resolução das questões são ações do âmbito das flexibilizações que podem qualificar a avaliação escolar de quem apresenta o transtorno. Entretanto, outros processos avaliativos, como a observação e o acompanhamento do cotidiano da sala de aula, devem prevalecer em relação às provas periódicas. É preciso questionar a lógica da padronização de desempenhos e construir uma cultura escolar fundada na avaliação emancipatória.

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