É correto trabalhar os gêneros textuais em progressão?

Planejamento

POR:
NOVA ESCOLA
Heloisa Ramos. Foto: Marina Piedade Neury responde

Neurilene Martins é doutora em Educação e professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) e responde a dúvidas sobre sala de aula

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Pergunta enviada por Sônia Vieira de Souza Bispo, Souto Soares, BA

Esse é um questionamento que os professores se fazem muito ao planejar o ensino de Língua Portuguesa. Há um mito de que alguns gêneros são mais adequados que outros para determinadas séries ou ciclos e de que é necessário considerar a progressão entre eles, tendo em vista especificidades discursivas e linguísticas. Essa é uma visão restrita e justificou, durante muito tempo, a escassez de práticas com textos de função argumentativa no Ensino Fundamental, pois esses conteúdos eram considerados exclusivos do Ensino Médio. Em lugar dessa perspectiva, é preciso compreender que a progressão não está no encadeamento dos gêneros, mas, sim, nos tempos e movimentos de aprendizagem dos alunos, tendo em vista a conquista da autonomia leitora e escritora. A leitura e a produção de resenhas literárias, por exemplo, podem ser assumidas como tarefas desde a Educação Infantil até o 9º ano. O que vai variar nas propostas didáticas voltadas às várias etapas são os aspectos relacionados às expectativas de aprendizagem, ao tipo de ajuda a ser oferecida pelo professor e à complexidade dos textos. É necessário, então, repensar a inserção dos gêneros textuais nos currículos escolares. Esses conteúdos devem ser reposicionados com o objetivo de ensinar práticas sociais de leitura e escrita que façam sentido para o aluno, com propósitos comunicativos claros. Para acompanhar a preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, por exemplo, todos precisam ler notícias, reportagens e artigos de opinião.

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