Confundir os objetivos do reforço escolar com questões de comportamento

Assim não dá!

POR:
NOVA ESCOLA
Heloisa Ramos. Foto: Marina Piedade Heloisa responde

Heloisa Ramos é formadora de professores e foi colunista de NOVA ESCOLA até 2013.

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Todo estudante com dificuldade de aprendizagem tem direto a aulas de reforço. É comum, no entanto, que uma criança bagunceira - mesmo que tenha problemas para aprender - chame mais a atenção pelo comportamento do que pela defasagem. Quando isso acontece, muitos educadores optam por encaminhá-la ao diretor ou ao orientador educacional para resolver questões de indisciplina, deixando de lado a necessidade de reforço. É preciso ter cuidado. Com frequência, comportamentos inadequados estão ligados à ineficiência da prática pedagógica. Se esse for o caso, deve-se direcionar a criança para aulas extras e ajudá-la a rever conteúdos que ainda não estão claros e avançar. O aluno pode precisar também de aconselhamento em relação a valores, atitudes, emoções e sentimentos, mas esse trabalho não substitui as ações voltadas à aprendizagem. Trata-se de duas iniciativas distintas. Lembre-se de que nem uma nem outra devem ser usadas como castigo, mas como estratégias para resolver problemas de aprendizagem e de comportamento.

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