O papel do colesterol no corpo humano

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Compreender o papel do colesterol no corpo humano
- Diferenciar os tipos de colesterol
- Identificar os problemas causados pelo colesterol
- Conhecer os métodos para diminuir as taxas de colesterol no corpo

Conteúdo(s) 

- Sistema digestivo
- Sistema endócrino

Ano(s) 

6º, 7º, 8º, 9º

Tempo estimado 

Quatro aulas

Material necessário 

- Canudos de plásticos de diversos diâmetros e espessuras
- Projetor de imagens ou cópias para cada aluno da imagem utilizada na 1º etapa
- Embalagens de alimentos que contenham tabelas nutricionais
- Computadores com acesso à internet ou livros e revistas para as pesquisas dos alunos
- Cópia de um exame de hemograma com dados sobre colesterol

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução

Basicamente qualquer ser vivo precisa de três coisas para sobreviver: alimentação, respiração e um hábitat. Quanto ao ambiente e à respiração não podemos fazer muitas alterações já que não conseguimos respirar nem viver em um ambiente aquático. Nossas escolhas se restringem à alimentação. Nisso podemos nos regular. E se conhecemos as funções de cada nutriente e em quais alimentos podemos encontrá-lo, conseguimos ser mais saudáveis.

Aproveite que a preocupação com uma alimentação correta é um tema frequentemente discutido para estimular seus alunos a conhecerem mais sobre o colesterol, um dos conteúdos previstos no eixo Corpo Humano e Saúde.

Esse assunto pode ser abordado de várias maneiras. As duas mais usuais são em relação à função do colesterol no corpo e as doenças que ele pode provocar quando em excesso. Se você optar por tratar a importância do colesterol, ele pode ser apresentado tanto no sistema digestivo como no sistema endócrino.

No sistema digestivo, o colesterol está envolvido com a ingestão de gorduras, particularmente em alimentos como carnes gordas, leite integral, queijos amarelos, bacon, manteiga e banha. A pele do frango assado está terminantemente proibida!
Caso prefira tratar do sistema endócrino, associe o colesterol com a produção de hormônios sexuais, particularmente progesterona e testosterona. Além disso, ele também participa da produção da aldosterona e cortisol.

Lembre que os grandes temas do colesterol estão associados às doenças que ele pode provocar. Por isso, não deixe de destacar que o colesterol não é prejudicial em si, mas seu excesso é o grande problema. Levar os alunos a identificar os alimentos que prejudicam a saúde é fundamental para que eles façam escolhas corretas! Para entender mais sobre o assunto.

Conte aos estudantes que, como eles já devem ter notado, todos os seres vivos precisam se alimentar e existem várias possibilidades no Reino Animal: herbívoros (que comem vegetais), carnívoros (que comem carne de outros animais), onívoros (que se alimentam de material vegetal e animal), hematófagos (que se alimentam de sangue), frugívoros (que comem frutos) e detritívoros (que se alimentam de restos animais e vegetais).

A espécie humana se especializou na onivoria. É bem verdade que há pessoas que optam pelo vegetarianismo. De acordo com pesquisa do Ibope , cerca de 8% da população brasileira é vegetariana. Isso significa que uma pequena parcela da população está livre dos problemas que o colesterol pode causar. Mas o que é colesterol? Faça essa pergunta aos alunos e anote no quadro os apontamentos que eles trouxerem.

Em seguida esclareça que o colesterol é um álcool presente nas membranas celulares e é transportado pelo sangue de todos os animais. É essencial nas células dos mamíferos e o principal esterol sintetizado pelos animais. Além disso, o colesterol participa como molécula estruturante dos hormônios sexuais e, por isso mesmo, ele não pode faltar no nosso corpo. O grande problema é que o excesso do colesterol é altamente prejudicial ao organismo.

Mas nem tudo está perdido: existe o colesterol bom! Nós identificamos as moléculas de colesterol por duas siglas: LDL (lipoproteína de baixa densidade) e HDL (lipoproteína de alta densidade). Essas proteínas são carregadoras do colesterol na corrente sanguínea para as células que carecem dele. O LDL, em níveis elevados, é prejudicial à saúde por causa do acúmulo de gordura que ocorre nos vasos sanguíneos.

Quando o LDL se acumula dentro dos vasos sanguíneos, o espaço interno diminui dificultando a passagem do sangue. Ao dificultar a passagem do sangue, o coração precisa fazer mais força para vencer essa resistência. Ao contrair com mais força e em maior velocidade, surge outro problema, a pressão alta (hipertensão). A figura mostra um vaso sanguíneo normal sem nenhuma obstrução (cima). O vaso representado na parte de baixo da figura mostra placas de gordura (ateromas) diminuindo o espaço para a passagem de sangue.

 

Ação das artérias entupidas. Imagem: Thinkstock


Para garantir o fluxo contínuo de sangue, o coração deve garantir uma pressão sanguínea adequada para que ele saia do coração, percorra todo o corpo e volte para o coração para recomeçar o ciclo. Essa manutenção do fluxo sanguíneo é conseguida, pois o coração vai bater mais forte (contratilidade cardíaca) e mais rápido (ritmo do coração).

O problema é que à medida que o coração trabalha mais, ele se desgasta mais rápido. Ao trabalhar para compensar o aumento da resistência dos vasos sanguíneos, o coração vai demandar uma quantidade grande de oxigênio, uma vez que suas células têm um metabolismo maior.

Imagine que uma artéria coronária (artérias que irrigam o próprio coração) esteja obstruída pelo colesterol. Essa situação vai dificultar o aporte de oxigênio para uma determinada área cardíaca. Se essa área não receber oxigênio e nutrientes, suas células podem morrer, o que chamamos de infarto. Dependendo da extensão dessa área, o infarto pode ser fatal.

2ª etapa 

Peça ao grupo que pesquise quais são os alimentos ricos em colesterol. Se preferir, você pode trazer algumas embalagens de alimentos de casa e sugerir que os estudantes analisem as informações nutricionais. Ao ouvir dos alunos a pesquisa feita, começar uma conversa sobre os hábitos alimentares das pessoas. É importante tomar cuidado com isso, pois é bem provável que haja alunos obesos na classe. Mas de maneira geral, esse tipo de conversa flui normalmente. Para fechar, peça que os estudantes escrevam quais os alimentos que eles mais consomem.

3ª etapa 

Utilize canudinhos plásticos (aqueles usados em lanchonetes) de vários diâmetros diferentes e peça que os alunos bebam um pouco de água de um copo. Isso também pode ser feito utilizando dois ou mais canudinhos para beber. Eles vão perceber que quanto maior o diâmetro ou quanto maior a quantidade de canudinhos, menos força eles fazem para sugar a água.

Se for possível trazer canudinhos de espessuras diferentes, dá para aproveitar a aula e discutir a questão da resistência dos vasos sanguíneos. Quando os vasos sanguíneos ficam com ateromas (placas, compostas de lipídeos e tecido fibroso que se formam na parede dos vasos), sua elasticidade diminui muito, forçando o coração a trabalhar mais.

4ª etapa 

Para esta etapa, você pode trazer um exame médico de sangue (hemograma) que tenha a informação dos níveis de colesterol. Normalmente, esses exames trazem a informação dos níveis aceitáveis de colesterol em diferentes faixas etárias. Depois de analisar essas informações, peça uma pesquisa das taxas de colesterol da população. Essa informação não é difícil de conseguir, uma vez que a obesidade tem aumentado na população mundial.

5ª etapa 

Reserve esta etapa para que os estudantes compartilhem o que pesquisaram. Anote os pontos mais importantes no quadro e esclareça as dúvidas que surgirem.

Avaliação 

Abaixo seguem algumas sugestões de atividades para avaliar se seus alunos atingiram os objetivos elencados no início desta sequência didática: 1. Uma prova dissertativa pedindo para o aluno explicar o que é o colesterol, diferenciar o "bom" e mau" colesterol, identificar em que tipos de alimentos ele é encontrado, explicar as funções do colesterol no corpo humano, explicar as doenças associadas ao excesso de colesterol; 2. Os alunos podem elaborar uma preparação enfocando os temas apresentados em aula; 3. Elaboração de panfletos que alertem a população sobre os riscos do colesterol, identificando o "bom" do "mau" colesterol; 4. Peça que os alunos desenhem os vasos sanguíneos, normal e com ateromas e que expliquem as diferenças e o que é a aterosclerose; 5. Um trabalho em grupo explicando o que deve ser feito para diminuir a quantidade do "mau" colesterol. Perceba que esse assunto não foi abordado nem na introdução, nem no desenvolvimento desta sequência didática. Isso é importante, pois depois de o aluno saber como se adquire as taxas elevadas de colesterol ele pode pesquisar com mais autonomia como prevenir doenças relacionadas.

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