O mistério do sapo

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

Conhecer as características corporais e o ciclo de vida dos anfíbios. Compreender como eles se relacionam com o ambiente. Estabelecer relações entre a ação do homem sobre o hábitat e as condições de vida desses animais.

Conteúdo(s) 

Ciclo de vida, hábitos alimentares, modo de reprodução e características corporais dos anfíbios. Caracterização da paisagem local. Preservação do meio ambiente.

Ano(s) 

3º, 4º

Tempo estimado 

6 ou 7 aulas

Material necessário 

Mapa-múndi.
Imagens do sapo-dourado fêmea e macho
Acesso ao programa de rádio "Quem Engoliu o Sapo?", dos alunos de Educomunicação da Universidade de São Paulo (USP), online ou suporte para reproduzi-lo em sala.
Computador com acesso à internet ou cópias dos textos citados nas etapas.
 

Desenvolvimento 

1ª etapa 
Apresente às crianças o caso do sapo-dourado ou sapo-de-monteverde (Bufo periglenes). A espécie habitava os bosques de Monteverde, na Costa Rica, e era muito conhecida por suas cores características: os machos adultos tinham um forte tom alaranjado, enquanto as fêmeas eram mais escuras com manchas da mesma cor. Essa floresta tem uma característica especial, que é estar grande parte do tempo com neblina, devido ao relevo montanhoso – aponte que isso ocorre também mais perto de nós, na Mata Atlântica. Localize esse hábitat em um mapa-múndi e mostre as fotos dos animais. Leia a reportagem Espécie de Anfíbio Extinta: O Ouro Virou Pó, da revista SUPERINTERESSANTE, sobre a extinção desse anfíbio para a turma, só até a frase “O motivo do desaparecimento do sapo-dourado é ainda um mistério”. Pergunte aos estudantes por que ele pode ter desaparecido e promova o debate sobre a questão. Em seguida, faça uma lista no quadro com as hipóteses das crianças.
 
2ª etapa
Questione que tipo de informação poderia ser levantada para investigar as hipóteses iniciais. Caso as ideias fujam muito dos conteúdos a ser trabalhados e dos materiais disponíveis, direcione a discussão propondo perguntas como: “De que maneira esses sapos viviam?”, “Será que algum bicho se alimentava deles?”, “Que tipo de meio eles preferiam?”, “Como eles eram quando nasciam?”,  “Em que locais viviam dentro da mata?”, “Como é o clima na floresta de Monteverde?”, “O que esse ambiente tem a ver com os sapos?”. Faça outra lista no quadro com os principais tópicos a ser pesquisados, como: ciclo de vida e reprodução; hábitos alimentares e predadores; características corporais; particularidades do local em que eram encontrados; mudanças no hábitat natural. Também é possível pensar sobre os mesmos assuntos estudando outras espécies. Divida a sala em grupos para que cada um fique responsável por pesquisar um dos tópicos levantados. 
 
3ª etapa
Leve a turma à sala de informática ou à biblioteca da escola e indique fontes confiáveis para que eles realizem a pesquisa. Ajude os alunos a redigir perguntas específicas sobre o que consideram importante buscar, antes que eles começem a investigar os materiais disponíveis. Oriente que cada grupo reúna todas as informações que encontrar sobre seu tema e organize-as escrevendo tópicos com frases curtas.
 
4ª etapa
De volta à sala de aula, peça que os grupos expliquem seus achados aos demais. Depois da breve apresentação, solicite que a turma comente as descobertas dos colegas e acrescente informações importantes, caso não tenham sido levantadas. Ao falar sobre as características corporais dos sapos, reproduza o áudio da primeira parte do programa de rádio Quem Engoliu o Sapo?, que explica o funcionamento da pele dos anfíbios. Se os alunos perguntarem qual a diferença entre sapos, rãs e pererecas, coloque a segunda parte da gravação (abr.ai/audio-parte2). Ao explicar a relação entre os esses animais e a água, use a terceira e última parte do programa.
 
5ª etapa
Enfatize a importância da relação dos anfíbios com a natureza. Explique que a alta sensibilidade desses animais em relação ao hábitat faz com que eles sejam um ótimo indicador das condições ambientais locais. Retome as hipóteses iniciais sobre o sumiço do sapo-dourado e peça que os estudantes discutam quais poderiam ser descartadas e quais têm mais chance de serem verdadeiras com base nas informações levantadas até então. Peça que os alunos argumentem sobre suas decisões e registrem essas justificativas no caderno. Por fim, leia o último parágrafo da notícia da SUPERINTERESSANTE, que traz as causas mais prováveis da extinção do sapo da Costa Rica. Chame a atenção para o efeito das ações do homem sobre a natureza e o sumiço do animal. Enfatize as semelhanças entre as propostas dos cientistas e as dos alunos. Não deixe de destacar, também, que mesmo após anos de investigação, os especialistas ainda não conseguiram identificar um motivo único para o desaparecimento daqueles anfíbios. Isso mostra como as relações entre seres vivos e o ambiente são complexas e desmistifica a ideia de que a Ciência traz um conhecimento definitivo.
 
6ª etapa
Problematize se o caso do sapo-dourado é isolado. Leve notícias que mostrem outros exemplos de extinção ou diminuição das populações desses animais ao redor do mundo, como a reportagem Salvem os Anfíbios, da revista Ciência Hoje das Crianças. Peça que os alunos assinalem os lugares levantados no mapa-múndi. Apresente informações sobre o clima, a vegetação e a ocupação humana nesses locais. Questione se são áreas urbanas, rurais ou inexploradas e promova a discussão sobre as causas mais prováveis para esse fenômeno (como a poluição de rios e lagos, o desmatamento e o aquecimento global) e qual o papel do homem em relação a elas.
 
7ª etapa
Para aproximar o tema da realidade da turma, use as informações do infográfico da página 41 para estudar as espécies brasileiras de anfíbios e suas relações com os biomas do país. Proponha que os alunos pesquisem sobre as ameaças ambientais em cada um deles. Depois, promova uma discussão coletiva sobre o tema e elenque os principais fatores que podem alterar esses ecossistemas. Peça que os estudantes também registrem no caderno. Para finalizar, oriente uma pesquisa em conjunto, na sala de informática ou na biblioteca, sobre outros animais que foram extintos ou estão ameaçados de desaparecer pelos mesmos fatores. Feche a sequência com uma roda de conversa retomando as atividades realizadas e os conteúdos abordados.
 

Avaliação 

Analise os registros dos alunos sobre as hipóteses antes e depois das pesquisas, além dos argumentos que sustentam a rejeição ou manutenção de cada ideia produzidos na 5ª etapa.

Créditos: Consultoria Felipe Bandoni Formação: professor de Ciências na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, e colunista de NOVA ESCOLA.

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