O Cortiço

POR:
professor

Objetivo(s) 

Interpretar a situações colocadas no livro e transpor na sociedade atual.

Conteúdo(s) 

"O Cortiço" está inserido na escola naturalista, por isso expõe o homem dentro da sua animalidade, isto é, dominado por seus instintos.

O livro se caracteriza pelo destino humano como produto de três fatores: meio ambiente, raça e momento histórico em que vivem os personagens.

Faremos uma reflexão sobre a ambição social e a retratação da vivencia em grupo através do capitalismo explorador, a burguesia e o proletariado vividos no século XIX, porém rever esses conflitos na sociedade atual, e outros também contidos no livro: prostituição, subemprego e violencia .
 
Dentre os personagens temos:
 
João Romão: português ambicioso, dono da venda, do cortiço e da pedreira. Representa o capitalista explorador, não media esforços para se beneficiar a partir dos outros e enriquecer para melhorar seu status social.
Bertoleza: escrava que pensa ser alforriada, trabalha para João Romão e é sua amante. Representa o trabalho escravo, indigno.
Miranda: português, morador do sobrado ao lado do cortiço, ao longo da história ganha o título de barão. Representa a burguesia, está sempre em busca da ascensão social.
Jerônimo: português, inicialmente muito trabalhador, porém, com a má influência do meio passa a ser preguiçoso. Representa disciplina no trabalho quando apresentou-se ao João Romão para trabalhar na pedreira.
Piedade: esposa dedicada de Jerônimo. Representa a mulher europeia, cativa do contrato social - o casamento com Jerônimo.
Rita Baiana: mulata simpática e sedutora, tinha um caso com Firmo, depois envolve-se com Jerônimo. Representa a mulher brasileira com sua alegria e simpatia.

 

 

Ano(s) 

8º, 9º

Tempo estimado 

1h30m

Material necessário 

A história é vivida no cortiço, na venda e no sobrado, então, o cenário será constituído com esses elementos onde os atores discorrerão as cenas com momentos de samba e capoeira.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução

 

João Grilo e Chicó começaram a fazer parte do imaginário cultural brasileiro em 1956, quando O Auto da Compadecida foi encenado no Recife pela primeira vez. Mas é inegável que o texto do paraibano Ariano Suassuna ganhou novo fôlego após a minissérie e o filme produzidos pela Globo Filmes. Sua peça serve de nspiração para o professor de teatro Eric Nowinski, do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo. "Podemos trabalhar muitos aspectos com esse texto no que diz respeito à diferença entre cinema e teatro. No teatro, por exemplo, temos um ambiente único (o palco) e no filme é possível entrar em cada espaço citado."

Faça a leitura da peça com os alunos e depois, se possível, exiba o filme todo para que comparem os gêneros. Debata com a turma as diferentes maneiras de representar uma história ficcional, citando o figurino, o cenário e até os ângulos da câmera, que divergem muito do teatro para o cinema. Diga à garotada que as mudanças no texto são significativas e fáceis de detectar. Lembre que o filme O Auto da Compadecida é uma junção de três peças diferentes de Suassuna, e não o texto original. Depois, divida a turma em grupos e proponha a criação de diferentes formas de representar uma mesma cena, como a do julgamento de João Grilo.

Avaliação 

Acompanhe como os alunos participaram do debate em sala e verifique o desempenho deles no desenvolvimento da cena.

Créditos: Eric Nowinski Formação: professor de teatro do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo

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