Meu Submarino Manipulado

POR:
professor

Objetivo(s) 

- Desenvolver nas crianças capacidades metodológicas para pensar nas formas que diferentes culturas encontraram para solucionar o problema de transporte de pessoas abaixo de rios e mares usando o princípio da flutuação.

- Identificar as propriedades dos objetos que estão relacionadas ao princípio da flutuação; distinguir propriedades dos objetos (tamanho/ volume, massa) reconhecendo que o tamanho de um objeto não tem relação direta com a massa deste (ou objetos de tamanho grande - volume - nem sempre tem mais massa, ou são mais pesados, que objetos de tamanho pequenos);

Conteúdo(s) 

Flutuação
Empuxo

Ano(s) 

1º, 5º

Tempo estimado 

20 horas

Material necessário 

- Um submarino que pode ser construído com uma tampa de caneta bic
- Água para a garrafa
- Garrafas de refrigerante (Pet)
- Massiha de modelar

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução 
A crianças convivem, em seu cotidiano com fenômenos naturais. Desde a mais tenra idade, elaboram explicações acerca do mundo que está ao seu redor, procurando formas de explicar os fenômenos naturais que percebem.

Atividades que possibilitem que as crianças desfrutem da ciência, se surpreenda com as descobertas, brinque com sua própria capacidade de conhecer e sentir grande interesse e paixão por essas atividades, estimulando-os a pensar com imaginação e criatividade, fazendo-as provar e comprovar fenômenos da natureza as quais estão expostas no seu dia-a-dia, possibilitam às crianças elaborar concepções acerca das ciências.

Objetivo maior do trabalho com as ciências é contribuir na formação de sujeitos capazes de fazer perguntas e encontrar respostas. Tomar como objeto de estudo uma situação que observam, diretas ou indiretamente, no seu cotidiano - barcos e submarinos, possibilita que construam os primeiros significados importantes do mundo científico, permitindo que novos conhecimentos possam ser adquiridos posteriormente, de uma forma mais sistematizadas. É importante fazer com que as crianças discutam fenômenos que as cercam, daí a importância em se trabalhar com problemas físicos, para que as crianças possam discutir e propor soluções compatíveis com seu desenvolvimento e sua visão de mundo.

O divertimento e a brincadeira transmitem conceitos, idéias, mensagens, consolidam formas de pensar, ideologias e hábitos.

Teremos atividade programada  e o que a atividade possibilita que as crianças aprendam

Passar parte do filme dos Submarinos e suas descobertas,e levar as crianças perguntas como, por exemplo: Como um navio tão grande e com tanta gente pode flutuar? Por que o submarino afundou e não boiou?

Pensar a respeito da flutuação, pensando a respeito, das possíveis causas de coisas pesadas poderem flutuar ou afundar.

As crianças irão reunir-se, em grupos de 3 ou 4 crianças, procurando classificar o material pré selecionado pelo professor, bolinhas de diferentes tamanhos e massas, segundo o critério flutuam/ afundam. Depois de separar os materiais deverão colocá-los num balde com água verificando se a experimentação confirma ou não a hipótese inicial. Separar os materiais que afundaram para análise coletiva e discussão a respeito do porquê afundaram (hipóteses das crianças). Após a discussão coletiva, as crianças voltam para seu grupo para tentar encontrar formas para solucionar a questão proposta pelo professor: "Como podemos fazer para esses materiais não afundarem na água?".

Após nova experimentação os grupos socializam e discutem com o restante da turma as formas encontradas, procurando explicações do porquê isso foi possível. O professor poderá pedir para cada grupo contar como fez e explicar porquê deu certo.

Agir sobre os objetos para ver como eles reagem; agir sobre os objetos para obter o efeito desejado. Tomar consciência de como foi produzido o efeito desejado. 

Importante!
Ao classificar objetos em flutuantes e não flutuantes, as crianças não buscam, explicação única e não contraditória para essa seleção. Em sua concepção, objetos leves flutuam e objetos pesados afundam. Somente mais para frente, quando a noção de conservação de volume estiver bem constituída, ela poderá explicar de maneira não contraditória suas classificações. Tendo em vista a complexidade das relações envolvidas no conceito de flutuação, uma das variáveis relevantes - o volume - será controlada de antemão. Com isso, criamos uma situação em que é possível para as crianças dar explicação causal para o fenômeno.

O problema do submarino: "Vocês vão tentar descobrir o que fazer para o submarino subir e descer na água, quer dizer para ele afundar e flutuar"

Apresentar às crianças livros com diferentes tipos de embarcações, entre elas submarinos.
Conhecer as idéias das crianças a respeito dessa embarcação - submarino. Procurar saber se existe vocabulários comuns, que tipo de barcos conhecem, se já conheciam submarino

Assistir parte de um filme onde apareça à imagem de um submarino - submerso e imerso - discutir como se faz possível um barco afundar e flutuar.

Conhecer as idéias das crianças a respeito do assunto e ampliar o repertório.

Propor às crianças a construção de um modelo de submarino para através deste tentar encontrar resposta à pergunta: "O que é preciso fazer para o submarino descer e afundar?". Neste caso, o submarino é apenas um instrumento através do qual o aluno investiga o fenômeno da flutuação.

Permitir às crianças oportunidade de levantarem hipótese e testá-las. O professor deve percorrer os grupos, observar o que realizam, perguntar se entenderam o que é para fazer e/ou pedir que contem o problema que tem para resolver.

A medida que o problema de flutuar e afundar vai sendo resolvido, pode sugerir às crianças que descubram uma maneira de fazer o submarino ficar parado no meio do caminho, entre o fundo da bacia e a superfície da água, isto é, nem afundar nem flutuar. É importante que as crianças sejam encorajadas a refletir sobre o que estão fazendo.

Reunir os grupos para que contem como resolveram o problema. O professor poderá conduzir a discussão fazendo questionamentos às crianças como, por exemplo: "por que a tampa subia?", atentando para as argumentações das crianças e verificando se atribuem à flutuação e a imersão a propriedade física - peso.

Explicar, relatar, construindo junto com os pequenos um texto coletivo, ilustrar com desenhos explicativos.

Iniciar uma discussão sobre a flutuação dos corpos; perceber que podemos variar a massa de um objeto, controlando a entrada e saída de água e de ar, respeitar, socializar conhecimentos, argumentar opiniões, tolerar e valorizar o conhecimento trazido pelos colegas.

Relacionando atividade e cotidiano: Pedir às crianças exemplos de situações relacionadas com a atividade que acabaram de realizar. É possível discutir, por exemplo, a utilização das balsas para transportar os carros através de um rio ou de pequenas canoas para transportar algumas pessoas.

Procurar encontrar soluções, ou caminhos, para resolver, ou tentar resolver, o problema dado. Ao tentarem construir barcos que carreguem a maior massa possível, as crianças têm oportunidade de tomar consciência e propor explicações para o seguinte aspecto da flutuação dos corpos: a relação entre a massa e a dimensão dos objetos (ainda que a variável que mencionem não seja volume e sim área). Além de poderem apontar uma condição de equilíbrio para que os corpos flutuem na água: a distribuição uniforme da massa.

Problema: "Como as pessoas fazem para transportar de um lugar para outro coisas pesadas sem que elas afundem na água?"

a) Pesquisar em livros diferentes formas de embarcações, de diferentes civilizações - piroga, caravelas, canoas, balsas, navios, jangadas, etc. Verificar material e forma - larga, comprida ... Construir um painel coletivo com informações construídas a partir dessa pesquisa e da pesquisa de imagem que realizaram em atividade anterior: "As embarcações do mundo - como diferentes civilizações solucionaram o problema de transportar objetos pesados por rios e mares".

b) Construir um barquinho que flutue e seja capaz de carregar algum objetos - bonequinhos, arruelas ...

Material necessário 
- Placa de madeira
- Placa de madeira balsa
- Papel alumínio e papelão
- Pedaços de plástico
- Pedaços de borracha
- Pedaços de espuma
- Potes plástico
- Garrafas de refrigerante (Pet)
- Panos
- Palitos de churrasco
- Tinta
- Caixas
- Isopor

O registro não deve servir para se saber o que pensam as crianças, o professor deve analisar como são as representações, procurando verificar que idéias as crianças estão tendo, quais são seus observáveis.

Orientações para o trabalho 
- A atividade experimental não deve ser trabalhada como uma demonstração. Essas atividades devem ser aproveitadas, tematizadas pelo professor, discutida e problematizada junto ás crianças.

- A principal função da experimentação é, com a ajuda do professor e a partir das hipóteses e conhecimentos anteriores, ampliar o conhecimento das crianças sobre fenômenos naturais e fazer com que elas as relacione com sua maneira de ver o mundo.

- A ação das crianças não deve se limitar à simples manipulação ou observação, deve envolver, também reflexão, relatos, discussões, ponderações e explicações - características de uma investigação científica.

- Ao apresentar a atividade, ou propor o problema, deve-se procurar fazê-lo de forma a despertar a curiosidade e interesse das crianças. Ter resolvido o problema não significa que a atividade terminou.

- O professor deve primeiro propor o problema e só então distribuir o material - parte dele pode ser distribuído antes da proposição do problema, mas alguns elementos, como bolinhas, costumam desviar a atenção das crianças, que podem, por esse motivo, não compreender o problema que terão de resolver.

- É importante o professor verificar se todas as crianças do grupo estão tendo oportunidade de manipular o material.

- O professor deve passar pelos grupos pedindo que mostrem e contem o que entenderam.

- Depois das crianças encontrarem a solução do problema, o professor deve organizar uma discussão com todos eles. O material deve ser recolhido a fim de que a atenção se volte para a discussão das questões. A discussão deve acontecer em roda para que todos possam se ver e prestar atenção ao que está sendo discutido. As colocações do amigo podem contribuir para a organização da idéia de cada um.

- Perguntar às crianças "por que ..." pode levar as crianças à respostas descritivas, o professor pode fazê-las de outra maneira, por exemplo, "conte como você fez" ou "explique porque deu certo".

- É importante garantir número suficiente de materiais para todo grupo explorar.

- O professor deve fazer o experimento ( submarino e barquinho) antes de propor a atividade às crianças, para poder conhecer e explorar as possibilidades da atividade. Observar o que acontece, como conseguir o objetivo proposto, possibilidades de solucionar o problema, que tipo de coisas precisa ser observável para os pequenos.

- Possibilitar o livre acesso ao material produzido para explorações e brincadeiras em outros espaços e horários, pois são nesses momentos, nas brincadeiras, que eles vão por em jogo o que sabem sobre o assunto.

Avaliação 

A avaliação será feita no decorrer do projeto onde as crianças irão apresentar oralmente o que observaram e as descobertas mais interessantes que obtiveram.

Créditos: Luciana Hubner

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