Medidas de tempo

POR:
professor

Objetivo(s) 

- Entender como números funcionam num contexto específico: o calendário.
- Familiarizar-se com uma forma particular de organizar a informação, identificando a passagem do tempo apoiando-se no calendário.

Conteúdo(s) 

 


  • Uso do calendário
  • Uso do relógio
  • Medição social do tempo
  • Dia, mês e ano

Ano(s) 

Tempo estimado 

Todo ano letivo

Material necessário 

Calendário anual de 2015 

Calendário tipo folhinha com uma página para cada mês.

Quadro branco

Caderno  e agendas dos alunos

Cartazes

Relógios analógicos e digitais

 

Desenvolvimento 

1ª etapa 

ATIVIDADES PARA SE REALIZAR NO INÍCIO DO ANO

  • Propor aos alunos  que tragam para a escola diferentes calendários e analisem conjuntamente quais são as diferenças, semelhanças, formas de uso (suposições) distribuição da informação, suas características e regularidades (dias da semana, a quantidade de dias em cada mês etc).
  • propor algumas questões: quantos meses tem um ano? Quantos dias tem uma semana? Quantas semanas tem um mês? Quantos dias tem cada mês? Quais meses têm 30 dias? Quais são os meses com 31 dias de duração? E fevereiro, quantos dias tem? Quantas semanas tem um ano? 
  • Realização de pesquisa sobre as datas e eventos importantes (do mundo, do Brasil, do estado, da cidade, da comunidade, da escola)
  • Elaboração do anuário das ações da turma (a turma sugere e o professor lista as atividades de cada mês em uma folha, encaderna e deixa exposto no cantinho de leitura). Pode ser feito a ilustração, numeração das páginas, capa, texto de apresentação, sumário com a participação direta dos alunos.
  • Combinação de ícones para marcação das datas importantes  de cada mês como: dias de aula, dias de folga, feriados, comemorações, festas escolares, passeios,  aniversários. Elaboração da legenda (em grupo) - distribuir folha com a lista de eventos anuais . Cada grupo criará um ícone para cada evento, usando a criatividade e socializará seu trabalho. No final se escolherá o que será usado.
  • Montagem de um quadro com os meses do ano, colocando o nome do aluno e a data do aniversário no mês correspondente.

 

  • Levantamento  de questões como: "Quantos alunos fazem aniversário em março?" /"Qual é o mês com a maior quantidade de aniversariantes?"/"Qual tem menos?"

2ª etapa 

ATIVIDADES REALIZADAS MENSALMENTE

  • Apresentação de cada mês a cada primeiro dia letivo em cartaz próprio.

 

  • Marcação das datas importantes no calendário mensal usando legenda elaborada pela turma.
  • Escolher o tema de ilustrações que vão acompanhar cada mês

3ª etapa 

SITUAÇÕES-PROBLEMA COM O USO DO CALENDÁRIO EM TODO O ANO

  • Transposição da data diária para o quadro pelo professor e no caderno e agenda pelos alunos.
  • Elaboração  de questões como: "Quantos alunos fazem aniversário em março?" e "Qual é o mês com a maior quantidade de aniversariantes?" Além da utilização do calendário como instrumento de organização utilizá-lo para calcular durações(situações-problema). Por exemplo: quando se deseja saber quantos dias faltam para um passeio, para um aniversário ou para a entrega de uma pesquisa, quantos dias se passaram desde o início do mês, e assim por diante.
  • Para que pensem sobre isso, fazer a contagem com os alunos ou colocar uma situação-problema para que eles resolvam, como as seguintes: "Quantos dias faltam para a visita ao Parque Ecológico?"; "Vocês já sabem que ensaiamos toda terça-feira. Então, quantos dias teremos de ensaio até a festa de junho?"; "Observem a lua no céu durante duas semanas e marquem no calendário a data em que ela muda de fase". A resolução de problemas envolvendo cálculo de tempo - em dias, meses e anos - também é importante. Por exemplo: "Se um trimestre tem três meses, quantos dias tem um trimestre?". Nesse caso, discutindo que valor se deve considerar: se for um trimestre em geral, o senso comum é que se considere o mês de 30 dias - portanto, um trimestre terá 90 dias. Mas se forem os meses de fevereiro, março e abril de 2015, o valor será de 28 + 31 + 30, o que resulta em 89 dias.
  • Também é possível se fazer o cálculo de quantos dias tem o bimestre ou o semestre. Trabalhar com números maiores, o cálculo pode ser de quantos meses tem 6 ou 7 anos, e quantos meses já viveram até aquele momento. Se achar que a turma está acompanhando o conteúdo, discutir sobre cálculos mais exatos: "Se Maria nasceu a 10 de maio de 2004 e estamos em 20 de agosto de 2011, ela já viveu sete anos e quantos meses?". Aqui entra a discussão de quantos meses inteiros é preciso acrescentar, e pode-se chegar ao cálculo de quantos dias faltam para completar um mês.
  • Desenhos e pinturas das datas comemorativas.

 

4ª etapa 

APRENDENDO SOBRE AS HORAS

Roda de conversa para levantar os conhecimentos prévios sobre medida de tempo e uso do relógio. Os alunos falarão sobre a hora que levantam, o que fazem  no período da manhã, caso estudem a tarde ou hora de entrada na escola, a hora do início e do fim do recreio, o tempo de duração do recreio, os dias das disciplinas de artes e educação física, os horários dessas aulas, a hora da saída, o que faziam  durante a noite e em que hora tomam banho ou se deitam  

5ª etapa 

Os alunos montarão um relógio analógico. Cada um recebe um relógio desenhado sem os algarismos em uma folha que pode ser sulfite ,cartão ou canso.  Eles conversarão entre si sobre os numeros e os ponteitos que deverão colocar. O professor pode introduzir um conversa a respeito da contagem feita com os ponteiros dos minutos (5 em 5). Quando o ponteiro está no algarismo 2 , na verdade, representa dez minutos ou, se ele está no 6 representa 30 minutos ou meia hora.

6ª etapa 

Entregar para cada dupla folhas com relógios analógicos e digitais desenhados. O propósito desse jogo é que os alunos preencham no relógio analógico e/ou digital  as horas estipuladas, como a da entrada, da saída, do recreio. O professor pode ambém escrever algumas horas e sorteá-las, ditando-as para que as duplas as registrem. Depois de muitas jogadas, esse registros devem ser socializados. Esse jogo pode ser repetido quantas vezes o professor considerar necessário.

Avaliação 

Ao longo do ano o aluno deve:  se envolver nas atividades demonstrando interesse, alegria e curiosidade na execução das atividades planejadas; demonstrar maior compreensão  a cada atividade, percebendo as regularidades e as alterações; elaborar textos coletivos e individuais, orais ou escritos sobre as experiências vivenciadas dentro e fora da sala de aula com o uso do calendário demonstrar organização dos trabalhos e das rotinas, dentro e fora da sala de aula  

Flexibilização 

Material necessário Além do calendário convencional, outro em braile (pode ser produzido no AEE com a partic 1ª etapa Peça que o AEE providencie calendários para cegos e pergunte ao aluno se ele tem um desses em casa. Deixe que todos identifiquem semelhanças e diferenças entre os calendários. É importante fazer marcas salientes no chão que indiquem o caminho até o calendário em braile. Todos os dias, o aluno deficiente também deve localizar a data em seu calendário.ipação do aluno). 2ª etapa  Amplie o tamanho do calendário ou faça-o em duas folhas e duplique a informação acrescentando as datas e os nomes em braile. 4ª etapa Repita as intervenções anteriores, sempre estimulando sua atuação e aprendizagem. Quanto às perguntas do professor para a contagem dos dias que faltam para determinado evento, disponibilize para ele um calendário individual em braille em que possa utilizá-lo para compreender as perguntas do professor e fazer os cálculos. Nesses  momentos, coloque-o em dupla com um colega que possa auxiliá-lo nessa tarefa. Avalie seu repertório quanto à nomenclatura dos meses, quantidade de dias em um ano e no bimestre etc. Organize atividades extras, para fazer em casa ou no AEE, que lhe darão melhores condições de participação. 5ª etapa Se o aluno com deficiência visual já for leitor, ofereça-lhe o texto em braile ou organize uma dupla para que seu colega faça a leitura em voz alta. 6ª etapa  Encaminhe a construção dessa agenda para que o aluno a realize junto ao AEE. Discuta com o AEE as formas mais acessíveis de organizá-la, talvez em blocos semanais. Quanto ao registro, o aluno pode ditar a um escriba (colega ou professor) ou fazer uso de punção e lâmina para a escrita em braile. Avaliação  Organize um grupo para o estudante portador de deficiência visual com alunos mais avançados e que sejam colaboradores. Faça intervenções de modo a garantir seu espaço de participação, que será maior na discussão do que na execução das tarefas. Ele pode auxiliar os colegas separando materiais, dando ideias para os temas ou para as formas de registro da atividade. No AEE, o estudante deficiente poderá fazer essa mesma proposta, construindo um calendário em braile que será utilizado no próximo ano.

Deficiências 

Visual

Créditos: Priscila Monteiro Formação: Consultora pedagógica da Fundação Victor Civita.

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