Investigação científica sobre a doença de Chagas

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Compreender o funcionamento da doença de Chagas.
- Seguir os passos do cientista Carlos Chagas, em um processo investigativo, compreendendo como o conhecimento científico é desenvolvido.

Conteúdo(s) 

- Conceitos sobre a doença de Chagas: micro-organismo causador, vetor, formas de transmissão, sintomas e prevenção.

- Trajetória científica que levou Carlos Chagas à descoberta da tripanossomíase americana.

Ano(s) 

6º, 7º, 8º, 9º

Tempo estimado 

18 aulas.

Material necessário 

Papel sulfite, lápis e régua. 

Livros e textos:
- Oswaldo Cruz & Carlos Chagas - O Nascimento da Ciência no Brasil, Moacir Scliar, 160 págs., Ed. Odysseus, tel. (11) 3816-0835, 20 reais 

- "Um Menino no Interior de Minas" e "Estudos Médicos na Capital do Progresso", disponíveis na Biblioteca Virtual Carlos Chagas 

- "Carlos Chagas: Infância, Primeiros Estudos e Formação Médica", "Carlos Chagas e as Campanhas Contra a Malária", "Carlos Chagas e a Descoberta de uma Nova Tripanossomíase Humana" e "Carlos Chagas: Prêmios e Títulos", disponíveis no Portal Doença de Chagas

- "Carlos Chagas" e "A Menina e o Médico", disponíveis em Ciência Hoje das Crianças e "Relação comprovada", disponível em Ciência Hoje 

- "Doença de Chagas e seus Principais Vetores no Brasil

- "Migração interna e a distribuição da mortalidade por doença de Chagas, Brasil, 1981/1998"


Desenvolvimento 

1ª etapa 

Questione os alunos sobre quem são os cientistas, o que eles fazem e onde trabalham. Pergunte ainda sobre Carlos Chagas e a doença que leva seu nome: o que eles já ouviram falar sobre o assunto? Conhecem alguém com essa doença? Registre os comentários para consultas futuras. Apresente aos alunos o novo tema de trabalho: a descoberta da doença de Chagas. Explique que a participação de todos é essencial, pois a proposta é que cada um mergulhe na história do cientista Carlos Chagas, conheça seus dilemas e dificuldades e compreenda o que ele sabia em sua época.

2ª etapa 

Utilize os materiais bibliográficos em rodas de leitura e debate com o objetivo de compreender Carlos Chagas como um sujeito histórico: infância, faculdade de Medicina, primeiros trabalhos como médico, encontro com Oswaldo Cruz, entre outros destaques. Ao final das conversas, proponha atividades que solicitem algumas dessas informações bibliográficas, como um jogo de perguntas e respostas.

3ª etapa 

Proponha uma investigação sobre a doença de Chagas. Use o material bibliográfico como apoio, lendo trechos em voz alta ou entregando-os para a leitura individual ou em grupo. A partir daí, estimule os alunos a identificar os passos de Carlos Chagas - conhecimentos iniciais, experimentos, descobertas, dúvidas - e a pensar como o cientista. Por exemplo: ao chegar a Lassance, no interior de Minas Gerais, Chagas nota que os pacientes tinham sintomas diferentes dos da malária. O que isso indica? O que ele poderia fazer? Questione, discuta, promova a elaboração de hipóteses e depois compare com as conclusões de Chagas. Atente para o fato de que, na pesquisa científica, há vários caminhos possíveis. Os pesquisadores utilizam o conhecimento científico e procedimentos padronizados para explicar o mundo. Foi justamente o que Chagas fez: a partir de um conjunto de sintomas, ele acreditou que se deparara com uma nova doença. Então, colocou seu conhecimento e o instrumental de pesquisa que tinha na época a serviço dessa descoberta. Ao longo do trabalho, novos termos científicos surgirão - e eles não devem ser desconsiderados. Insira-os nas discussões, com as adequações necessárias à faixa etária dos estudantes.

4ª etapa 

Apresente o parasito, o vetor, a transmissão e os sintomas da doença. Ilustre as conversas com imagens do barbeiro ou mesmo com espécimes, caso tenha acesso a alguma coleção científica. Proponha a confecção de desenhos sobre o inseto, aproveitando para retomar conceitos como: o que faz dele um inseto? Como é o aparelho bucal? Onde vive? Qual é seu nome científico? Faça o mesmo com o parasito Trypanosoma cruzi - explorem imagens, discutam as características dos unicelulares e protozoários. Com o auxílio de uma régua, explique a unidade de medida micrômetro, que ajudará a compreender o parasito como um ser microscópico. Finalize essa etapa destacando a importância da tripla descoberta de Chagas (uma nova doença, o parasito e seu vetor) e como o feito projetou o cientista nacional e internacionalmente - ele chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Medicina.

5ª etapa 

Compartilhe o texto "Migração interna e a distribuição da mortalidade por doença de Chagas, Brasil, 1981/1998" e mostre que o mal ainda é um problema de saúde pública no Brasil. Apresente o gênero artigo científico (o que é, quem escreve e onde é publicado) e explore o mapa de mortalidade. Proponha a elaboração de textos informativos sobre Carlos Chagas e a descoberta da tripanossomíase americana. Faça isso ao longo das atividades, de modo a verificar os conhecimentos construídos e identificar equívocos persistentes.

Avaliação 

Proponha aos alunos que elaborem um texto sobre a descoberta da doença de Chagas com o objetivo de apresentá-lo às demais turmas da escola. Discutam diferentes formas de comunicar à comunidade um feito tão importante - podem ser produzidas histórias em quadrinhos, peças de teatro, músicas e paródias, por exemplo. O material produzido e o envolvimento dos alunos em cada etapa do trabalho são bons indicadores na avaliação da aprendizagem. Também é interessante avaliar, com a turma, a nova visão sobre a Ciência e os cientistas. Comparem juntos o conhecimento inicial e os textos produzidos, de forma que eles constatem como foi o próprio desenvolvimento do conhecimento: como atuaram, raciocinaram e resgataram os contextos históricos.

Flexibilização 

Podem ser retirados trechos dos textos da bibliografia, e caso o aluno não tenha uma leitura desenvolta, esta tarefa pode ser dada como lição de casa e solicitado o apoio da família. As ilustrações do portal e dos livros também podem ser bastante exploradas. Quanto à avaliação, ao invés de um texto, o professor pode lançar questões dirigidas para o aluno responder. Dependendo do grau da deficiência, estas perguntas podem ser de localização em trechos dados aos alunos.

Deficiências 

Intelectual

Créditos: Flávia Pereira Lima Formação: Professora de Ciências do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação, em Goiânia, e vencedora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 de 2011

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