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01 de Junho de 2013 Imprimir
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Como ajudar um aluno que se diz burro e, por isso, não participa?

Insegurança

Por: NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Ester de Oliveira Lêe, São Bernardo do Campo, SP

Em geral, quando uma criança é constantemente julgada de forma negativa e tem experiências recorrentes de fracasso escolar, começa a acreditar que é incapaz. É preciso ajudá-la a construir novos significados sobre si mesma. Inicie esse processo identificando atividades em que tenha interesse e nas quais se saia bem. Por exemplo, se ela gosta de videogames, insira o tema nas atividades para motivá-la. Se tem curiosidade por dinossauros, traga o assunto para a sala de aula - em uma pesquisa ou em produções de textos, ilustrações etc. Ofereça também múltiplas propostas para que o estudante escolha as que se sente mais seguro em desenvolver. Não negue os sentimentos dele, pois dessa forma se sentirá incompreendido ou enganado. Ouça-o, repita de forma resumida a fala dele e, depois, dê a sua opinião. Se necessário, sente-se com a criança durante uma atividade e a incentive, sem fazer a tarefa por ela. Seja menos rigorosa nos retornos, focando não apenas no resultado mas também na iniciativa e no esforço: "Que interessante! Você trouxe ideias sobre as quais eu nunca tinha pensado". Equivocadamente, acreditamos que, ao censurar o aluno, ele vai buscar a superação. Contudo, ao criticarmos, apenas reforçamos o comportamento indesejado. Procure passar mensagens que traduzam valores e atitudes que pretende que o estudante desenvolva. Diga, por exemplo: "Gostaria que você tentasse. Veja quais tarefas consegue realizar do seu jeito. Aos poucos, irá se sentir mais seguro". Por fim, além dos fatores psicológicos, vale analisar as lacunas de conhecimento da criança e, se necessário, encaminhá-la ao reforço.