História da cartografia

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Reconhecer a função social e histórica dos mapas.
- Comparar a linguagem dos mapas com base em sua história e das conquistas técnicas que levaram a uma maior qualidade e precisão.
- Ler e interpretar um mapa antigo. 

Conteúdo(s) 

- História da cartografia.
- Função dos mapas.

Ano(s) 

6º, 7º, 8º, 9º

Tempo estimado 

Quatro aulas.

Material necessário 

Vídeos (Parte 1 e Parte 2) e texto sobre a história dos mapas, computador e projetor, papel manilha ou similar, canetas coloridas, tesoura, cola, lápis de cor, lupa, uma cópia do mapa das capitanias hereditárias de Joan Blaeu, um atlas ou mapa atual da divisão política do Brasil e sites para pesquisa de mapas antigos (como bndigital.bn.br e cartografiahistorica.usp.br).

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Leia o texto sobre a história dos mapas indicado e, em seguida, exiba o vídeo sugerido. Proponha que os alunos acompanhem a leitura e a projeção, fazendo anotações de suas dúvidas e pontos que gostariam de destacar. Interrompa a leitura ou o vídeo quando julgar necessário para comentar o conteúdo. Converse com eles sobre o que chamou a atenção e sobre o que gostariam de saber mais.

2ª etapa 

Amplie a discussão, comentando as características dos mapas produzidos em diferentes épocas. Como eles apresentavam a ideia de mundo em cada período? Comente que os mapas refletem as concepções de mundo de diversas culturas, em tempos diferentes. A produção cartográfica foi guiada por interesses econômicos e militares, por metas políticas e imposições religiosas, bem como por questões práticas, ligadas, por exemplo, à navegação. Não deixe de salientar que a sequência de mapas apresentados no vídeo e no texto não resume toda a história da cartografia. A fim de sistematizar o que viram, os alunos vão construir uma linha cronológica. Eles podem trabalhar em pequenos grupos. Indique sites de pesquisa e peça que levem para a aula seguinte mapas antigos devidamente identificados para colarem na linha cronológica. Com base no material trazido, decidam juntos as datas, os mapas e as legendas que podem ser colocados na linha.

3ª etapa 

Peça que cada grupo fixe no quadro ou na parede as linhas que construíram ou na parede, para comparar umas às outras, conversando sobre o que é semelhante e diferente entre elas. É importante perceberem o que marca os mapas de um período a outro. Por exemplo: o que pode ter interferido na forma dos mapas, no uso de paralelos e meridianos, na decisão sobre o que ficaria no centro ou nas extremidades do mapa, na inclusão de áreas da Terra e de detalhes no interior dos continentes e nos oceanos e em seu nome? O que mudou de uma época para a outra na representação da escala, das coordenadas geográficas, dos rios, montanhas, povoados etc.? O que isso pode indicar quanto às ideias de mundo de cada época? Em seguida, pergunte como a atividade os ajudou a pensar sobre como eram os mapas no passado e o que foi preciso inventar para a produção dos mapas atuais.

4ª etapa 

Nesta etapa, os alunos irão comparar mapas antigos com atuais. Existem muitos mapas históricos disponíveis. Escolha aquele que for mais adequado ao tema em estudo sobre a geografia e a história do Brasil. Considere também a qualidade para a reprodução, pois todos devem ter uma cópia. Como sugestão, foi selecionado o mapa das capitanias hereditárias, de Joan Blaeu, porque apresenta detalhes da ocupação das capitanias já no século 17. Entregue uma cópia para os alunos e oriente-os a observar os detalhes: o título, o contorno do continente, o traçado dos rios e as elevações, a indicação da escala etc. Com a lupa, eles poderão perceber melhor os detalhes. Identifique com eles a linha que delimita as capitanias hereditárias. Depois, peça que marquem esses limites com um lápis preto. Juntos, identifiquem o nome das capitanias e escreva-os no quadro em forma de lista. Em seguida, eles devem colorir a área interna de cada uma delas e montar uma legenda para identificá-las. Quando terminarem, devem pegar o mapa atual da divisão política do Brasil e compará-lo com o mapa antigo. Oriente-os a identificarem o que há de semelhante e diferente entre eles. Escreva no quadro as observações. Ao fim, organize uma roda de conversa para discutir o trabalho realizado. O que aprenderam com essa atividade? Que dúvidas ainda permanecem? O que gostariam de saber mais? Os estudantes poderão anotar suas conclusões e produzir uma dissertação sobre a importância dos mapas em diferentes épocas.

Avaliação 

Com base no texto dissertativo produzido pelos jovens, observe se eles entenderam a importância histórica e social dos mapas, se identificaram as mudanças na linguagem dos mapas, se relacionaram a conquista das técnicas ao aprimoramento deles e como interpretaram um mapa antigo.

Flexibilização 

Apresente antecipadamente o texto sobre a história dos mapas para o aluno com deficiência intelectual e, se necessário, mostre os vídeos para ele mais de uma vez. O trabalho em pequenos grupos ajuda o aluno a compreender a lógica dos mapas e a comparar uns com os outros. Amplie o tempo de realização da pesquisa e procure investir em mapas com uma variedade considerável de cores e formas - os estímulos visuais colaboram para a aprendizagem desses alunos. Se a criança ainda não for capaz de escrever os nomes de todas as capitanias, pode ser ajudada por um colega. Amplie o tempo de realização das etapas da sequência e proponha que o aluno analise outros mapas no contraturno, para reforçar as aprendizagens. Conte, também, com a ajuda do AEE para desenvolver as habilidades de escrita e de interpretação do aluno.

Deficiências 

Intelectual

Créditos: Rosângela Doin de Almeida Formação: Livre-docente em Prática do Ensino de Geografia pela Unesp.

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