Flag football: o futebol jogado com as "mãos"

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

  • Conhecer e jogar o flag football nas suas características;
  • Comparar as modalidades flagball, rúgbi e futebol americano e classificá-las de acordo com critérios como as regras e os códigos de conduta, o campo de jogo, as habilidades e as técnicas utilizadas, os sistemas táticos de jogo, o número de jogadores e as diferentes funções etc.

Conteúdo(s) 

Flag football

 

Ano(s) 

7º, 8º

Tempo estimado 

15 aulas

Material necessário 

  • Bolas de futebol americano ou de rúgbi (ou bolas murchas de futebol),
  • coletes,
  • tiras ou fitas de tecido,
  • papel craft (pardo),
  • papel branco ou cartolinas,
  • canetas,
  • computadores conectados à internet.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Organize uma roda de conversa para contar aos alunos que todos vão conhecer nas próximas aulas um esporte diferente, o flag football. Verifique se alguém já conhece a modalidade. Assistiram alguma partida ou leram a respeito? Já tiveram a oportunidade de praticar? Quais são as regras? Acham ser possível praticar na escola? Como fazer para meninos e meninas jogarem juntos? É fundamental, durante todo o percurso, mantenha um diário atualizado com os registros das observações e dos depoimentos realizados pelos alunos. Convide a turma a conhecer um pouco mais desse esporte.

 

2ª etapa 

Como o flag não é muito conhecido no Brasil, diga que há esportes que se assemelham de alguma forma a ele, como o futebol americano e o rúgbi. Pergunte à turma se alguém conhece esses esportes e se já praticaram. Vídeos podem ser utilizados para que os alunos conheçam os jogos. Algumas sugestões: 
MN Flag Football Plays of the Week
Flag Football Trick Play
11 Jardas - Regras e Conceitos Básicos do Flag Football
Aprendendo a Jogar Flag Football

3ª etapa 

Divida a turma em oriente uma pesquisa na internet sobre o tema e peça que descubram as seguintes informações sobre o flag, o rúgbi e o futebol americano: quem inventou e onde surgiu, quais as principais regras, como se joga e quais as principais funções dos jogadores. Informe quais sites são fontes confiáveis a respeito: Federação de Futebol Americano de São Paulo (FEFASP) e Confederação Brasileira de Rugby.

4ª etapa 

Socialize o resultado das pesquisas, organizando coletivamente um painel com o registro das informações. Compare com a turma as semelhanças e as diferenças entre o futebol americano, o rúgbi e o flag. Destaque o fato de o flag ser uma modalidade inclusiva: por não ter muitos momentos de contato entre os jogadores, permite que meninos e meninas joguem juntos.

5ª etapa 

Questione como fazer para jogar o flag na escola. Seguindo as regras oficiais, quais adaptações são necessárias? Proponha um jogo experimental considerando as sugestões dadas e considere a importância de que os alunos devem jogar nas posições de ataque e defesa. Aproveite a oportunidade para, nas partidas seguintes, sistematizar o conhecimento sobre a tática do jogo. Levante com a garotada quais as responsabilidades de cada um nas diferentes funções, quais as funções mais difíceis ou mais fáceis de executar e quais as habilidades necessárias em cada função. Reforce a importância do contato restrito sugerido pela modalidade. Isso irá contribuir para que os meninos e as meninas possam jogar juntos.

6ª etapa 

Depois de algumas vivências, incentive a turma a discutir em equipe e combinar uma tática de jogo, diferenciando as estratégias em função do ataque e da defesa. Sugira que elas sejam anotadas para serem analisadas depois. Terminado o jogo, reúna as equipes para questionar quais as ideias deram certo? Por quê? Quais não foram bem sucedidas? O que eles sugerem para melhorar a tática de jogo? Neste momento, relacione os aspectos táticos aos técnicos. Os alunos devem compreender essa relação como algo indissociável, ou seja, quanto melhor a técnica, melhor a capacidade de pensar e executar as estratégias de ataque e de defesa. A ideia é valorizar tanto as táticas construídas para as situações de ataque quanto para as situações de defesa.

Chame atenção para a importância de cada jogador, que muitas vezes não marcam os pontos, mas contribuem para a proteção de quem pontuou. Oriente a turma a reelaborar as estratégias, aperfeiçoando-as levando em conta o que foi conversado. É sempre bom dar a oportunidade para que as novas estratégias sejam aplicadas e analisadas. Só assim os jogadores saberão se estão ou não avançando.

Avaliação 

Peça para os alunos refletirem sobre as expectativas de aprendizagem que tinham no início e falar sobre como foi a experiência e quais os aprendizados desenvolvidos. Registre os depoimentos e comente a participação de cada um. Algumas perguntas pré-elaboradas podem ser utilizadas: os objetivos foram alcançados? Conseguimos jogar o flagball? Quais as diferenças entre o rúgbi, o futebol Americano e o flag? Vocês sabem dizer quais as principais regras do flag? Por que o flag é um jogo inclusivo? O que mais fácil neste jogo, atacar ou defender? Qual a relação entre a técnica e a tática neste jogo?

Flexibilização 

Nas etapas de pesquisa sobre o flagball, é importante que você ofereça ao aluno materiais em braile para que ele consulte as regras da modalidade, além de computadores com softwares de leitura, como o Jauss ou o Dosvox, que ajudam no acesso à internet. Você também pode levar para a sala de aula os objetos utilizados em uma partida, como as flags, os cones e uma bola com guizo (para que o aluno com deficiência visual possa guiar-se pelo barulho). No momento das partidas, consulte a turma e seu aluno sobre as melhores formas de adaptar o jogo. Vocês podem começar ensaiando estratégias de arremessos e defesas, com a participação de todos. Permita que o aluno cego explore o espaço da quadra para que perceba, antecipadamente, o lugar dos cones e as marcações no espaço. Se desejar que todos tenham uma experiência semelhante, proponha alguns jogos em que todos os participantes estejam com os olhos vendados. Amplie o tempo de realização das etapas, se necessário, e conte sempre com o apoio do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Deficiências 

Visual

Créditos: Fabio D'Angelo

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