Exposição de fotografias e imagens modificadas

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Conhecer a produção de fotógrafos modernos e contemporâneos.
- Desenvolver o repertório de fotografia artística.
- Criar imagens que revelem um pensamento com a organização consciente dos elementos visuais no enquadramento.

Conteúdo(s) 

- Linguagem fotográfica.

- Procedimentos de desconstrução e de construção de imagens.

- Desenho a mão livre.

 

Ano(s) 

6º, 7º, 8º, 9º

Tempo estimado 

12 aulas.

Material necessário 

Fotografias de profissionais como Henri Cartier-Bresson (1908-2004), Elliott Erwitt, Pierre Verger (1902-1996), Sebastião Salgado, Pedro Martinelli e Cláudio Edinger, levando em conta o assunto, a composição e o enquadramento. Imagens com problemas de foco e enquadramento. Câmeras digitais ou celulares com câmera, sulfite, cartolinas cortadas em formato A3, giz de cera, computador e impressora.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre fotografia. Têm o hábito de fotografar? Convide-os, então, a estudar a linguagem da fotografia e a composição de imagens e, por fim, fotografar para uma exposição.

2ª etapa 

Apresente as imagens com problemas. Incentive os comentários sobre o tema, o enquadramento, a colocação do observador e o que poderia ser melhorado nelas. Como lição de casa, peça que pesquisem fotografias (que podem ser de álbum de família ou de jornais, revistas ou da internet) que considerem boas.

3ª etapa 

Organize a sala em grupos para que observem as fotos que reuniram, identificando os elementos que as tornam interessantes (como o tema, o enquadramento e a luz) e o que foi feito para conseguir o resultado. Socialize os comentários, discutindo os critérios e a intencionalidade do autor. Sintetize as observações, conceituando composição, ângulo, enquadramento e o instante clicado.

4ª etapa 

Apresente as fotografias dos profissionais à garotada. Peça que identifiquem os mesmos elementos da etapa anterior.

5ª etapa 

Programe um passeio na escola para que todos fotografem. Estabeleça os objetivos: pesquisa de um ângulo bom, enquadramentos originais e temas interessantes. Imprima as fotos no sulfite para a aula seguinte.

6ª etapa 

Com os jovens em grupos, peça que leiam as imagens (como feito anteriormente) e selecionem uma para ser modificada.

7ª etapa 

Oriente a turma a recortar as imagens eleitas em 3 x 4 centímetros. Cada pedaço deve ser ampliado a mão livre, com giz de cera em papel A3, desprezando as proporções reais. Com as ampliações prontas, a foto deve ser reconstruída com uma nova configuração. Vale inverter, repetir ou até alterar a ordem das partes. Organizem a exposição, colocando as imagens modificadas ao lado das que deram origem a elas.

Avaliação 

Produto final Exposição de imagens modificadas. Observe como os alunos analisam elementos como ângulo e enquadramento. Qual é mais considerado por eles? E quais ainda não são? Peça que, em grupos, façam uma autoavaliação sobre o que produziram, quais aspectos priorizaram e por quê.

Flexibilização 

Estabeleça um objetivo comum para todo o grupo, com ênfase em aspectos que podem contribuir para o processo individual de alfabetização visual dos alunos. A descrição é uma ferramenta fundamental para orientar a apreciação e a leitura de imagens, não apenas para alunos com deficiência visual, mas também para os videntes. Imitar a posição dos corpos das pessoas pode ser um exercício revelador, em especial se você orientar seu aluno cego a repetir a mesma posição do fotografado. Aproveite o momento de conversar sobre as imagens e os temas de interesse de cada fotógrafo para promover a participação do aluno com deficiência visual. Pergunte o que ele gostaria de mostrar em fotografias e peça para que mostre as posições com o próprio corpo. Quando realizar a atividade de leitura propriamente dita, ofereça mapas táteis para localização dos pontos de interesse das imagens. Para fazer um mapa tátil de cada imagem, utilize folhas de papel A4. Crie os esquemas a lápis e contorne as linhas com tinta plástica, para que fiquem em relevo. Mas cuidado, o excesso de informações pode confundir o aluno. Aproveite a oportunidade para introduzir o aluno cego na criação de seus próprios mapas táteis. Pegue uma folha A4 e dobre ao meio duas vezes. Desdobre e mostre que o papel ficou atravessado por duas linhas vincadas. Prenda a folha em uma prancheta, ofereça giz de cera ao aluno e peça para que ele crie registros de como entendeu algumas das imagens. Converse com o grupo sobre a experiência e valorize as descobertas de todos, estimulando-os a pensar nas imagens a partir dos outros sentidos, como a memória tátil, sonora, olfativa e mesmo de paladar, se for o caso.

Deficiências 

Visual

Créditos: Paulo Nin Ferreira Formação: Coordenador de Arte do Colégio I.L. Peretz, em São Paulo, SP, e selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. Créditos: Flexibilização: Valquíria Prates Formação: Mestre em Acessibilidade pela FEUSP e curadora do projeto ABC Visual - acessibilidade e inclusão no ensino da arte

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