Estudo de cognatos

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Desenvolver autonomia para leitura em inglês.
- Identificar o repertório linguístico.
- Explorar palavras cognatas, vocábulos que se mantêm ao longo dos tempos e palavras novas, inseridas no idioma devido às interações entre povos e mudanças sociais.

Conteúdo(s)

- Palavras cognatas e não cognatas.
- Falsos cognatos.
- Informações contidas no dicionário inglês-português.

Ano(s) 

6º, 7º

Tempo estimado 

Atividade permanente

Material necessário 

Pôster da edição 277 da revista NOVA ESCOLA e bons dicionários inglês-português (que contenham exemplos do uso das palavras, classificação gramatical e expressões formadas pelos vocábulos).

ne277_poster_corrigido.pdf

 

Desenvolvimento 

1ª etapa 
Apresente aos alunos um texto curto, contendo várias palavras cognatas. Peça que leiam o material e digam do que se trata. Em seguida, solicite que grifem os vocábulos que entendem e os citem em voz alta. Escreva no quadro somente o que os estudantes tiverem destacado. No caso de um conteúdo sobre música/aulas de piano, por exemplo, podem surgir expressões semelhantes a: I play the piano; lesson; different; e play classical music.

2ª etapa 
Leia as frases para os jovens e os questione a respeito do que imaginam que o texto trata. Faça-os perceber como já conseguiram dar sentido ao contexto somente olhando para as palavras que reconhecem. Proponha que esta conclusão seja registrada como estratégia de leitura válida: apoiar-se no que sabe para dar coerência ao todo. Reforce, especialmente para quem costuma ficar paralisado diante de um texto em inglês, como a tarefa parece bem mais tranquila do que, certamente, imaginou no
início. Então, detenha-se em cada palavra escrita no quadro e explore o repertório estável dos estudantes (ele conterá, por exemplo, as palavras teacher, I, she, play e love).
 
Depois, trabalhe as demais e pergunte aos jovens como sabiam seus significados. Aqui, a devolutiva será “porque se parecem com...” – dizendo a palavra em português. Explique que, de fato, alguns vocábulos são muito parecidos em ambos os idiomas, e que a eles damos o nome de cognatos. Proponha a elaboração de um espaço para anotar tais palavras (em um mural na própria sala, no caderno ou em um ambiente virtual utilizando aplicativos disponíveis na escola).

3ª etapa 
Apresente aos alunos o pôster da revista NOVA ESCOLA. Deixe-os explorá-lo durante alguns minutos e, então, pergunte quais termos eles já conheciam e quais são novos no repertório deles. Aproveite o momento para conversar sobre a origem das palavras e explicar que as línguas estão em constante transformação. Para que percebam isso claramente, realize um exercício extra: peça que a turma faça um levantamento de vocábulos com pais e avós. Sugira que perguntem a eles quais palavras do vocabulário atual os familiares usavam de forma diferente no passado.

4ª etapa 
De acordo com a sua carga horária, defina uma periodicidade para a atividade de pesquisa de palavras cognatas e ampliação da lista montada anteriormente. Isso pode acontecer nos 15 minutos finais da última aula da semana (uma boa oportunidade para os jovens revisitarem tudo o que fizeram no período), a cada aula ou no fim de cada unidade. À medida que a lista for ampliada, surgirão os falsos cognatos: palavras que têm significados diferentes apesar de serem parecidas.
 
Compartilhe essa explicação com os alunos e proponha que eles os destaquem em outra lista. Nesse momento, introduza o dicionário como ferramenta para verificar se o sentido que parece é, de fato, o verdadeiro. Aos poucos, aparecerão palavras com dois ou mais significados – um deles cognato e os outros não. Por exemplo: plant = planta (cognata); plant = fábrica ou maquinário pesado da indústria (não cognata). Proponha que os estudantes olhem para o contexto que querem usar e, assim, determinem qual o sentido da palavra e se ela é, de fato, cognata ou não.

5ª etapa 
Quando o repertório alcançar um número razoável de vocábulos, proponha a elaboração de um novo pôster, onde os alunos devem destacar, além das palavras, as origens e os significados. O material pode ser organizado por tema (tecnologia/arte/ambiente/espaço), por classe gramatical (substantivos/verbos/adjetivos/advérbios), de maneira alfabética ou de acordo com a sugestão dos alunos. Outra opção é nomear o pôster como “Palavras conhecidas” em vez de “Palavras cognatas”, explorando os vocábulos que os jovens conhecem e que são usados em inglês mesmo nos diálogos em português ( message, send, e-mail, site, delete, play).
 
Assim, você pode formar um grande mural de pôsteres e espalhálos pelas paredes da sala de aula. Ainda que a proposta, aqui, seja voltada à leitura, ao criar esses materiais de apoio, os estudantes adquirem um repertório estável e disponível cada vez maior – o que, certamente, influenciará nas produções orais e escritas.

Avaliação 

Os pôsteres podem servir como instrumento de avaliação. Nesse caso, proponha que sejam elaborados acerca de temas definidos ou sobre textos lidos. A melhor forma de verificação, no entanto, refere-se à autonomia necessária para dar conta de tarefas leitoras. Crie uma lista de aspectos a observar, proponha a leitura de um texto repleto de cognatos e falsos cognatos, defina perguntas que ajudarão a identificar a compreensão, ou não, sobre as ideias centrais contidas na obra e faça anotações sobre a classe. Pontue observações como: o estudante marca palavras no texto; ele segue a leitura demonstrando segurança; procura algumas palavras no dicionário, porém não muitas. Depois, basta comparar as respostas com a forma como o texto foi lido para identificar quem se apropriou dos objetivos.

Créditos: Sandra Baumel Durazzo Cargo: Consultora em língua estrangeira da Target Idiomas

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