Os alunos picham as paredes da sala com palavrões. O que fazer?

Indisciplina

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Solange dos Santos Silva, Coribe, BA

Para lidar com situações como essa e evitar problemas, muitas instituições ameaçam a turma, colocam filmadoras nos corredores e trancam as salas. Vale mais a pena, no entanto, refletir sobre as causas das pichações, atuando para minimizá-las. Reflita sobre o que os estudantes estão dizendo com tal comportamento. Eles não picham as paredes de casa, pois sentem aquele lugar como seu. Se o fazem na escola, é por não se considerarem parte dela. O sentimento de pertencimento surge quando todos encontram, nas relações humanas e no ambiente físico, sentido, segurança, proteção, apoio e reconhecimento de seus esforços e direitos, quando cada um entende que as regras são necessárias e as sanções justas. Esse sentimento gera respeito pela instituição e pelas pessoas, facilitando a adesão às normas. Pesquisas apontam que o clima escolar é essencial ao aprendizado, à qualidade das relações e ao bom funcionamento da instituição. Quando ele é negativo - por causa do autoritarismo, da omissão ou da inconsistência dos adultos -, os estudantes tendem a se comunicar mal, não conseguem trabalhar em equipe e os conflitos, a agressividade e o vandalismo aumentam. A escola precisa fazer uma análise sobre os momentos que crianças e jovens estão tendo para participar efetivamente. É importante criar assembleias para a resolução de conflitos e motivá-los a participar de grêmios, rádios, jornais, oficinas de música, teatro e esportes. É válido também envolver todos na organização do espaço, fazendo mosaicos, grafites, painéis, murais etc. A ideia é substituir a violência pela expressão por meio de palavras, da arte ou de atividades corporais.

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