Ensinando regras de convivência para crianças

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Partilhar experiências e objetos próprios e dos colegas, aproximando-se de regras de convivência.
- Ter prazer e se divertir com a vivência coletiva na creche, inclusive na relação com outras crianças.
- Desenvolver, gradativamente, a autonomia em relação às regras sociais.
- Identificar e diferenciar os pertences coletivos dos individuais.

 

Conteúdo(s) 

- Identidade.
- Autonomia.

 

Ano(s) 

Creche

Tempo estimado 

O ano todo.

Material necessário 

Pertences diversos individuais das crianças (como brinquedos e mochilas) e coletivos da turma (pincéis e lápis, por exemplo). Máquina fotográfica ou fotos das crianças feitas pelas famílias.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Fotografe a turma reunida e, depois, uma criança de cada vez. Entregue para cada uma delas a foto individual e deixe que todas manuseiem as imagens, emprestando a sua para os colegas. A ideia é que todos se familiarizem uns com os outros. Em seguida, recolha as fotos e mostre-as uma a uma para os pequenos, perguntando quem é quem. Estimule-os a apontar o colega e repetir o nome dele. Convide todos a pegar a própria foto. Faça cartazes com as imagens e o nome de cada um e deixe-os expostos na sala. Chame a atenção do grupo quando alguém estiver ausente e mostre o retrato. Repita essas situações diversas vezes. 

2ª etapa 

Separe um espaço na sala (podem ser prateleiras, cabides ou caixas, por exemplo) para cada criança colocar seus objetos pessoais (como blocos de papel, brinquedos, copos e agasalhos). Identifique cada local com a foto e o nome dela. Explique que assim todos vão saber identificar o que é seu e do outro. Depois, peça que coloquem seus pertences no espaço respectivo. Em diferentes momentos, mostre os objetos no espaço identificado e deixe que as crianças identifiquem o proprietário, recorrendo às fotos. Use as imagens do grupo reunido para identificar onde são guardados os objetos que são para o uso coletivo.

3ª etapa 

Proponha que os pequenos tragam objetos pessoais de casa, em especial os brinquedos.
Converse com as famílias para que ajudem os filhos a escolher o que eles estejam dispostos a emprestar para os colegas. Trabalhe com o grupo as oportunidades de troca e a chance de pedir as coisas emprestadas para os amigos. Converse individualmente e com o grupo sobre isso, enfatizando por que é importante dividir e a validade de cuidar do que é do outro e de não pegar algo que está nas mãos de alguém, enquanto isso estiver em uso.

Avaliação 

Crie situações variadas para observar como a turma se relaciona com os espaços, as pessoas e os objetos. Proporcione momentos que envolvam a troca, por exemplo. Busque os avanços nas relações de respeito (pedir emprestado, entregar e devolver), na identificação dos objetos pessoais e dos que são de todos. É importante que os pequenos tenham se desenvolvido em relação à autonomia tanto nas relações com outros como no uso de objetos.

Flexibilização 

O trabalho com as fotos, assim como a organização dos espaços e da rotina na creche contribuem para o desenvolvimento das crianças com deficiência intelectual - geralmente mais lento que o dos colegas. Mas nas deficiências menos severas as dificuldades são pouco notadas nos primeiros anos de vida. Por isso, é muito importante contar com as informações fornecidas pelos familiares da criança e pelos profissionais de saúde que a acompanham. Você também deve observar e registrar os avanços do bebê para propor os caminhos adequados ao desenvolvimento da identidade e da autonomia. A repetição de atividades e a oferta de fotografias e objetos que façam parte do dia a dia da criança são ações imprescindíveis.

Deficiências 

Intelectual

Créditos: Karina Rizek Formação: Coordenadora de projetos da Escola de Educadores, em São Paulo, e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

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