Diagnósticos mais precisos para o vírus HIV

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novaescola

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Biologia

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Saúde

Objetivo
Conhecer a tecnologia que envolve o diagnóstico de viroses como a causada pelo HIV e seu impacto na epidemia de AIDS

Conteúdos
Virologia, testes laboratoriais e saúde pública

Tempo estimado
Duas aulas

Introdução
A revista VEJA desta semana traz a reportagem “O resultado sai em 20 minutos”, sobre um novo teste para detectar o vírus HIV, que pode ser decisivo para que mais pessoas se tratem no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, quatro em cada dez brasileiros que se submetem ao teste tradicional não retornam aos laboratórios para saber o resultado de seus exames. Aproveite o texto para abordar com os alunos a evolução do diagnóstico do vírus da AIDS nos últimos anos.

Desenvolvimento
1ª aula
Proponha uma discussão sobre os testes para diagnóstico do vírus HIV. Comece perguntando ao grupo por que o diagnóstico é para o vírus e não para a AIDS. Conte à classe que o primeiro teste amplo para o diagnóstico da presença do HIV em um paciente foi feito em 1985, o primeiro relato de AIDS é de 1977 e a descoberta de que a doença é uma virose foi feita em 1983. Observe que a entre possibilidade de detecção ampla do problema e sua primeira ocorrência passaram-se sete anos. Quantas pessoas já estavam infectadas àquela altura? Atualmente, o teste mais comum para o diagnóstico do vírus HIV chama-se ELISA (da sigla Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay). Trata-se de um teste sorológico, isto é, derivado de coleta de sangue do paciente. O resultado costuma sair em duas semanas.
Peça aos alunos que se reúnam em grupos e discutam qual a importância de um exame diagnóstico do vírus HIV para o tratamento e a prevenção da epidemia de AIDS no mundo. Exames que detectem o vírus HIV de modo mais rápido e barato teriam que efeito sobre a situação discutida nos tópicos anteriores? Ao final da aula, peça que os alunos façam uma síntese escrita da discussão para a aula seguinte.

2ª aula
Leia a reportagem de VEJA com a turma. Pergunte ao grupo que efeito teria esta nova realidade tecnológica na dinâmica da epidemia, aproveitando também toda a discussão da aula anterior. Ressalte o fato de que o exame retratado na reportagem detecta diretamente proteínas virais de forma barata e em um tempo significativamente mais curto (20 minutos), em comparação aos métodos tradicionais. Além disso, o novo exame pode ser feito por profissionais não especializados e utilizado fora do ambiente laboratorial.
Debata com os alunos as vantagens dessa nova tecnologia. Esclareça ao grupo que a metodologia tradicional envolve a combinação de dois imunoensaios de enzima diferentes (EIA ou ELISA) mais um ensaio confirmatório, utilizando o método Western Blot – a separação de proteínas virais por meio da movimentação de moléculas orgânicas polares em um campo elétrico – ou a imunoflorescência, técnica que permite a visualização de vírus por meio de corantes flourescentes.
Esses exames envolvem a reação do soro do paciente que, se contaminado, deverá conter anticorpos anti-HIV. O tempo para a devolução do resultado para o cliente varia de uma a duas semanas. Essa demora pode resultar na perda do acompanhamento dos indivíduos e na defasagem para o encaminhamento do paciente a serviços essenciais de referência. Fica então evidente a vantagem dos testes rápidos.
Tente levantar com os alunos que vantagens imediatas seriam essas, do ponto de vista da saúde pública, e liste no quadro. Finalize mostrando que uma boa estratégia de divulgação desse novo exame ampliaria a disponibilidade e a aceitabilidade do aconselhamento e testagem em HIV. E que isso poderia aumentar, também, o número de indivíduos incentivados a adotar comportamentos de redução de risco.

Avaliação
Os materiais produzidos pelos alunos ao final das aulas servem como bons instrumentos de avaliação para o tema.

 

 

 

Créditos: Ricardo Paiva Cargo: Consultoria Formação: Professor de Biologia do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

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