Desenho de observação de paisagem

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

  • Ampliar o repertório de imagens e técnicas artísticas dos estudantes.
  • Exercitar a prática do desenho de observação.
  • Sensibilizar o olhar dos alunos, estimulando-os a perceber a variedade de cores, formas e texturas que nos rodeiam.

Conteúdo(s) 

  • Desenho de observação.
  • Composição em desenho.
  • Finalização com materiais diversos.

Ano(s) 

4º, 5º

Material necessário 

  • Caderno de desenho ou folhas avulsas que possam compor um caderno
  • folhas de maior gramatura
  • materiais diversos para finalização: lápis de cor, canetas hidrográficas, tintas de diversas cores, giz pastel, entre outros

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Para iniciar o trabalho, solicite que a turma produza um desenho de memória de elementos da natureza – árvore e flores, por exemplo. Esse desenho, que pode ser feito em um caderno de registro, deve ser datado como o primeiro da série. O objetivo é que o estudante veja como é o seu desenho de memória. Em geral, eles são bem parecidos entre si.

Normalmente, surgem falas como: “Mas eu não sei desenhar nem uma árvore!”. Desafie os alunos a tentar. Faça isso por meio do incentivo verbal, usando expressões afirmativas – “Eu sei que você consegue”. “Faça de seu jeito”. “Desenhe aquilo que vê”. – e desenhando junto. Os estudantes ficam muito entusiasmados quando o professor se arrisca a desenhar e percebem que não há uma forma apenas de fazê-lo.

2ª etapa 

Convide a turma a sair ao ar livre. Pode ser na própria escola, nos arredores ou num passeio a um ponto turístico da cidade. Escolha um tema específico: texturas das árvores, formato das folhas e copas, tons e cores das árvores, texturas e padrões de animais etc. Estimule o olhar de todos, proponha que percebam as diferenças entre essas árvores, observem se as folhas são todas iguais, olhem o formato da copa da árvore e tentem desenhar seu contorno no ar, com os dedos.

O objetivo aqui é sensibilizar os estudantes para a variedade da natureza. Eles vão compreender que cada elemento tem seu formato e nem todas as árvores são iguais.  As descobertas ao ar livre são muito estimulantes e a reação é de surpresa. O corpo reage a esses estímulos. Em geral, os alunos se mostram investigadores minuciosos.

3ª etapa 

Em seguida, com caderno de registro em mãos (ou papel e prancheta) é hora de escolher um lugar confortável, um ângulo interessante e sentar-se para desenhar. Oriente cada um a manter-se sempre no mesmo local até terminar o desenho começado. Se possível, sem mexer muito a cabeça para que o ângulo de visão não se altere. Os estudantes vão descobrir as formas que veem e buscar representá-las.

No início, é comum que tentam desenhar todas as folhas. Estimule-os a observar o contorno das copas das árvores, os vazios entre as folhas que deixam ver outras árvores ou o céu, o formato dos galhos e das folhas para que comecem a buscar formas diferentes de representar. Alguns alunos produzem vários desenhos rápidos de pontos de vista diferentes, outros desenham de forma mais lenta e detalhada. É importante respeitar essas diferenças.

Após a primeira sessão estimule, os estudantes a compartilhar os desenhos feitos, deixando algum tempo para que comentem de forma geral como foi, os desafios enfrentados e qual desenho mais gostaram. A turma nesse momento se encontra na fala dos amigos e pode descobrir muitas formas de representar uma mesma árvore.

Há casos em que alguns insistem em desenhar sem olhar. Se isso ocorrer, intervenha incentivando o olhar, iniciando um traçado para que ele continue. Incentive o desenho com os dedos, no contorno que é visto, isso ajuda os alunos a encontrarem formas para desenhar. Outra opção é propor desenho de um elemento, uma folha ou um conjunto delas mais próximo ao estudante.

4ª etapa 

Faça duas ou três sessões de desenho ao ar livre em dias diferentes e com temas variados para que a classe reúna desenhos em seus cadernos de registro. Árvores e folhas, texturas de troncos, flores diversas, paisagens naturais e construídas pelo homem etc.

Quando o estudante está ao ar livre, ele tem uma variada gama de possibilidades e graus de dificuldade de desenho: o movimento de um rio, os diversos formatos de árvores, edifícios que compõem a paisagem. Ressalte essas diferenças e estimule todos a representar aquilo que veem à sua maneira.

Numa sequência de desenhos, proponha que alguns sejam feitos em um período de tempo definido – de cinco a dez minutos – para estimular a captação mais geral das formas, sem tantos detalhes. Sugira também algumas produções com mais tempo e mais detalhadas.

5ª etapa 

Durante essas sessões, apresente reproduções de obras de arte que tratem da natureza em épocas diferentes. O objetivo aqui é mostrar como os artistas representam os temas que a classe está trabalhando. Escolha artistas que utilizam técnicas e formas de desenhar diferentes, assim os alunos podem se identificar mais com um ou com outro e começar a formar um repertório para suas criações.

Esse momento em que os artistas são apresentados à turma é uma oportunidade muito rica de ressaltar que não há apenas uma forma de desenhar. Ao longo da História da Arte foram muitas as estratégias usadas pelos pintores.

6ª etapa 

Agora é hora de olhar os desenhos realizados e escolher aqueles que ficaram mais interessantes. Os estudantes devem passar para uma folha de papel grossa o desenho escolhido e finalizá-lo. Peça que usem tintas de pigmentos naturais. Usar folhas, cúrcuma e urucum, cola com areia ou terra, carvão vegetal e folhas secas ou tinta guache nessa finalização deixa o trabalho ainda mais rico.

Esse é o momento de a turma rever as produções e dar vasão a todos os estímulos que foram recebidos durante o trabalho. Permita que cada um encontre sua forma de finalizar o desenho, sugira materiais e dê o suporte para que consigam executar o que planejaram.

Pode ser organizada uma exposição com os trabalhos finalizados, o objetivo aqui é compartilhar as descobertas da moçada e chamar a atenção do público ao que pode ser visto com um olhar atento. Os desenhos podem ser acompanhados de pequenos registros escritos das impressões pessoais.

Avaliação 

No decorrer da sequência, registre como cada um faz os desenhos, como usa o espaço do papel, se consegue variar formas, se há mudança de uma série de desenhos para outra. Avalie se o aluno consegue relacionar o que é visto, as imagens apreciadas e a representação no papel. Veja se há experimentação. No momento que os estudantes preparam os trabalhos para exposição, estimule-os a organizar o que foi produzido de acordo com a maneira como observam os trabalhos: aqueles que mais gostaram, os mais marcantes, os que mais os surpreenderam. Com base nessa organização, peça que escrevam uma autoavaliação do trabalho como um todo e da experiência que viveram. Isso os ajuda a perceber sua produção de forma mais inteira e o seu percurso de criação. Referências bibliográficas Iavelberg, Rosa. O Desenho Cultivado da Criança - Prática e Formação de Educadores. Zouk. 2008 Edwards, Betty.  Desenhando com o Artista Interior. Editora Claridade. 2002

Créditos: Catarina Landim Cargo: Professora de Arte na Escola Coopep, em Piracicaba, a 164 quilômetros de São Paulo

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