DE ONDE VEM A AGUA DO MUNDO

POR:
professor

Objetivo(s) 

- Pesquisar e reconhecer onde há água no planeta
- Estimular a curiosidade pelo mundo natural
- Conhecer e manusear o globo terrestre

Conteúdo(s) 

- Meio ambiente
- Preservação
- Água

Ano(s) 

Pré-escola

Tempo estimado 

6 a 8 aulas

Material necessário 

- Globo terrestre
- Imagens de diferentes lugares que evidenciam ou não a presença de água (ver quadro com orientações para seleção das imagens)
- Livros, revistas ou outros materiais de pesquisa
- Para conhecer melhor o tema, acesse as seguintes reportagens disponíveis no site do projeto Planeta Sustentável: "Água: a escassez na abundância""Preservação do alto mar e regulamentação da pesca são recomendações da sociedade para os Chefes de Estado na Rio+20" e "Expedição: mar de lixo no Oceano Atlântico"

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Com certeza, a maioria das crianças já deve ter visto imagens do planeta Terra em livros, na internet ou na televisão, mas talvez nunca tenha parado para observar com mais atenção e interpretar essas imagens.

A sugestão é que você leve para a sala um globo terrestre e faça uma roda de conversa com os pequenos. Deixe que manuseiem o globo e peça que falem sobre o instrumento. Pergunte se alguém já viu um semelhante antes e se sabe o que são os desenhos que aparecem nele. Questione também se alguém sabe para que serve o globo terrestre.

O objetivo desta conversa inicial é conhecer o que as crianças já sabem e permitir que os conhecimentos já existentes circulem entre o grupo. Isso permite que você, professor, ajuste o planejamento das etapas seguintes conforme as necessidades da sua turma.

Lembre-se de considerar o que as crianças falarem sem fazer qualquer tipo de julgamento. Ouça com atenção e chame atenção para comentários interessantes feitos por algumas crianças. Lembre-se de registrar essa roda inicial, pois poderá ser interessante retomar as falas dos pequenos e fazer comparações no final da sequência. Essa comparação pode ser uma boa forma de avaliar a construção de conhecimentos feitas durante o estudo.

Sobre o registro
Espera-se que a investigação de um tema gere informações que precisam ser registradas. Esse registro pode acontecer de diversas formas: textos coletivos, desenhos a partir de observações, gravações em áudio das rodas de conversas, filmagens, murais ilustrados etc. Independente da linguagem, o importante é que a sistematização seja feita em todas as etapas da sequência e não só no final. Os registros servem para avaliar o seu trabalho, professor, assim como as conquistas da turma. Além disso, ajudam na recuperação das etapas do processo vivido e no reconhecimento das hipóteses que as crianças fizeram e deixaram de lado porque aprenderam outras coisas.

2ª etapa 

Leve novamente o globo terrestre para a sala e relembre com as crianças alguns pontos importantes da conversa anterior. Proponha então, o seguinte desafio: onde está a água?

Provavelmente, a maioria das crianças responderá apontando a parte azul do globo ou dizendo o nome da cor. Instaure um clima de dúvida: Vocês todos acham que a água está na parte azul do globo, certo? Então, isso quer dizer que na parte marrom não há nada de água, é isso? Vocês tem certeza disso? Ouça as respostas das crianças e faça novos questionamentos para que eles debatam entre si as ideias e informações que possuem. Você pode perguntar a seguir o que acham que tem na parte marrom do globo. A partir das respostas confirme as que forem pertinentes e adicione algumas informações caso ache necessário.

Você pode reforçar a ideia de que o uso das diferentes cores serve para diferenciar os continentes dos oceanos. Diga que cada oceano possui um nome diferente e pergunte se sabem onde fica o país em que moramos. Mostre os diferentes continentes e diga que dentro deles há muitos países. Pergunte se os pequenos sabem os nomes de alguns países. Você pode até fazer algumas bandeirinhas com palitos de dente e pequenos pedaços de papel para escrever o nome dos lugares citados pelo grupo!

Essa nova conversa e exploração do globo permite que as crianças aprendam a "ler" o objeto e faz com que se interessem cada vez mais por aprender novas informações e curiosidades. Uma dica interessante é deixar o globo terrestre exposto na sala enquanto o estudo estiver acontecendo. Isso possibilita um contato diário das crianças e permite que analisem mais minuciosamente os detalhes deste objeto. Fique atento às conversas informais das crianças que se aproximam para observar o globo em momentos diversos da rotina e lembre-se de anotar alguns comentários para socializar com todos.

3ª etapa 

Selecione previamente algumas imagens e distribua para as crianças. Peça que separem de um lado as imagens dos lugares onde eles acham que existe água e, do outro, aquelas que mostram lugares onde não há água.

Para a seleção leve em consideração as seguintes orientações:

- Escolha imagens de diferentes paisagens em que haja água tais como: mares, lagos, rios, cachoeiras, represas, poço, chuva etc.
- Selecione fotos ou ilustrações de diferentes seres vivos em contato ou não com a água. Exemplos: pássaro bebendo água, pássaro pousado num galho, criança chupando uma laranja, frutas numa fruteira, crianças suadas depois de brincar, plantas em uma floresta, pessoa regando uma flor, golfinho nadando no mar, peixes num aquário etc.


É importante que haja uma boa quantidade de imagens (aproximadamente doze para cada grupo de quatro crianças) e que sejam as mesmas para todos os grupos. A sugestão é promover tanto um debate nos pequenos grupos quanto uma conversa coletiva na sala toda.

Observe se as crianças identificam a presença de água no corpo dos animais ou das crianças. Você pode incrementar a discussão dizendo: "Vocês bebem água todos os dias e várias vezes por dia, não é mesmo? Para onde vai toda essa água? E se não bebermos mais água"?

A maioria das crianças pode mencionar o xixi como única forma de eliminação da água. Você pode chamar a atenção para outras formas, como o suor e a lágrima. Para isso, peça que olhem novamente para a imagem das crianças suadas. Informe-as também de que o corpo de todo ser humano precisa de água e relacione a necessidade de tomar água com a reposição da água perdida pelo organismo. Falar sobre a sede também pode ser interessante porque as crianças podem relatar que já sentiram necessidade de água. Questione em quais momentos eles sentem mais sede. Ao praticar atividades físicas? Ao correr muito? Em dias mais quentes? Quando comem comidas muito salgadas?

Ao final dessa discussão, retome a ideia de que na parte marrom (ou onde não é azul) do globo não há água dizendo: "Vimos nessas imagens que a água está em praticamente todo lugar. Está nas plantas, no corpo das pessoas, dos animais, nos rios e cachoeiras etc. Vocês acham possível, então, que haja água também na parte marrom do globo terrestre?"
Talvez as opiniões fiquem divididas e as crianças que passaram a acreditar que existe água na parte continental tentem convencer o resto da sala. O importante deste momento é avaliar se as crianças puderam ampliar seus conhecimentos prévios e não fazer com que todas cheguem a um consenso. Um exemplo disso pode ser visualizado na seguinte situação: crianças que compreenderam que há água nos corpos dos seres humanos, mas não necessariamente relacionam isso com a presença de pessoas na parte do globo terrestre que indica os continentes.

4ª etapa 

Para essa etapa você pode utilizar algumas das imagens selecionadas na etapa anterior ou, se preferir, pode agregar novas imagens. A ideia é que as crianças entendam que há muitas formas da água existir e que ela está em muitos lugares. Para isso leve imagens do mar, de rios, lagoas, cachoeiras, chuveiro, chuva, bica, peixes no aquário, golfinho ou outros animais no mar. Se não tiver imagens suficientes em papel, você pode utilizar o projetor de imagens. Lembre-se de organizar o grupo de forma que todos possam ver as imagens sem precisar levantar ou pedir licença aos colegas.

Diga às crianças que mostrará algumas imagens e que o desafio será descobrir se a água que aparece é sempre igual. Caso eles digam que não, peça que justifiquem a resposta. Novamente, a ideia é instaurar um momento de discussão coletiva em que as crianças expõem suas hipóteses, escutam os colegas e mudam ou não de opinião. Muito provavelmente as crianças conseguem falar que algumas águas são salgadas e outras doces.

Ajude-os a estabelecer relações com lugares que já visitaram e o tipo de água encontrado. Por exemplo: "Quem aqui já foi para a praia? Como era a água do mar? Será que em toda praia o mar é salgado"? ou "Quem aqui já nadou num lago ou represa? A água era salgada como a do mar"; ou ainda, "Quem tem aquário em casa? Como é a água? Salgada? Doce? Como vocês sabem? Já experimentaram"?

Não esqueça de registrar em um cartaz as hipóteses e descobertas das crianças. Esse será um rico material para ajudar os pequenos a perceberem o que foi construído ao longo das discussões.

5ª etapa 

Relembre os pontos importantes utilizando o cartaz e seus registros pessoais. Proponha a seguir que as crianças descubram, em pequenos grupos, se os animais que vivem no mar são os mesmos que vivem nos rios e lagos, separando-os em duas listas.

Você precisará de livros informativos, revistas, enciclopédias ou outros materiais que tenham imagens desses habitats em quantidade suficiente para todos os grupos. Selecione também trechos curtos de filmes que ajudem as crianças a descobrir essa informação. A proposta é que as crianças, com o auxílio das imagens, consigam identificar alguns animais que vivem na água salgada e outros que vivem na água doce, separando-os em dois grupos.

Se você tiver crianças alfabéticas na sala, distribua-as estrategicamente nos grupos para que elas possam ser as escribas da lista. Caso sua sala não tenha crianças alfabéticas ou tenha uma quantidade insuficiente para distribuir nos grupos, proponha a produção da lista coletivamente após a pesquisa em pequenos grupos.
Nesse caso, você deverá ser o escriba anotando na lousa ou num papel pardo os nomes dos animais que as crianças citarem.

Uma outra opção é buscar na internet ou em revistas imagens de vários animais que vivem no mar e em rios, lagos, lagoas e pedir que as crianças separem as imagens em duas colunas representativas dos habitats. No caso do trabalho em pequenos grupos, lembre-se de fazer um momento coletivo para que as crianças possam socializar suas descobertas e comparar o que cada grupo encontrou.

Se preferir, você pode propor que as crianças montem um aquário na escola ou na própria sala de aula. Para isso, precisarão decidir se será um aquário de água doce ou salgada. Em seguida será necessário pesquisar as espécies de peixes adequadas ao tipo de água escolhido. Por fim, deverão listar os materiais necessários e solicitar a ajuda de algum adulto que tenha experiência com essa tarefa. Você pode convidar um pai ou familiar que já tenha montado um aquário para ajudá-los. Lembre-se que essa é uma oportunidade para que as crianças se responsabilizem pelo cuidado de um animal e aprendam melhor como os peixes vivem.

Avaliação 

Observe se as crianças ampliaram seus conhecimentos em relação às hipóteses que levantaram no início da sequência, se demonstraram interesse pelos assuntos abordados, se foram capazes de gradativamente formular perguntas e manifestar suas ideias e de buscar respostas por meio das fontes disponíveis (imagens, conversas com os colegas etc). Retome as anotações feitas sobre as  hipóteses, ideias e pensamentos das crianças. Pergunte se eles ainda pensam as mesmas coisas do começo ou  se mudaram de opinião. É importante ressaltar que a evolução de cada criança é diferente, por isso considere o ponto de partida de cada um individualmente. Tenha em mente também que é fundamental avaliar não somente o momento final do trabalho, mas todas as etapas.

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