Conto de aventura

POR:
professor

Objetivo(s) 

- Apreciar a leitura de um clássico da literatura.
- Compreender o que é a figura do herói e o sentido que a aventura tem para sua trajetória.
- Apropriar-se da linguagem típica das narrativas de aventura.

Conteúdo(s) 

Estrutura do conto de aventura

Personagens

O tempo e o espaço na narrativa

Linguagem e estilo do autor

Ano(s) 

Tempo estimado 

15 aulas

Material necessário 

- Contos representativos dos 12 trabalhos de inson Crusoé.

- Livro didático;

- Cartolina colorida, papel branco formato A3, lápis e canetas de cor, para a confecção das ilustrações;

- Caderno e caneta ou lápis.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Solicite que a turma faça a leitura do primeiro conto de Robinson Crusoé (p. 10 e 11), no qual é apresentada a figura de Robinson Crusoé (como é chamado esse herói na aventura) e Sexta-feira, seu fiel companheiro.

Explique aos alunos que as histórias de aventuras.
Indique que essas narrativas determinaram o que hoje chamamos de herói e seu papel nos contos de aventura. Destaque o papel do tempo e do espaço na construção do enredo.

Com base no texto lido, elabore com os alunos os contornos iniciais da figura do herói, enfatizando seu caráter e valores e sua superioridade nas habilidades.

2ª etapa 

Organize a leitura de um miniconto por aula, de modo que a cada encontro seja lida e analisada uma aventura de Héracles.

Promova a discussão sobre cada conto, orientando os alunos a responder seis questões básicas para a compreensão da narrativa ficcional:

O que aconteceu?
Quem eram os envolvidos?
Quando aconteceu?
Onde aconteceu?
Como se desenrolaram os fatos?
Por que tudo aconteceu?

Após escrever as respostas na lousa, peça que os alunos identifiquem os termos que caracterizam a narrativa em cada uma das questões.

Quem eram os envolvidos? - substantivos, adjetivos e locuções adjetivas;
O que aconteceu? - verbos conjugados no presente e pretéritos perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito simples e composto, todos no modo indicativo; Quando? Onde? Como? Por quê? - advérbios e locuções adverbiais;

Destaque as figuras que compõem o universo das aventuras do herói Héracles: os antagonistas (Hera e o Rei Euristeu) e as personagens secundárias, dividindo-as em a) humanos, b) criaturas maravilhosas e c) elementos da natureza.

Chame a atenção dos alunos para o uso da descrição (escrita voltada para o objeto) e da narração (escrita voltada para o acontecimento) e para o modo como essas duas formas se entrelaçam na narrativa, tornando-se imprescindíveis para a compreensão da história.

Aponte o uso do discurso direto (fala das personagens introduzidas pelo narrador e situadas pelo uso das aspas e dos verbos de elocução) e do discurso indireto (narrador descrevendo o conteúdo da fala das personagens). Solicite que identifiquem um ou dois exemplos desses discursos no texto.

3ª etapa 

Divida os alunos em duplas e peça-lhes que elaborem um miniconto de aventura que narre um suposto décimo terceiro trabalho de Héracles. A dupla deve resgatar a figura dos antagonistas (Hera e o Rei Euristeu) e criar novos personagens secundários, bem como uma tarefa inédita imposta ao herói.

Esclareça que o texto deve conter as marcas linguísticas estudadas nas aulas anteriores, atendendo às seis perguntas básicas a que todo texto ficcional deve responder.

Na revisão, estimule o detalhamento das descrições dos personagens e dos ambientes e da narração dos fatos, atentando para o entrelaçamento de ambas durante a composição da história.

Estimule o uso do discurso direto e do indireto, variando as possibilidades do primeiro (uso de dois pontos e travessão, por exemplo) e atentando para a necessidade do segundo para que a narrativa tenha um desenrolar consistente.

Solicite às duplas, como lição de casa, a confecção de um cartaz com um desenho colorido que ilustre uma cena marcante do novo miniconto.

4ª etapa 

Continue o processo e revisão final do texto, recomendando ajustes e aprimoramento final.

5ª etapa 

Apresentação oral das duplas, expondo os cartazes e lendo em voz alta os minicontos de aventura para a classe e para o professor.

Avaliação 

Produto final Coletânea de minicontos de aventura ilustrados. Observe o comportamento leitor e escritor dos estudantes, enfatizando a competência para a compreensão da estrutura e temática dos contos de aventura, bem como de seu conteúdo explícito (manifesto na própria história contada) e implícito (as reflexões que a história desperta, mas que não estão descritas literalmente no texto). Durante a produção escrita, observe a apropriação por parte dos alunos dos princípios de coesão e coerência na narrativa e a clareza, concisão e precisão do texto elaborado. Fique atento também à compreensão conceitual do material estudado, ou seja, se os alunos entenderam o que é um herói, quais são as suas características principais e o que as aventuras representam no universo da ficção literária.

Flexibilização 

Utilizar frases ou pequenos contos para desenvolver atividades semelhantes,

Deficiências 

Intelectual

Créditos: Cátia dos Santos Formação: Doutora em Letras e professora de Português e Redação do Colégio Stockler.

Compartilhe este conteúdo:

Tags

Guias