Como interpretar pirâmides etárias

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

  • Conhecer e usar métodos de pesquisa na Geografia
  • Adquirir noções da espacialidade
  • Identificar dados sobre a população em representações e mapas
  • Usar diferentes linguagens para representar fenômenos geográficos

 

Conteúdo(s) 

  • População e diversidade em sua composição: faixas etárias
  • Construção e significado de uma pirâmide etária

 

Ano(s) 

1º, 2º, 3º, 4º, 5º

Tempo estimado 

Oito aulas

Material necessário 

  • Papel em branco
  • Papel quadriculado
  • Papel craft
  • Caixas de fósforo ou palitos de sorvete
  • Cartolina
  • Canetas coloridas ou tintas escolares e planta da escola.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Forme grupos e entregue imagens de pirâmides etárias e dados do Censo 2010. Peça que os grupos discutam o que veem e montem um quadro em cartolina ou papel com duas colunas: "o que entendemos" e "o que não entendemos". Abra a roda para que os grupos exponham seus quadros. Construa um quadro-síntese numa folha de papel craft com as colocações dos grupos. Fixe o quadro na parede da sala e comente as dúvidas. Em seguida, exponha a proposta de atividade: um recenseamento na escola.

2ª etapa 

Previamente, prepare a reprodução da planta da escola, dividindo-a em áreas numeradas conforme a quantidade de grupos. Apresente um vídeo sobre o Censo 2010 que mostre ferramentas dos recenseadores e lance algumas perguntas: "Quantas pessoas fazem parte da escola nesse período?" e "Como são essas pessoas quanto à idade?". Em grupos, os alunos devem elaborar uma ficha de entrevista para a obtenção dos dados. Cada equipe expõe suas perguntas e todos colaboram na elaboração do questionário final. Distribua uma planta para cada grupo e sorteie a distribuição das áreas pesquisadas.

3ª etapa 

Organize a ida a campo, o que inclui a preparação dos demais segmentos da escola para a visitação das crianças. Depois, ajude os grupos na classificação dos dados por local, população total e população por faixa etária. Construa com eles um quadro que mostre todos os dados coletados. De acordo com a quantidade populacional, planeje a escala em que serão representados os dados e escolha os materiais mais viáveis (caixas de fósforo, palitos
de sorvete etc.).

4ª etapa 

Dê inicio à representação tridimensional dos dados, lançando a pergunta: "Como transformar os dados numéricos em uma representação tridimensional?" Mostre o material para os alunos e problematize a questão da escala, relacionando os números coletados com as medidas dos materiais: altura ou espessura fixa para os grupos etários e comprimentos variáveis e proporcionais de acordo com o número de pessoas dentro de cada faixa de idade. Decida a escala com eles. Cada grupo constrói a sua representação com legenda, procurando a melhor forma de expor seus dados. Faça uma exposição das representações.
 

5ª etapa 

Para transformar a representação tridimensional em um gráfico, entregue a cada aluno um papel quadriculado e peça que represente nele a sua "pirâmide" tridimensional, considerando as devidas proporções. Promova a apresentação coletiva usando uma estratégia que verifique a eficácia das mensagens (por exemplo: um lê o gráfico do outro). Apresente variadas pirâmides etárias, associando-as às que foram construídas pelos alunos.

6ª etapa 

Para trabalhar qualitativamente os dados de uma pirâmide etária por idade, introduza textos jornalistícos que falem da infância, da terceira idade etc.
 

Avaliação 

Observe os registros dos alunos, a participação e a aprendizagem do conteúdo conceitual com base na retomada do quadro inicial.

Flexibilização 

Antecipe as etapas desta sequência para os alunos com deficiência intelectual. Estimule que seu aluno faça perguntas e mostre o que entendeu e o que não entendeu sobre pirâmides etárias. Fazer com que os colegas falem sobre a estrutura de suas famílias e construir uma pirâmide da classe junto com o aluno no contraturno, pode ser uma boa alternativa para que ele relacione o gráfico ao seu próprio cotidiano. O trabalho com os colegas, assim com a pesquisa de campo contribuem para a inclusão, o compartilhamento de conhecimentos e de estratégias. Quando o aluno conversa com outras pessoas da escola, conhece melhor o ambiente em que está inserido e passa a relacionar-se melhor com todos. Se o aluno também apresentar algum tipo de limitação motora, faça com que um colega o acompanhe durante a pesquisa. No AEE explique ao aluno o que é a "tridimensionalidade" e mostre exemplos para que ele compreenda melhor. Amplie o tempo das atividades da sequência e reforce as ações no contraturno.

Deficiências 

Intelectual

Créditos: Iara Castellani Formação: Psicopedagoga com especialização no ensino de Geografia.

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