Como explorar os gêneros cinema e teatro com "O Auto da Compadecida"

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

Estudar os gêneros teatro e cinema e a transposição de um para o outro.

Conteúdo(s) 

 

A diversidade de adaptação para representação de um texto de um autor, diferentes formas de interpretar uma mesma obra e as diferenças entre a montagem teatral e a produção cinematográfica.

Ano(s) 

6º, 7º, 8º, 9º

Material necessário 

Trechos selecionados
A abertura (15s a 1m31s). Nela, já é possível perceber a adaptação de narrativa. Enquanto na peça um palhaço conduz os espectadores, no filme é mostrada a projeção de um filme - ou seja, um recurso metalinguístico.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução
João Grilo e Chicó começaram a fazer parte do imaginário cultural brasileiro em 1956, quando O Auto da Compadecida foi encenado no Recife pela primeira vez. Mas é inegável que o texto do paraibano Ariano Suassuna ganhou novo fôlego após a minissérie e o filme produzidos pela Globo Filmes. Sua peça serve de nspiração para o professor de teatro Eric Nowinski, do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo. "Podemos trabalhar muitos aspectos com esse texto no que diz respeito à diferença entre cinema e teatro. No teatro, por exemplo, temos um ambiente único (o palco) e no filme é possível entrar em cada espaço citado."

Faça a leitura da peça com os alunos e depois, se possível, exiba o filme todo para que comparem os gêneros. Debata com a turma as diferentes maneiras de representar uma história ficcional, citando o figurino, o cenário e até os ângulos da câmera, que divergem muito do teatro para o cinema. Diga à garotada que as mudanças no texto são significativas e fáceis de detectar. Lembre que o filme O Auto da Compadecida é uma junção de três peças diferentes de Suassuna, e não o texto original. Depois, divida a turma em grupos e proponha a criação de diferentes formas de representar uma mesma cena, como a do julgamento de João Grilo.

Avaliação 

Acompanhe como os alunos participaram do debate em sala e verifique o desempenho deles no desenvolvimento da cena.

Créditos: Eric Nowinski Formação: professor de teatro do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo

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