Biodiversidade nas montanhas

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

  • Compreender a biodiversidade nas montanhas e identificar espécies da fauna e da flora que ocorrem preferencialmente nesse ambiente
  • Entender a relação entre altitude e formação de diferentes ambientes
  • Estudar as variáveis que influenciam essa formação: geologia, geomorfologia, pedologia (uma das disciplinas da ciência do solo), clima e vegetação;
  • Despertar o interesse para a pesquisa sobre a biodiversidade nas montanhas, por meio da leitura e da interpretação de textos, tabelas e mapas.

 

Conteúdo(s) 

  • Biodiversidade nas montanhas: caracterização, configuração natural, usos, conservação e degradação.

 

Ano(s) 

1º, 2º, 3º, 4º, 5º

Tempo estimado 

Cinco aulas

Material necessário 

  • Caderno, lápis, borracha, cartolina, papel de gramatura mais alta (tipo Canson), canetinhas, lápis de cor, cópias de mapas e textos de apoio. Recursos de pesquisa: livros, revistas, computadores com acesso à internet.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Para apresentar o tema aos alunos, leve para a sala de aula publicações que tragam informações sobre montanhas no Brasil e no mundo. Podem ser revistas, livros ou enciclopédias. Certifique-se de que haja material suficiente para toda a turma. Se for o caso, peça que os alunos se organizem em duplas para fazer a leitura. Enquanto eles folheiam e lêem as reportagens, circule pela sala, converse com todos sobre as descobertas que estão fazendo e registre as indagações e comentários.

Pergunte se alguém já foi a algum local parecido com os que estão descritos nas publicações. Questione a turma sobre o que mais chama a atenção nessas paisagens (clima, fauna e flora) e registre em um cartaz os comentários. No final da aula, explique que o assunto será tema de um divertido jogo de perguntas e respostas, a ser elaborado depois da próxima aula.

 

2ª etapa 

Apresente aos alunos as características peculiares da biodiversidade das montanhas. Relacione a biodiversidade às faixas de altitude e às características de cada uma delas. Destaque cada variável dos ambientes: geologia, geomorfologia, pedologia, clima e vegetação. Como base para essa exposição, utilize os seguintes textos:

Textos de apoio do professor

Aquecimento nas alturas, publicado no site de Planeta Sustentável.

Montanhas de histórias, publicado na Revista da Fapesp.

Paraíso dos bichos, publicado na revista VEJA.

Você sabia que a maior montanha do Brasil fica na Amazônia? 
Ao contrário do que muitos imaginam, a região amazônica não é somente uma imensa planície

É isso mesmo que você acaba de ler. A mais alta montanha do nosso país - o Pico da Neblina - fica na maior floresta tropical do mundo: a Amazônia. Para ser mais preciso, na Serra do Imeri, que está localizada no estado do Amazonas, na fronteira do Brasil com a Venezuela, e tem, em suas proximidades, áreas dos índios Yanomamis.

E quanto mede o ponto culminante do Brasil? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pico da Neblina tem quase 2.994 metros - para ser mais preciso: dois mil, novecentos e noventa e três metros e setenta e oito centímetros!

Talvez você esteja se perguntando como a maior montanha brasileira pode ficar na Amazônia. A maioria das pessoas imagina essa região como uma imensa planície, mas essa idéia não corresponde à verdade. A planície amazônica praticamente se restringe às regiões próximas e de influências diretas do Rio Amazonas e de seus grandes afluentes. Mas, existem outras regiões adjacentes, onde há a presença de serras, morros, colinas e montanhas.

Curiosamente, na Serra do Imeri, onde fica o Pico da Neblina, o ponto culminante brasileiro, encontramos, também, a segunda montanha mais alta do país: o Pico 31 de Março, que tem 2.972,66 metros. Sabia que até bem pouco tempo se pensava que o Pico 31 de Março e o Pico da Neblina eram maiores do que realmente são? Pois é! Até 2004, livros e mapas indicavam que o Pico da Neblina media 3.014,1 metros. Já a altura do Pico 31 de Março era definida como sendo de 2.992,4 metros. Tudo por causa do resultado obtido em medições feitas na década de 1960. Porém, novas medições realizadas pelo IBGE nos maiores picos do Brasil, usando tecnologia mais avançada, chegaram a números mais precisos, divulgados em 2004: 2.993,78 metros para o Pico da Neblina e 2.972,66 metros para o Pico 31 de Março.

Tanto o Pico 31 de Março como o Pico da Neblina não se formaram do mesmo jeito que a maioria das montanhas do planeta. Talvez você não saiba, mas a crosta terrestre é dividida em vários grandes pedaços: as placas tectônicas, que se movimentam, podendo se afastar e se chocar, levando consigo os continentes. Em geral, uma montanha surge com a colisão entre as bordas das placas tectônicas. Acontece que o Pico da Neblina e o 31 de Março não surgiram assim, mas pela fragmentação do interior da placa tectônica Sul-americana durante afastamento ocorrido no Mesozóico. Existem poucos exemplos desses no mundo. Por isso, é tão importante estudar essas montanhas!

Maurício Borges
Instituto de Estudos Superiores da Amazônia
Publicado na revista Ciência Hoje Criança, em maio de 2007

 

 

 

3ª etapa 

Peça que, em pequenos grupos, os alunos pesquisem em livros ou na internet a localização das maiores montanhas do mundo e do Brasil e montem um quadro com as informações referentes à biodiversidade nesses ambientes. Apresente fontes confiáveis de consulta previamente selecionadas por você. Sites como os da National GeographicIBGECiência Hoje são algumas opções. Lembre-se de fazer a pesquisa com antecedência para poder orientar melhor a busca dos alunos. Explique que as informações levantadas nesta aula serão necessárias para a elaboração do Jogo de Perguntas e Respostas, atividade reservada para a aula seguinte.
 

4ª etapa 

Nesta aula, proponha à turma a construção do Jogo de Perguntas e Respostas.
Material necessário: 4 folhas de papel de gramatura alta (tipo Canson) para cada jogo (se a turma decidir construir mais que um jogo multiplique as folhas), canetinhas, lápis de cor e tesoura.
Modo de fazer: divida cada folha de papel em três partes, resultando em doze cartões individuais. Dobre cada cartão ao meio. Na parte externa escreva uma pergunta baseada na pesquisa realizada na aula anterior e faça um desenho que represente o que está sendo perguntado. Na parte interna, escreva a resposta.

Veja abaixo algumas sugestões de perguntas. Elas podem servir como orientação, mas é importante que os alunos formulem as próprias perguntas também.

Por quê alguns animais hibernam?
Alguns animais hibernam - sempre em lugares protegidos, como uma toca ou caverna - para sobreviver ao rigoroso inverno das montanhas.

Por que, quando está muito frio, nossa pele fica arrepiada?
O arrepio pode ocorrer quando sentimos medo ou quando sentimos frio. Em ambos os casos, a reação é herança de nossos antepassados, que tinham muito mais pelos do que temos hoje em dia. Assim como os animais, quando sentiam medo, nossos ancestrais eriçavam os pelos para dar aos inimigos a impressão de que eram maiores. Os pelos eriçados retêm mais o ar em contato com a pele, diminuindo a troca de calor com o ambiente. Por isso, quando sentimos frio, nosso corpo recorre ao arrepio em busca de mais calor.

Por que a flora e a fauna são diferentes no cume e no sopé de uma montanha?
À medida que se sobe uma montanha, a temperatura diminui. Por isso, no cume, onde o clima é mais frio, apenas animais e plantas adaptados às baixas temperaturas conseguem sobreviver. No sopé da montanha fauna e flora são parecidas com as das áreas do entorno.
Qual é e onde fica a maior montanha no Brasil? 
O Pico da Neblina, com 2.993,78 metros de altitude é a maior montanha do Brasil. A formação está localizada na Serra do Imeri, no Estado do Amazonas, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Qual é e onde fica a maior montanha do Mundo? 
O monte Everest é a montanha mais alta do mundo. Possui 8.850 metros de altitude e fica na cordilheira do Himalaia, na divisa entre o Nepal e a China, no continente asiático.

O que pode ocorrer quando duas placas tectônicas se chocam? 
Quando ocorre o choque entre duas placas tectônicas a placa que for menos densa tende a se afundar sob a mais densa, podendo ocasionar terremotos. A longo prazo, essas movimentações podem provocar o surgimento de vulcões e o soerguimento de montanhas.

Qual evidência encontrada no pico de grandes montanhas demonstra que essas áreas já estiveram no nível do mar? 
No topo das cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, encontram-se fósseis de animais marinhos, evidenciando que essas áreas já estiveram, em algum momento do passado, sob as águas do mar.

Qual é a chamada cidade perdida do Império Inca e qual sua altitude? 
A cidade perdida do Império Inca é Machu Pichu, que no idioma quíchua significa "velha montanha", no Peru. Ela está localizada no topo de uma montanha a 2.400 metros de altitude.

Qual é a ave símbolo da região dos Andes, na América do Sul? 
É o Condor-dos-Andes (Vultur gryphus). A ave, ameaçada de extinção, também é símbolo nacional da Colômbia, Equador, Bolívia e Chile.

Quantas montanhas com mais de 6 mil metros de altitude existem na Cordilheira dos Andes? 
Cerca de 140 montanhas.

Qual o lago navegável mais alto do mundo? 
O lago navegável mais alto do mundo é o Titicaca, localizado no Peru, a 3.811 metros acima do nível do mar.

Qual é o vulcão mais alto do mundo? 
É o vulcão Gallatiri, localizado no Chile, com 6.060 metros de altitude.
 

5ª etapa 

Peça para a turma se dividir em duas equipes. Forneça seis cartões do jogo para cada uma. Uma equipe lê a pergunta e a outra tenta responder. Se acertar, ganha um ponto. A ideia é que os alunos joguem à vontade enquanto você faz intervenções para explicar conceitos que não estiverem claros ou dúvidas que surgirem ao longo da aula. Dois alunos ficam responsáveis por registrar no quadro a pontuação das equipes.

Avaliação 

Avalie o envolvimento dos alunos nas atividades de pesquisa, na confecção do jogo e na participação na aula seguinte. No momento do jogo, observe os alunos que estão mais tímidos e incentive-os a participar.  

Créditos: Ana Lucia Gomes dos Santos Formação: Geógrafa e Professora do Centro Universitário FIEO

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