Análise do ecossistema do litoral

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

- Conhecer as principais características da restinga e relacionálas às condições do clima e do solo.
- Compreender a importância da relação entre os ecossistemas para o equilíbrio do ambiente.
- Refletir sobre as consequências das ações do homem no ambiente.

Conteúdo(s) 

- Restinga.
- Tipos de solo.

Ano(s) 

1º, 2º, 3º, 4º, 5º

Tempo estimado 

Nove aulas.

Material necessário 

Cópias do mapa dos biomas do Brasil com e sem as legendas, imagens da degradação da restinga e da invasão do mar na orla urbanizada, materiais diversos para pesquisa sobre esse ecossistema, textos De Ressacas a Tromba D'Água e Erosão em Praias do Rio de Janeiro (indicações em www.ne.org.br: digite na busca "análise do litoral"), água, cronômetros, frascos de vidro, funis, filtro de papel e amostras de solo arenoso, argiloso e humífero.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Divida a turma em grupos e distribua cópias do mapa dos biomas do Brasil sem as legendas. Peça que nomeiem cada um deles e identifiquem as características principais, com foco no tipo de vegetação, solo e clima e nas interferências humanas. Solicite que atentem à faixa litorânea e questione-os a respeito dos aspectos anteriores: são iguais aos do interior do bioma em que estão? Por quê?

2ª etapa 

Forneça os materiais diversos para pesquisa sobre restinga para a turma aprofundar seus conhecimentos, comparar com as informações levantadas na etapa anterior e, se for o caso, reorganizá-las. Novos registros devem ser feitos.

3ª etapa 

Analise os mapas preenchidos pelos estudantes. Eles conhecem as vegetações que recobrem cada região e relacionam cada uma delas a um tipo de clima? Apresente uma aula expositiva usando o mapa dos biomas do Brasil para tratar das divisões biogeográficas. Mostre as diferenças de cada área, com enfoque na quantidade de chuvas e exposição ao sol, e como isso afeta a vegetação. Aborde a relação que existe entre a localização e o clima. Será que as plantas que vivem na caatinga brasileira sobreviveriam na Amazônia? Por quê? A quantidade de chuva interfere? Na Região Sul, por exemplo, o clima mais frio e seco propicia o crescimento de plantas mais rasteiras e herbáceas, resistente a baixas temperaturas e poucas chuvas, enquanto no cerrado o clima mais seco e quente muda a vegetação? Encaminhe a discussão para o bioma da mata Atlântica e os diferentes ecossistemas que ele apresenta, mostrando que a mata característica das praias é a restinga.

4ª etapa 

Convide os estudantes a desenvolver uma experiência que demonstra como o solo influencia o tipo de vegetação. Apresente as amostras de solo e fale um pouco sobre a composição de cada um deles - o arenoso é rico em areia, o argiloso contém muita argila, e o humífero, matéria orgânica. Peça então que descrevam cada um deles no que se refere a cor, consistência e outras características. Após a observação, eles devem montar uma tabela e registrar as informações. É hora de realizar a experiência. Novamente com a classe organizada em grupos, ofereça para cada um uma amostra de solo, um funil com filtro de papel, um recipiente transparente e a mesma quantidade de água. Instrua-os a colocar um pouco de terra dentro do funil e encaixá-lo no frasco para realizar a filtragem da água. Indique que todos registrem suas observações sobre o que ocorre em cada experimento, principalmente em relação ao tempo que a água leva para passar pelo solo. Por fim, peça que os grupos comparem suas percepções. É importante que eles concluam que uma das principais diferenças do solo arenoso em relação aos demais é a grande permeabilidade.

5ª etapa 

Relacione a permeabilidade em relação à necessidade de água das plantas e questione os alunos a respeito da vegetação de restinga, que cresce em solo arenoso. Recorra ao material já apresentado para mostrar que as raízes dessas plantas têm de ser mais superficiais para retirar a água do ambiente (e não do solo) e que elas formam uma teia que segura a areia, sendo essa uma de suas principais funções.

6ª etapa 

Apresente mais uma aula expositiva, dessa vez com foco na relação entre os impactos ambientais e a ocupação da zona costeira. Mostre imagens da devastação da restinga e de áreas destruídas pela ação das ondas, como a invasão de orla urbanizada ou calçadões. Como bibliografia, recorra aos textos De Ressacas a Tromba D'Água e Erosão em Praias do Rio de Janeiro. Discuta a importância da preservação dos ecossistemas para o equilíbrio do meio ambiente e as consequências para o homem e para a natureza.

Avaliação 

Peça que os grupos retomem as anotações que fizeram nas etapas anteriores e produzam um texto sobre restinga com as informações aprendidas. Analise se o trabalho abrange os aspectos do estudo: a caracterização do ambiente é clara? A importância da preservação da vegetação é ressaltada? Os impactos do homem foram apontados? Os alunos reconhecem a relação entre o ambiente natural e as ações humanas?

Flexibilização 

Para trabalhar com alunos com deficiência visual, prepare um mapa dos biomas brasileiros em relevo. Colar folhas de diferentes tamanhos e texturas sobre o mapa, que lembrem as espécies do referido bioma, pode ser uma alternativa criativa. No caso do aluno cego, também vale preparar um segundo mapa, com as legendas em Braille, assim como todo o material de apoio, que deve ser disponibilizado em Braille ou em formatos de áudio. Uma atividade prévia no contraturno, que envolva a análise de mapas, pode ajudá-lo a realizar as etapas desta sequência em sala. O trabalho em equipe auxilia o aluno com deficiência visual na construção das tabelas e na descrição dos biomas. Privilegie as experiências sensoriais e faça com que ele toque nas diferentes amostras de solo. Ele poderá fazer observações a respeito dos tipos de solo tão precisas quanto as dos alunos videntes. Não esqueça de pedir para que ele registre todas as etapas em Braille, para posterior consulta. Se necessário, amplie o tempo da realização de algumas etapas para que o aluno cego consiga cumpri-las.

Deficiências 

Visual

Créditos: Carla Beatriz Barbosa Formação: Coordenadora de Educação Ambiental do Aquário de Ubatuba, SP.

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