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13 estratégias para identificar o discurso de ódio

Entender as estratégias é o primeiro passo para combatê-las

POR:
Rodrigo Ratier
Crédito: Pixabay

Este conteúdo é parte da reportagem de capa da edição 304 de NOVA ESCOLA. Clique nos links abaixo para ler o resto do conteúdo:
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1. Ofensas

Palavras que desrespeitam o interlocutor são o sinal mais evidente de ódio: burro, idiota, encostado...

2. Ataque pessoal

O ad hominem, em latim, é quando se ataca a pessoa, e não o argumento: "Você não é professor; não pode opinar sobre Educação".

3. Palavras carregadas

Exageros que ressaltam defeitos dos adversários. "O diretor foi humilhado", "A coordenadora deu chilique".

4. Estigmatização

Reduzir oponentes a uma característica negativa: empresários "são capitalistas insensíveis"; professores são "militantes travestidos de educadores".

5. Bode expiatório

Culpar uma pessoa por um problema complexo: "Paulo Freire é o responsável pela má qualidade da Educação".

6. Neologismo ofensivo

Palavras inventadas para agredir: petralha, coxinha, esquerdopata, reaça, gayzista, feminazi...

7. Espantalho

Distorção do argumento do adversário para atacá-lo mais facilmente. Exemplo: chamar de "kit gay" o material Escola sem Homofobia.

8. Versão editada

Os famosos "vídeos dos oclinhos", com alguém vencendo um opositor, não representam o que ocorreu no debate.

9. Você também

Do latim tu quoque, significa devolver a acusação: "Na sua escola o Ideb também é péssimo".

10. Falso dilema

É mostrar duas opções opostas como as únicas possíveis (quase sempre, há outras". "Se você não faz piquete, é fura-greve."

11. Chamado à guerra

Estratégia dos polemistas para seguir em evidência: "Fulano desafia Beltrano para um debate".

12. Apelo ao passado

Ideia de que tudo ia bem até surgir o "inimigo" (famílias "desestruturadas") ou uma ameaça à tradição
(a progressão continuada).

13. Inversão de sinais

É a troca de sentido da violência: "Com a demarcação, os índios vão tomar nossas terras"

LEIA MAIS: Por que hoje todo mundo se odeia?

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