Ir ao conteúdo principal Ir ao menu Principal Ir ao menu de Guias

Faltam para:   

Secundaristas ocupam escolas contra PEC 241 e reforma do Ensino Médio

Já são 103 escolas ocupadas em nove estados brasileiros, diz Campanha Nacional pelo Direito à Educação

POR:
Anna Rachel Ferreira

Escola ocupada, em Brasília Crédito: Agência Brasil

 

Depois de críticas de professores e especialistas em Educação a respeito da  PEC 241, que visa instituir um teto para os gastos públicos, e da Medida Provisória que reformula o Ensino Médio, ambas bandeiras do presidente Michel Temer, chegou a vez dos secundaristas demonstrarem novamente insatisfação com as propostas. Desde segunda-feira (3), os alunos já ocuparam 103 escolas em nove Estados do país, segundo a União Paraense dos Estudantes.

Na última semana de setembro, um grupo de jovens organizou uma manifestação no vão do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em São Paulo, contra a desobrigatoriedade de algumas disciplinas e o aumento da carga horária diária.

Não é a primeira vez que os estudantes tomam a iniciativa de paralisar instituições a fim de fazer reivindicações. Em dezembro de 2015, uma série de instituições paulistas foram ocupadas contra a reorganização da rede proposta pelo governo de São Paulo, que fecharia 93 unidades. Desta vez, no entanto, o principal foco das ocupações é o Paraná. Segundo a União Paranaense dos Estudantes, já são 92 escolas ocupadas. Contudo, o governador do estado, Beto Richa, minimizou o movimento e afirmou, na última sexta-feira (7), que as crianças nem sabem sobre o que estão protestando.

Outro ponto interessante das manifestações que se iniciaram na semana passada é que, das 103 escolas ocupadas, 15 são Institutos Federais (IF). No Rio Grande do Sul, por exemplo, a direção do IF Farroupilha confirmou que sete dos 11 campi foram paralisados. Outros estados que estão com instituições ocupadas são Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco e Alagoas.

Até o momento, o Ministério da Educação não se pronunciou sobre o tema.

 

 

Tags

Guias