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10 filmes na Netflix para quem quer saber mais de Arte

Confira nossas indicações para conhecer mais e trabalhar questões como arte urbana, plásticas, música e cinema

por:
Laís Semis
Laís Semis
Crédito: Patrick Cassimiro

O cinema permite nos aproximar de histórias, explorar conceitos, conhecer e ter contato com outras realidades. Apesar de ser um recurso interessante para trabalhar em sala de aula, também pode ser uma ferramenta de formação do próprio professor. Por isso, listamos 10 títulos disponíveis no catálogo da Netflix que podem auxiliar nestes dois casos, além de indicar conteúdos de NOVA ESCOLA complementares aos temas.

Selecionamos filmes para trabalhar arte urbana, consumo e cidade; para discutir o declínio do cinema mudo; literatura e feminismo e o impacto da música na vida escolar e pessoal dos alunos. Além disso, indicamos três produções biográficos sobre artistas plásticos que deixaram suas marcas estilísticas na arte. Uma boa dica para aproveitar as férias - ou o fim de semana. Confira:

ARTE URBANA
1. Cidade Cinza
Este documentário brasileiro tem tudo a ver com as atuais discussões sobre Arte e cidade. Dirigido por  Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, “Cidade Cinza” tem como cenário a capital paulistana e traz depoimentos de grafiteiros que ilustram prédios e muros de São Paulo, como Os Gêmeos, Nina e Nunca. Com a Lei Cidade Limpa, que propõe diminuir a poluição visual da cidade, muitos grafites começaram a desaparecer encobertos por tinta cinza pela prefeitura. Também é mostrado a relação dessa forma gráfica com o hip-hop. Apesar de contemplar apenas o grafite, o documentário pode ser ponto de partida para discussões sobre cultura urbana, como as pichações se encaixam nesse contexto e como os movimentos e campanhas de “limpeza” da cidade influenciam o urbano. Para ajudar na reflexão, indicamos dois textos disponíveis em NOVA ESCOLA: Pixação é vandalismo? e O hip-hop das ruas chega às aulas.



2. Saving Banksy
Ainda falando sobre arte urbana, esse documentário aborda o tema sobre um outro viés: aqui os artistas que depõem no filme também têm suas obras apagadas e já foram presos quase 100 vezes por pintarem nas ruas. No entanto, essas artes - depreciadas como vandalismo e punidas por isso - têm ganhado outros espaços: leilões de luxo. Quem corre o risco de fazer seu grafite na cidade não recebe nada dessas vendas, mas têm suas obras comercializadas a um preço alto por terceiros. “Saving Banksy” (“Salvando Banksy” em tradução livre), referência à um dos maiores artistas de rua do mundo - e dono das obras mais valiosas -, abre a discussão para a apropriação cultural e comercialização não autorizada a partir do caso de Banksy. Sugerimos quatro textos sobre como o grafite pode se relacionar com a escola: “Traços de cidadania”, “Do muro para a classe e de volta para as ruas”, “Grafite transformador” e “O grafite das ruas agora também está na escola”.

Colecionadores de arte passam meses negociando com proprietárias de imóveis que têm grafites do artista britânico Banksy para tentar fazer as remoções da superfície com a obra sem apagar o desenho. Crédito: Reprodução


PERSONALIDADES
3. Frida

Um dos maiores nomes da arte mexicana, Frida Khalo (1907-1954) passou por uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que a levaram a dar início à carreira como pintora. Considerada a primeira artista surrealista da América Latina, adotou em suas obras temas do folclore e da arte popular do México, além de explorar autorretratos. O filme é biográfico e vale para conhecer melhor a artista e a partir de seu trabalho discutir a técnica de autorretrato na pintura com a turma. Confira um plano de aula sobre o tema e conheça mais sobre as características de seu trabalho aqui.

Crédito: Reprodução 

4. Grandes Olhos
Dirigido por Tim Burton, o filme conta a história da pintora americana Margaret Keane. Ilustrando principalmente mulheres, crianças e animais, sua principal marca são os olhos grandes (e, diga-se de passagem, profundos e tristes) que dá aos personagens que pinta. Pelo difícil reconhecimento de trabalhos com autoria feminina nos anos 50 e pelo machismo que permeia sua vida, Margaret aceita que suas obras sejam assinadas com o nome do marido para conseguir vendê-las. Diante da popularidade dos quadros, ele passa a afirmar que as obras são de sua autoria. As mentiras começam a desmoronar e o caso é levado ao tribunal. Para verificar a veracidade do autor, ambos são colocados a pintar na sala em que acontecia a audiência. Além da discussão sobre feminismo, é possível debater com "Grandes Olhos" como identificar e utilizar as marcas estilísticas de um autor, seja nas artes plásticas, literatura ou outra expressão artística.

5. Escada para o Céu
Guo-Qiang não é um nome muito conhecido por aqui, mas seu trabalho é, literalmente, um espetáculo de cores e formas que vale a pena conhecer. O artista chinês desenvolve sua arte com pólvora e fogos de artifício (isso mesmo!). E se a matéria-prima explosiva é inusitada, a técnica não fica atrás: após colocar a pólvora sobre o papel e tela, ateia-se fogo. O resultado é surpreendente. Guo-Qiang acredita que cabe aos artistas transformar o não artístico em obra de arte, como é o caso do uso que faz da pólvora. Além disso, seus trabalhos com pirotecnia são mais do que dignos de serem revisitados: ele foi o responsável pelos efeitos pirotécnicos nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. A partir do trabalho do artista contemporâneo é possível discutir o que define algo como sendo uma obra de arte (material, técnica ou valor, por exemplo). Veja aqui um plano de aula sobre o tema.

MÚSICA
6. Amadeus
O filme retrata um dos mais conhecidos compositores clássicos, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), pelo viés de um outro compositor de ópera: Antonio Salieri. Salieri narra de um manicômio sua admiração por Mozart que se transforma em inveja. A trama mostra a elite cultural século XVIII em Viena - a “cidade dos músicos” -, na Áustria. Outros nomes como Ludwig van Beethoven também fizeram sua história na cidade apesar de não serem citados no filme. Saiba mais sobre como trabalhar música clássica com os estudantes em “É tudo música, do clássico ao erudito”, “Música popular e música erudita” e “Keith Swanwick fala sobre o ensino de música nas escolas”.

7. Crescendo, the Power of Music
Trabalhando com a ideia de que a música pode ser um instrumento de promoção social, este documentário americano acompanha duas crianças da Filadélfia e uma em Nova York que têm suas vidas transformadas após integrarem um programa de Educação musical gratuito intitulado “El Sistema”. Com origem na Venezuela, o programa também foi implementado nos Estados Unidos. Veja como recursos culturais podem agregar para a formação dos estudantes.

O filme mostra o poder social da música para as crianças e jovens. Crédito: Reprodução

8. A voz do coração
Ainda usando o poder da música para transformar, “A voz do coração” é um filme que tem como cenário um internato. Entre confusões e rebeldias de alunos e de uma gestão que não colabora, um professor novato decide criar um coral no colégio. O movimento cria uma relação de confiança entre ele e os estudantes e, à medida que os talentos são revelados, o comportamento das crianças muda. Leia mais sobre como a cultura pode influenciar a Educação em “Violeta Hemsy de Gainza fala sobre Educação musical” e “Música para aprender e se divertir”.

Crédito: reprodução

CINEMA
9. O Artista
O longa retrata o declínio do cinema mudo em Hollywood no ano de 1927. O personagem George Valentin, astro do mutismo, sofre com a mudança da indústria cinematográfica enquanto seu par romântico faz sucesso no cinema falado. O tema rende discussão na aula de Língua Portuguesa trabalhando discursos. Confira o plano de aula “Cinema mudo: narrativas sem palavras, expressão de sentimentos” e a reportagem “Filmes para ensinar os tipos de discurso”.

LITERATURA
10. Orgulho e Preconceito
O clássico da escritora britânica Jane Austen (1775-1817) foi publicado pela primeira vez em 1813 e adaptado para as telonas pelo diretor Joe Wright. Em um contexto bucólico, o filme retrata os anseios e aventuras da protagonista Elizabeth Bennet, cuja mãe têm entre seus maiores desejos garantir um bom casamento para suas cinco filhas. No entanto, o espírito aventureiro de Elizabeth não aceita qualquer proposta de casamento. Por meio de suas personagens criados há mais de 200 anos, Austen transmite sutilmente alguns dos principais ideais feministas, como a noção de igualdade e a conscientização sobre a ideia de inferioridade sobre as mulheres na sociedade. Confira como trabalhar o tema com os textos “Mostre para a turma que as meninas podem ser o que elas quiserem” e “8 jeitos de promover o empoderamento feminino desde a alfabetização”.

Tem outras indicações de títulos imperdíveis para enriquecer as discussões de Arte? Não deixe de compartilhar suas sugestões nos comentários!

*Os filmes e documentários aqui indicados estão disponíveis no catálogo de julho de 2017 da Netflix. Devido à rotatividade de títulos da plataforma, o catálogo pode sofrer alterações.

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