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As infâncias que precisamos enxergar

Atento a uma realidade que não concede protagonismo às infâncias e prioriza o controle pelo mundo adulto, o Instituto Vera Cruz deu ainda mais destaque ao tema no seu novo currículo da graduação em Pedagogia

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Quando vemos crianças de rua nas metrópoles brasileiras, paradas ali, durante horas, não imaginamos que tipo de mundo está se formando na mente daqueles pequenos seres. Um estudo recente observou que crianças com experiência de rua entre um e três anos de idade, começam, pouco tempo mais tarde, a desenhar figuras humanas a partir de seus pés e pernas (pois são o que veem, sentadas nas calçadas, ao lado de suas mães); outras, que não passaram por essa experiência, desenham primeiramente cabeças e troncos, já que seu ângulo de visão foi e é diferente.

Trata-se apenas de um dentre tantos exemplos que atestam quão diversas são as infâncias numa cidade grande – para não falar do Brasil e mesmo do mundo. Crianças brancas, pardas, negras, indígenas; crianças ricas, pobres e, infelizmente, ainda miseráveis; crianças que vão à escola e crianças que não; crianças que passam uma boa parte do tempo em hospitais; crianças que trabalham – sim, de 5 a 15 anos, elas ainda são quase 1,7 milhão no país (Pnad, 2014).

Há algum tempo, essa diversidade vem sendo aprofundada pela sociologia da infância, ramo que considera as crianças pequenas sujeitos socialmente discriminados, mesmo não organizados em movimentos tais quais os conhecemos entre os adultos. “Agora, chega de brincadeira!”— costumamos dizer quando não queremos mais lhes dar a oportunidade de criar dentro de seu próprio mundo, para que se voltem ao nosso.

Muito atento a uma realidade que não concede protagonismo às infâncias e prioriza o controle pelo mundo adulto, o Instituto Vera Cruz deu ainda mais destaque ao tema no seu novo currículo da graduação em Pedagogia, com o módulo inicial Infância. A partir das questões relacionadas à infância, as disciplinas desse módulo temático cruzam os conhecimentos suscitados pelas ciências humanas, notadamente da sociologia, da história e da psicologia. Elas incitam os alunos da graduação do Instituto Vera Cruz à reflexão, discussão em sala e prática cotidiana, com estudos sobre a infância baseados em aspectos ligados à produção das culturas infantis em contextos de desenvolvimento e de aprendizagem, compreendidos historicamente, na contemporaneidade e mesmo no olhar retrospectivo para a própria infância.

“Depois de desestabilizar o olhar do graduando para o fato de que não há uma só infância, esperamos que os estudos durante esse módulo possibilitem ao educador em formação (re)significar e ampliar o olhar para as especificidades das infâncias com as quais vão lidar na sua vida profissional”, acredita Andréa Luize, coordenadora do Instituto Vera Cruz. “Uma vez matriculado num dos cursos de pós-graduação oferecidos pelo Instituto, o educador avança em seu entendimento a respeito dessas infâncias, contribuindo com as diversas aprendizagens com as quais lidará, quanto mais experiente for”, afirma Andréa, que ressalta ainda que, com o currículo oferecido pelo Instituto, o aluno de graduação pode e deve ser capaz de conhecer e reconhecer o imenso potencial que as crianças têm para aprender nos mais diversos contextos.

Já está na hora de enfrentar a homogeneização da infância na Educação Infantil e fora dela e de olhar o mundo com os olhos das crianças, afinal, elas são – para tomar emprestadas as palavras de Gilles Deleuze –, “um povo que ainda não existe, um povo a ser inventado”.


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