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Todos os passos para desenvolver um projeto de robótica na escola

POR:
Karina Padial

Um robô que recolhe lixo do lago. Esse foi o resultado apresentado pelos alunos de 5º ao 7º ano do Colégio Cruzeiro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, depois que os professores de informática educacional, Vicente Willians, Adriana Pinna Rodrigues e Juliana Figueiredo, propuseram um desafio para eles: utilizar a robótica para resolver um problema ligado ao meio ambiente.

No relato abaixo, os docentes contam qual a importância do projeto e como ele foi desenvolvido pela garotada. Acompanhe:

“Somos três professores no Núcleo de Tecnologia Educacional (NUTE) do colégio, todos especialistas em Educação com Aplicação da Informática pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O NUTE é responsável por desenvolver ações relacionadas ao uso dos recursos digitais no ambiente educacional, por meio de aulas regulares para as turmas do Ensino Fundamental, projetos extracurriculares, oficinas, formação continuada para os professores, curso de informática na Educação de Jovens e Adultos e robótica educacional, que acontece no contraturno.

Trabalhar com robótica na escola é uma possibilidade de utilizar conceitos de várias disciplinas como Física e Matemática e estimular o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a autoria dos alunos. Por meio de propostas educacionais dessa natureza, os estudantes são inseridos em um ambiente de aprendizagem diferente que busca promover reflexões sobre questões científicas.

Para o projeto de robótica, planejamos dez aulas para que os estudantes montassem e programassem o robô e produzissem a maquete. Antes, no entanto, eles precisavam identificar um problema relacionado à preservação do meio ambiente da região. Depois de algumas discussões, eles chegaram à conclusão que montariam um robô que fosse capaz de fazer uma varredura na lagoa e retirasse da sua superfície o lixo jogado.

Assim surgiu o projeto EcoRobô. A garotada precisou, para isso, pensar em uma programação que limitasse o deslocamento ao espaço definido na maquete e, ao mesmo tempo, se movimentasse por toda sua extensão, permitindo que os detritos fossem encontrados e despejados para fora.

Tudo foi desenvolvido nas aulas realizadas no contraturno, duas vezes por semana, com base em um kit de robótica que temos na escola, que usa a linguagem de programação Rogics e permite o uso de diversos materiais na montagem dos projetos – madeira, tinta guache, pincel, garrafas plásticas, caixa de remédio, copos plásticos e papel glacê foram alguns dos que entraram nessa atividade.

Com a maquete pronta e o robô montado e programado começamos os testes de funcionamento e pudemos fazer os reparos e melhorias necessárias.

O resultado do trabalho pode ser visto aqui:

Foi muito gratificante ver o envolvimento dos grupos e o quanto eles aprenderam sobre a temática estudada. Percebemos, de forma prática, a riqueza que os recursos digitais podem oferecer para o trabalho pedagógico e como eles favorecem os processos de aprendizagem.

Ao montar o EcoRobô os próprios alunos chegaram à conclusão de que a tecnologia deve e pode ser usada para colaborar com o meio ambiente e que eles devem fazer a sua parte ajudando os demais colegas a também desenvolverem consciência ambiental.

Vicente, Adriana e Juliana”

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