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Vamos falar sobre feminismo

Conheça cinco títulos que vão te ajudar a começar esse papo

POR:
Anna Rachel Ferreira

No último dia 15, NOVA ESCOLA lançou a edição de setembro da revista com o tema Feminismo: Como suas alunas estão mudando a escola. A repórter Paula Peres conversou com alunos e professores de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal que estão mudando as concepções sobre o que é feminino e questionando o papel da mulher na sociedade. Em razão do lançamento da revista, recebemos Veridiana Campos, auxiliar de pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC), para uma conversa sobre os padrões estéticos femininos e como a discussão sobre eles faz uma ponte com o feminismo.

Nesse bonde, fiquei refletindo sobre a dificuldade de se compreender que raios é isso que chamam de feminismo. Foi Veridiana quem em alertou: “Não dá para falar em feminismo, mas sim, em feminismos, e eles sempre terão muitos desacordos”. Diante disso, pedi para a Paula fazer uma lista com alguns livros que podem começar a elucidar os movimentos que recebem esse nome.

 

  • O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir, 935 págs., 96, 70 reais)

O livro é o mais famoso e um dos primeiros que se propuseram a analisar as relações de gênero. Simone, filósofa existencialista, parte do pressuposto da construção social do que seja o feminino e trata, sem pudores, aspectos psicológicos, biológicos e históricos da mulher, como o prazer sexual e a menstruação.

 

 

Pela primeira vez editado no Brasil, o livro de Angela Davis se questiona sobre as diferenças entre os modos de ser mulher influenciados por sua raça e classe econômica. A autora militou com os Panteras Negras, nos Estados Unidos, e chegou a ser considerada terrorista no país.  

 

 

Com um texto de humor negro, a escritora inglesa tenta responder a perguntas que de mantêm no cotidiano feminino. Você já deve ter se deparado com algumas delas, como "Como elas devem chamar os próprios peitos?", "Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores?" e "Por que as pessoas insistem em perguntar quando elas vão ter filhos?".

 

 

A escritora, que está cada vez mais famosa, se denomina “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. No livro, ela mostra no livro e no discurso que sempre teve uma postura crítica diante das condições de vida dela e das mulheres de sua família.

 

 

  • A Mística Feminina (Betty Friedan, 325 págs., indisponível)

Outra grande referência do feminismo do século 20. O livro foi escrito na mesma época em que as mulheres começavam a segunda onda do feminismo, a que lutava por igualdade de direitos sociais e liberdades de escolha nos EUA dos anos 1970.

Espero que tenham gostado das indicações.

Até o próximo post!

Anna Rachel

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