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Seus alunos podem aprender - e se divertir - conversando pelo Skype

20 de Março 2017 - 20:38
Imagem: Shutterstock

Falar pelo Skype ou outra ferramenta que permite a comunicação por voz e vídeo pela internet já se tornou uma prática comum para matar a saudade de alguém que está longe, fazer uma reunião a distância ou só jogar conversa fora sem pagar pela ligação. Poucos professores, no entanto, usam o canal para conectar suas salas de aulas com outros lugares do mundo.

Para incentivar o uso do Skype em escolas, a Microsoft oferece o “Skype na Sala de Aula”, uma comunidade online com funcionalidades que facilitam o seu uso pedagógico e conectam professores dispostos a inovar usando a ferramenta. Mas várias das sugestões propostas na comunidade e outras possibilidades também podem ser realizadas por uma conta comum do Skype ou em mesmo por outros aplicativos, como o Google Hangouts e o WhatsApp.

Apresento aqui algumas sugestões de atividades que já foram testadas por professores:

Intercâmbio de experiências regionais

Conectar alunos de diferentes cidades, regiões e até países é uma experiência rica para engajar alunos em conteúdos ao mesmo tempo em que desenvolve outras competências como empatia, curiosidade, comunicação e habilidade para trabalhar em grupo. Uma atividade realizada por uma escola do Colégio Municipal de Indaial (SC) e de alunos do Instituto Maria Auxiliadora, em Porto Alegre (RS), é um exemplo disso. Professores de ambas as instituições se comunicaram por um grupo fechado no Facebook e trocaram os trabalhos produzidos pelos seus alunos sobre animais em extinção em seus municípios. Os alunos foram incentivados a pesquisar espécies e realizar atividades sobre o tema de forma interdisciplinar - em Matemática, eles estudam o tempo de gestação de cada espécie, medidas e peso; para as disciplinas de História e Geografia, pesquisam os biomas do Brasil e sua localização no mapa; em Biologia, identificam  fontes confiáveis sobre as espécies.

Depois da preparação, aconteceram as videoconferências entre duas turmas, que ficaram organizadas em cadeiras na frente de um monitor conectado ao Skype. Cada aluno teve a chance de mostrar seu trabalho em frente à câmera e falar sobre a espécie que pesquisou. Depois, eles tiraram dúvidas e debateram entre eles sobre os animais. Segundo a professora Rúbia Waldirene Speck Loes, as crianças ficaram eufóricas com a atividade e tiveram acesso a informações sobre animais que provavelmente não teriam se tivessem apenas pesquisado individualmente. Além disso, se divertiram conhecendo alunos de outro Estado, com sotaque e realidades diferentes.

Esse projeto é apenas uma possibilidade que a interação entre escolas diferentes pode proporcionar. No Skype na Sala de Aula, também existe um jogo chamado Mistery Skype, no qual uma sala deve adivinhar, através de 20 perguntas, onde a outra está localizada. É uma estratégia válida tanto para a prática de outros idiomas, quanto para testar conhecimentos de Geografia, História e aprender um pouco mais sobre a cultura de determinado local.

Conversa com especialista

Nem sempre é possível trazer para a escola ou levar alunos para conversar e entrevistar especialistas que compartilhem conhecimentos e diferentes pontos de vista sobre um tema, mas através do Skype é mais fácil colocar estudantes em contato com pessoas que eles não acessam normalmente. Esse tipo de atividade vale para especialistas que falem sobre um assunto que os alunos estão aprendendo ou pesquisando, profissionais que deem depoimentos sobre seu trabalho e ajudem jovens a decidir o futuro profissional, até tutores que possam aconselhar estudantes em relação a projetos que estão desenvolvendo.

A professora Meghan Hunt, da escola Stipes Elementary, em Irving, no Texas, por exemplo, usou a ferramenta para oferecer uma aula virtual com um especialista em solos para seus alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Durante a sessão, o profissional mostrou tipos de solo e as crianças puderam fazer perguntas. Depois, a educadora discutiu e aprofundou o aprendizado da turma sobre o tema.

Aprendizado de línguas estrangeiras

Ferramentas de comunicação por voz e vídeo também são úteis para apoiar o aprendizado de uma língua estrangeira. Atualmente, já existem cursos que oferecem professores particulares para aulas online, mas também é possível levar a experiência para escolas. Uma atividade interessante é colocar alunos em contato com falantes nativos para conversas virtuais, o que ajuda a desenvolver a habilidade oral. É o que acontece no  GEC Poliglota Anísio Teixeira, no Rio de Janeiro, que tem como foco o ensino de línguas, como Inglês, Espanhol e até Árabe.

O CNA, uma escola com cursos particulares de inglês e espanhol, oferece o serviço Speaking Exchange, que coloca em contato estudantes brasileiros com idosos americanos que buscam alguém para trocar ideias. Professores que desejem proporcionar conversas na sala de aula, mas têm dificuldade em encontrar falantes nativos dispostos a participar, podem usar a ferramenta. Para isso, basta se cadastrar no site do projeto.

Tatiana Klix
Porvir

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