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16 de Março de 2017 Imprimir
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Como Wemerson saiu do interior do Espírito Santo para disputar o Nobel da Educação

Um projeto do professor de Ciências ganhou repercussão internacional

Por: Anna Rachel Ferreira
Foto: Diana Abreu
Foto: Diana Abreu

A cor laranja denunciava o quanto as águas do Rio Doce, que nasce em Minas Gerais e deságua no litoral capixaba, estavam contaminadas. Uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco rompeu, despejando os mais diversos produtos no leito do rio. Uma tragédia enorme ambiental, e, para um professor de Ciências de Boa Esperança, Espírito Santo, também uma oportunidade de mostrar aos alunos o funcionamento da tabela periódica e como a pesquisa científica pode ser usada para impactar positivamente sua comunidade.

Foi essa a ideia que levou Wemerson Nogueira, químico de formação e professor de Ciências na EEEFM Antônio dos Santos Neves, a viajar a Dubai, Emirados Árabes, nesta semana para concorrer ao prêmio de melhor professor do mundo em 2016.

Seu lugar entre os dez finalistas do Global Teacher Prize se deve ao projeto Filtrando as Lágrimas do Rio Doce, realizado com alunos o 8º ano. Nesse trabalho, a turma fez visitas ao Rio Doce, coletou e analisou amostras da água contaminada e realizou entrevista com moradores afetados. Os estudantes ainda produziram filtros de água para uso da comunidade ribeirinha, uma das mais afetadas pela tragédia.

Esse projeto já havia levado Wemerson a receber o título de Educador do Ano no Prêmio Educador Nota 10 de 2016. Em dezembro passado, o professor foi anunciado como um dos 50 indicados ao Prêmio Professor Global (Global Teacher Prize), que reconhece trabalhos de excelência na Educação Básica do mundo todo. Em fevereiro, seu nome foi confirmado entre os 10 finalistas.

O uso de um desastre ambiental como ferramenta de aula é uma ideia que esteve com Wemerson desde quando, ainda na faculdade de Química, decidiu se encaminhar para a docência. Ele já tinha em mente ensinar os procedimentos de investigação científica para os alunos a fim de que eles pudessem fazer suas próprias descobertas e ler a ciência do dia a dia. Nessa época, o professor conquistou o segundo lugar do prêmio de Boas Práticas, concedido pela Secretaria Estadual de Educação do Espírito Santo, com um projeto que uniu música e Química.

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