Greve nacional atinge Educação e escolas amanhecem fechadas

96% das associações estaduais e municipais filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) aderiram à paralisação desta quarta-feira (15/3)

POR:
Laís Semis
Assembleia da Apeoesp realizada no dia 8 de março reuniu mais de 30 mil professores. Crédito: Douglas Mansur

Os professores aderiram à greve nacional e muitas escolas ficaram fechadas na manhã desta quarta (15). A paralisação foi convocada como forma de protesto contra a reforma da previdência e atingiu diversos outros setores, como transporte e saúde. Além da reforma, as categorias têm suas pautas específicas e locais. No magistério, os profissionais se manifestam também pelo cumprimento do reajuste salarial e contra o Novo Ensino Médio.

Ainda não há números totais sobre a participação da Educação na greve, e a previsão é que isso só ocorra nesta quinta, quando serão realizadas assembleias dos sindicatos estaduais. Ainda assim, já há levantamentos preliminares e algumas partes do Brasil.

De acordo com Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro) e Secretária de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a adesão das associações estaduais e municipais filiadas ao órgão foi de 96%. “A mobilização foi grande e a adesão da categoria também, mas ainda não é possível dizer quantos profissionais aderiram”, explica. “Em Brasília, sabemos que muitas escolas amanheceram fechadas, mas também apenas na quinta-feira teremos a relação exata.” No Distrito Federal, os professores decretaram greve por tempo indeterminado e incluíram duas pautas locais à manifestação: o descumprimento do plano de carreira e reajuste salarial.

No Paraná, a adesão inicial foi de 90% das escolas, segundo a Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato). Ao todo, são cerca de 2,2 mil escolas e 120 mil trabalhadores, entre docentes e funcionários da rede de ensino. “Solicitamos uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB) para essa tarde, mas não sabemos se seremos respondidos. Seguimos em direção ao Palácio do Iguaçu, em Curitiba, para tentar negociar nossas pautas locais”, diz Luiz Fernando Rodrigues, diretor de comunicação do APP-Sindicato e funcionário de escola. A categoria é contra a resolução nº 357/2017 que estabelecia a diminuição de sete para cinco horas-atividade remuneradas para os profissionais com cargos de 20 horas semanais.

Apesar de revogada pela Justiça, o sindicato informa que o Governo está descumprindo a decisão. No estado, a greve já foi deliberada por tempo indeterminado até que sejam concluídas negociações com o governo. É possível acompanhar as movimentações na capital pela página de Facebook do Sincato, que está transmitindo ao vivo o evento.

Em São Paulo, os professores da rede estadual devem se reunir nesta quarta-feira (15/3), às 14 horas, na Praça da República, na capital paulista, para deliberar sobre os próximos passos do movimento e se a greve se estenderá ou não. A votação será transmitida ao vivo pelo site do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, caravanas estão sendo organizadas pelos profissionais da Educação do interior do estado para participar do ato. Na semana passada, mais de 30 mil professores se reuniram para organizar a participação na Greve Nacional. Ao todo, são 200 mil servidores na rede de ensino estadual, mas a assessoria não soube informar quantos aderiram ao movimento.

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