Entre os melhores do mundo, professor brasileiro se prepara para dar aula em Dubai

Wemerson Nogueira concorre a prêmio internacional e conta como está a expectativa para a premiação, no próximo domingo

POR:
Ubiratan Leal

Roupas, produtos de higiene pessoal, algo para ler, uns presentes aos anfitriões, uma bandeira do Brasil e, claro, um protótipo de filtro de retenção de minérios. Wemerson Nogueira, 26 anos, professor de Ciências em uma escola municipal em Boa Esperança, Espírito Santo, não está com uma mala das mais convencionais para sua primeira viagem ao exterior. É desse modo que ele se preparou para a viagem a Dubai, Emirados Árabes, onde concorrerá ao prêmio de melhor professor do mundo em 2016.

O capixaba embarcou nesta terça para os Emirados Árabes e contou a NOVA ESCOLA como se vê representando o Brasil no Prêmio Professor Global (Global Teacher Prize). “Mesmo que não tenhamos um professor brasileiro eleito como o melhor do mundo, só o fato de estar lá já é uma grande vitória”, comentou. “Estou levando a bandeira do Brasil e a do Espírito Santo porque vai ser um prazer mostrar ao mundo que nosso país está lá, que nossa Educação está lá representada.”

O prêmio será entregue no próximo domingo (19). Horas antes, Wemerson terá de dar uma aula diante de delegados de vários países. “Uma das coisas que estou levando é um protótipo pequeno de um filtro de retenção de minérios que foi desenvolvido pelos meus alunos e também presentinho para os delegados”, afirmou. “Vou fazer a interação de uma aula de ciências como faço com meus alunos e, ao mesmo tempo, passar a todos como é a Educação brasileira.”

Em Dubai, Wemerson concorrerá com educadores de Quênia, Paquistão, Austrália, Inglaterra e China. Em 2016, ele foi escolhido Educador do Ano pelo Prêmio Educador Nota 10 com o projeto "Filtrando as lágrimas do Rio Doce". No trabalho, realizado com a turma do 9º ano, o professor estudou a tabela periódica a partir dos elementos químicos encontrados pelos alunos na lama que contaminou o Rio Doce, depois do desastre ambiental de Mariana, em Minas Gerais. O educador ainda propôs à turma a produção de filtros de água, que foram utilizados pela comunidade ribeirinha, muito afetada pela tragédia.

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