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A Revolução Russa faz 100 anos, e deixa marcas até hoje

Independentemente de opiniões políticas, ainda é preciso estudar e debater o processo iniciado em 8 de março de 1917

por:
UL
Ubiratan Leal
08 de Março 2017 - 19:30
Funeral de 182 manifestantes mortos pela polícia em fevereiro de 1917 se transforma em protesto contra o governo (Shutterstock)

Petrogrado estava em ebulição. A cidade russa, hoje conhecida como São Petersburgo, era palco de protestos e greves havia cinco dias. Em 8 de março, as manifestações se juntaram a de trabalhadoras que saíram às ruas para lembrar o Dia Internacional da Mulher e convocaram mais 50 mil pessoas a deixarem as fábricas para aumentar a massa de descontentes com o governo. O resultado disso foi uma série de eventos que resultou na queda do czar Nicolau II, na ascensão ao poder de Lênin e na transformação da Rússia de monarquia absolutista em república socialista. Era 1917, e esses acontecimentos, que entraram para a história como a Revolução Russa, completam 100 anos.

O ambiente político no mundo deteriorou diversos debates, mas não se pode negar a importância histórica desse momento. Foi o ponto de partida para a criação da união Soviética, uma das superpotências que dominaram o planeta política, militar e ideologicamente por mais de quatro décadas. Um período que deixou marcas que são vistas ainda hoje, um sinal de como merece ser estudado e debatido nas escolas.

A edição de fevereiro da revista NOVA ESCOLA traz uma reportagem sobre o que representa o socialismo hoje, mostrando como o legado - qualquer que seja sua opinião sobre ele - da Revolução Russa ainda vive. Confira.

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