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NOVA ESCOLA

As tecnologias móveis estão acabando com as salas de informática

30 de Agosto 2016 - 10:00

Sala de informática com diversos computadores enfileirados. Ao fundo, vemos janelas com cortinas abertas (Crédito: Shutterstock)

Em julho, Geoff Stead, diretor de digital e novos produtos de Cambridge English Language Assessment, esteve aqui no Brasil para falar sobre como as tecnologias móveis estão transformando a Educação e para apresentar os últimos lançamentos da instituição, como o game Shop and Drop, que traz atividades que facilitam a aprendizagem do Inglês.

Aproveitamos a oportunidade para conversar com ele sobre algumas questões que afligem professores e gestores brasileiros. No bate-papo, ele fala sobre o iminente fim das salas de informática, aborda a importância de formar os docentes para o uso das ferramentas tecnológicas e dá sugestões para que as escolas de regiões com baixo acesso consigam superar essas limitações.

Abaixo, veja os principais trechos:

Substituição do computador por smartphones

Em todo o mundo, escolas removeram os computadores das salas de informática, substituindo-os por dispositivos portáteis menores que são usados na sala de aula ou mesmo fora dela. Na maioria dos casos, esses equipamentos – geralmente, tablets – ainda são de propriedade da escola, mas algumas já estão permitindo que os alunos levem seus próprios dispositivos. A vantagem é justamente não ficar limitado a um espaço fixo, permitindo que a aprendizagem aconteça em diferentes ambientes – no pátio ou na biblioteca, por exemplo.

Uso do celular em sala de aula

Essa é uma questão complexa. No que diz respeito ao controle da classe e do conteúdo acessado pode ser complicado, mas também pode ser uma maneira de o professor envolver os alunos entediados. Um bom primeiro passo é trabalhar com os alunos um conjunto de combinados para o uso dos smartphones em sala, com orientações claras sobre o que é permitido, o que não é e quais são as consequências se houver descumprimento.

Comece com algumas tarefas com as quais se sente confiante. E lembre-se, as atividades devem estar relacionadas ao seu planejamento ser introduzidas de forma bem estruturada. Esta abordagem ajudará a explicar com sucesso aos gestores, colegas e pais o valor de permitir os celulares em sala de aula. Tem aplicativos, como o Kahoot – por meio do qual é possível ver em tempo real se os alunos estão utilizando-os de maneira adequada.

Há vários exemplos de uso de celular em sala de aula – e os melhores exemplos são os mais simples! Alguns deles:

- Grupos colaborativos usando ferramentas como o WhatsApp para estender a comunicação fora da sala de aula. Outras opções de aplicativos são o Slack e o Telegram;

- Leitura de e-books de forma colaborativa (para livros em inglês, a sugestão é o site Goodreads);

- Produção de áudios, fotos e vídeos sobre o tema estudado;

- Criação de apresentações e registros colaborativos com programas como o Padlet e o Evernote

Formação dos professores em tecnologia

Esse é realmente um dos maiores desafios quando falamos de tecnologia na Educação. Não basta apenas instalar uma lousa interativa, por exemplo, e pedir que se saia usando. Dessa forma, ela não será utilizada em sua plenitude e apenas o que é conhecido por eles será colocado em prática. É preciso mostrar a diversidade de atividades que podem ser desenvolvidas por meio de um dispositivo móvel para que isso facilite e até melhore os processos de comunicação e aprendizagem dos alunos.

Dificuldade de conexão nas escolas

Essa é uma questão que só pode ser superada com investimento em conexões de mais qualidade. Não tem outro jeito. Com poucos recursos o uso de tecnologias mobile não é tão eficiente. Reverter esse cenário, exige a mobilização das esferas pública e privada para firmar parcerias que ofertem o essencial.

Tecnologia móvel em regiões distantes

A tecnologia móvel pode se tornar uma aliada para as comunidades isoladas. Com a orientação de um professor, por exemplo, os alunos podem acessar conteúdos específicos e aulas online e realizar vídeo chats e outras interações. É claro que a falta de infraestrutura de internet representa um desafio. Mas vale buscar alternativas. Onde não há um sinal estável e de qualidade, é possível buscar pontos públicos de wi-fi gratuito ou até mesmo uma parceria com o comércio ou empresariado local para que eles sejam pontos de apoio e dividam seus serviços de internet com a população.

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