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Enquete: 51% dos entrevistados dizem que auxiliares de creche cuidam principalmente da higiene e da alimentação das crianças

POR:
NOVA ESCOLA

Qual é o papel de educadores, cuidadores e estagiários auxiliares no dia a dia das creches brasileiras? Foi para tentar responder a essa pergunta e conhecer mais de perto a rotina dessas instituições que o perfil NOVA ESCOLA promoveu uma enquete sobre o tema no GENTE QUE EDUCA.

Mais de 600 pessoas participaram da pesquisa, que constatou: na maioria dos casos (51,1%), os auxiliares cuidam da higiene e da alimentação das crianças, e apenas 7,3% disseram que esses profissionais desenvolvem projetos próprios relacionados a questões pedagógicas na creche em que atuam. Veja no gráfico o resultado completo:

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Além de responder à enquete, muitos usuários fizeram questão de contar um pouco das experiências que tiveram como auxiliares de creche. No GENTE QUE EDUCA, a educadora Daiane Costa Silva comentou:

“Pela experiência que obtive durante meus estágios extracurriculares, minha função como estagiária, auxiliar de creche, era cuidar da higiene e da alimentação das crianças. De vinte escolas em que estagiei, em duas tive oportunidades de participar do planejamento das atividades pedagógicas. Muitas escolas não oferecem formações continuada para estagiário.”

Outra usuária, Carolina Augusta de Barros, contou o seguinte:

“No município de Hortolândia, a XXX quilômetros de São Paulo, os educadores infantis são responsáveis pelos cuidados de alimentação e higiene, elaboram e executam o planejamento. Nos berçários não existem professores, os auxiliares são os únicos responsáveis. Muitos são obrigados a substituir professores em salas lotadas de jardim I e II. A maioria já possui formação e ainda assim se encontra excluída do quadro do magistério. Nem tem direito a horário de almoço. Mas são obrigados a participar de reuniões pedagógicas, mesmo não sendo considerados docentes. É uma vergonha!”

A página da NOVA ESCOLA no Facebook também recebeu dezenas de depoimentos sobre o assunto. Karine Silva escreveu:

“Já fui auxiliar e minha função era limitada aos cuidados com higiene, alimentação, organização da sala e afins, sem participação alguma nas atividades pedagógicas. Mas isso depende muito do professor regente, pois outras colegas na mesma função participavam dos planejamentos.”

Penha Silva tem uma experiência diferente para compartilhar:

“Eu sou estagiária e participo de tudo. É um meio de aprendermos na prática e não nos acomodarmos. Analisamos a postura de alguns professores e vamos filtrando o que podemos seguir como exemplo. Há exemplos bons, mas outros deploráveis, que devemos esquecer. Fico triste com a postura de alguns profissionais que vêem no estagiário uma concorrência e o tratam com um certo desprezo, tentando a todo custo desanimá-los.”

E você, o que pensa sobre o assunto? Aproveite a área de comentários aqui do blog e deixe sua opinião.

Bônus

 

O perfil oficial do Instituto Unibanco no GENTE QUE EDUCA publicou recentemente um convite para as Rodas de Conversa sobre Gestão Escolar, organizado pelo Insper. Foram dois encontros transmitidos ao vivo, que discutiram o desempenho dos alunos do Ensino Médio no Brasil e a adoção de metas de desempenho para as escolas públicas.

Para quem não acompanhou o evento, as publicações do Instituto Unibanco trazem os links de acesso às gravações. Veja o primeiro post aqui e o segundo, aqui.

Um abraço,
Pedro Annunciato

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