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Maggi Krause conta como foi o evento Transformar 2013

POR:
NOVA ESCOLA

A diretora de redação de NOVA ESCOLA, Maggi Krause, acompanhou o evento Transformar 2013, realizado no início do mês em São Paulo, organizado pelo Inspirare e pela Fundação Lemann. Confira, a seguir, o relato dela sobre os principais temas debatidos por lá.

“Discurso recorrente: a tecnologia ajuda no dia a dia de gestores, professores e alunos. Dúvida real: de que forma isso acontece na prática? A distância entre o que pode ser e o que ocorre de verdade parece estar mais próxima em algumas experiências norte-americanas.

Joel Rose, da iniciativa Newclassrooms, defende que os professores tracem os objetivos da turma, compreendam a fundo o perfil de cada aluno e ofereçam oportunidades e modos diferentes para que se aprenda o conteúdo – o ensino personalizado. Ele sugere que grandes bancos de planos de aula, que podem ser acessados on demand, serão mais úteis do que os livros-texto.

Melissa Agudelo, da escola High Tech High, incentiva os alunos a alimentar suas paixões por meio dos projetos, sem perder de vista objetivos de aprendizagem, mas entendendo o propósito de cada novo saber para a vida. Como a conexão com o mundo adulto é reforçada, consultores externos (um pai que é engenheiro, uma mãe que é designer ou jornalista) são convidados a opinar sobre os trabalhos desenvolvidos pelos jovens.

A mesma dinâmica de colocar a mão na massa é a lógica por trás do Institute of Play, apresentado por Brian Waniewski. Ali, games, filmes, blogs e até receitas na cozinha são pontos de partida para experiências poderosas de aprendizagem. Ao contrário do que se imaginaria, as atividades são low tech – mais de 70% dos jogos desenvolvidos pelos alunos são feitos em protótipos de papel. Para ele, não é a tecnologia, e sim o envolvimento o maior requisito para que o aluno avance. De todo modo, trios compostos por um professor, um designer de games e um “learning designer”, uma espécie de consultor pedagógico, bolam todas as atividades para as turmas.

Nestas escolas americanas, o número de horas investidas em formação de professores chama a atenção. Na High Tech High são três semanas de treinamento antes de começar a dar aulas, participando de projetos junto com outros professores, desenhando possíveis projetos e submetendo-os a críticas. Na Summit, os professores têm 40 dias de formação no ano.

Como um dos palestrantes fez questão de ressaltar, todas estas iniciativas servem para inspirar e não como modelos, pois cada escola ou rede deve achar soluções adequadas para sua realidade. Mesmo assim, a impressão que ficou para os americanos – em vista de todo o debate e interesse em torno da Educação pública e privada em nosso país – é de que os brasileiros terão muito a desenvolver e novas ideias a acrescentar para as práticas contemporâneas de ensino.”

Quer saber mais? No site do evento (http://transformareducacao.org.br/noticias/), você pode acompanhar um resumo de todas as iniciativas apresentadas no Transformar 2013.

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