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Mergulhe no universo dos livros

Onde achar bibliotecas com livros em braile

POR:
Anna Rachel Ferreira
Mãos de uma mulher leem um livro em braille (foto: Shutterstock)

Foto: Shutterstock

Olá,

Hoje quem escreve aqui no blog é a Laís, repórter dos sites NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR. Há alguns dias, participei do 1° Seminário Internacional de Educação Inclusiva: Avanços e Possibilidades, em São Paulo. O foco das conversas foi deficiência visual e foi muito bacana ouvir experiências tão diversas sobre o tema em diferentes instâncias da Educação: da Educação Básica à Superior, do aluno ao professor.

Saí do seminário cheia de ideias de pauta para produzirmos aqui na redação. Escolhi uma delas para contar hoje: a existência de bibliotecas com acervo em braile espalhadas por nosso país. Esses lugares costumam funcionar muito bem como centro de apoio para ampliar o repertório literário dos alunos com deficiência visual.

Só para termos uma ideia melhor de como é importante haver esse tipo de acervo disponível para todos, fui buscar dados no Censo Escolar de 2013. O dado que eu achei foi que, no Brasil, há 80.415 alunos na Educação Básica com deficiência visual. Destes, 73.654 estão em turmas regulares.

Então, se você, professor, dá aula para algum desses alunos e não conta com acervo em braile na escola em que trabalha, é bom saber que você pode achar esses livros em diversas bibliotecas, em vários Estados e cidades. Listei algumas, mas você pode encontrar muitas outras no site da Fundação Dorina Nowill, que produz livros acessíveis. Lá, é possível pesquisar por estado e cidade quais são as instituições que recebem esse material da Fundação.

Em Aracaju, no Sergipe, a Biblioteca Pública Epifânio Dória conta com uma Sala em Braille, com mais de mil obras que vão da literatura infantil até revistas e livros didáticos. Além do empréstimo, a biblioteca também oferece cursos e oficinas relacionados ao tema.  Os cursos não são fixos, mas para os interessados vale a pena acompanhar o Facebook deles para acompanhar essas oportunidades.

O maior acervo em braile do Pará está concentrado na Biblioteca Arthur Vianna, em Belém. Entre os serviços oferecidos estão a disponibilização de livros e periódicos em braile, impressão e equipamentos para datilografia em braile, transposição de obras do impresso para áudio e lupa eletrônica para aqueles que têm visão parcial.

Em Minas Gerais, 189 bibliotecas públicas disponibilizam algum tipo de serviço voltado exclusivamente para pessoas com deficiência visual. Em Belo Horizonte, o setor braile da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessar reúne mais de 2.300 títulos.

A Biblioteca Dorina Nowill no Distrito Federal se localiza em Taguatinga, a 21 km de Brasília, e abriga mais de 2.000 livros, além de contar com voluntários que se revezam para ler em voz alta para os cegos. Há 15 anos, esses “ledores” integram a rotina do espaço, que recebe cerca de 50 pessoas diariamente.

Na quinta biblioteca mais antiga do Brasil, a Biblioteca Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha, em Vitória, no Espírito Santo, o setor braile possui 597 livros e 75 revistas, mas também conta com 719 títulos de audiolivros e 401 revistas em áudio. Eles ainda oferecem empréstimo domiciliar desses materiais e digitalização de textos impressos para formato acessível.

Já a seção braile da Biblioteca Pública do Estado do Paraná, que fica em Curitiba, tem 25.000 títulos. Destes, 22.219 são livros digitalizados, 1.956 livros gravados e 1.021 em braile. O setor também conta com uma impressora desse sistema.

Em Manaus, a Biblioteca Pública do Amazonas conta com 958 livros em braile e mais de 4.000 livros falados. Além disso, ainda disponibiliza cerca de 100 filmes com audiodescrição e 25.000 livros digitalizados.

Todas as Bibliotecas Públicas de bairro de São Paulo, capital paulista, têm em seu acervo publicações para atender a demanda de alunos com deficiência visual. Outras instituições da cidade também trabalham com esse material. A Biblioteca Louis Braille, por exemplo, conta com um acervo de mais de 6.000 obras. O mais legal é que os empréstimos também podem ser feitos para qualquer cidade do Brasil, por meio de parceria com os Correios.

Tem outras indicações de bibliotecas com acervo em braile? Compartilhe com a gente nos comentários!

Abraços,

Laís Semis

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