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Mergulhe no universo dos livros

Roteiro adaptado: das páginas para as telonas

POR:
Anna Rachel Ferreira

Olá, pessoal

Hoje, quem escreve aqui no blog não é a Anna Rachel.  Meu nome é Nairim Bernardo, faço parte da equipe da revista NOVA ESCOLA e além de amar literatura, gosto bastante de cinema. Logo a Anna volta, mas por enquanto vamos falar do Oscar :)

No último domingo, 28, aconteceu em Hollywood a cerimônia de premiação do Oscar.O mais famoso e desejado prêmio de cinema é entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 1929.

A premiação é dividida entre 24 categorias, entre elas está a de Melhor roteiro adaptado. Quando um filme surge a partir de outra fonte – um livro, uma peça de teatro, um conto, uma série de televisão ou em, alguns casos, outro filme – tem-se um roteiro adaptado. Neste ano, todos os filmes indicados nessa categoria foram adaptado de livros. Para nossa sorte, todos eles possuem traduções em português e estão disponíveis para vendas :) Você pode conhecê-los na lista que preparamos para você abaixo:

 

A-Jogada-do-Seculo

Os filmes podem ganhar títulos diferentes dos livros. Por exemplo, o roteiro vencedor deste ano foi o do filme A grande aposta. O filme e o livro possuem o título original The Big Short, já o livro em português se chama A jogada do século (322 págs., Ed. Best Business, tel. 21/2585-2000, 45 reais).

Lançada em 2010 nos EUA, o livro de Michael Lewis não demorou a entrar para a lista de best-seller do New York Times. A narrativa gira em torno dos bastidores da crise financeira de 2008. Além de procurar apontar a responsabilidade dos operadores da Bolsa de Wall Street na crise, o autor desvenda termos complexos das finanças modernas com clareza.

 

Brooklyn

O filme e o livro Brooklyn (Colm Tóibín, 304 págs., Ed. Companhia das Letras, tel. 11/3707-3500, 54,90 reais) contam a história da jovem Eilis Lacey. Moradora de uma pequena vila irlandesa na década de 1950, ela é uma das muitas pessoas da sua geração que não consegue arranjar emprego. Quando surge uma oportunidade nos EUA, ela parte sozinha para um mundo desconhecido. A personagem se estabelece no Brooklyn, onde conhece um jovem de origem italiana. Quando notícias trágicas a obrigam a regressar à Irlanda, ela se vê diante de uma escolha: ficar em sua terra natal ou retornar a América. Conforme a sinopse do livro, Brooklyn é “uma história de partida e regresso, de amor e perda, da escolha entre a liberdade pessoal e o dever.”

 

Carol

Carol (304 págs., Ed. L&PM, tel. 51/3225-5777, 25,90 reais) é o primeiro romance que aborda uma relação amorosa entre mulheres com um final feliz. Publicado por Patricia Highsmith sob o pseudônimo de Claire Morgan na década de 1950, o romance que deu origem ao filme homônimo conta a história da jovem Therese e de Carol – recém-separada e mãe de uma filha. Durante as adaptações para uma versão cinematográfica, é normal que ocorram algumas mudanças em relação à versão original da história. Em Carol, por exemplo, Therese sonha em construir uma carreira como cenógrafa de teatro. Já no filme, seu objetivo é ser fotógrafa.

 

perdido

O livro Perdido em Marte (Andy Weir, 336 págs., Ed. Arqueiro, tel. 11/3868-4492, 44,90 reais) foi adaptado para o longa metragem de mesmo nome. Devido a problemas, a missão espacial Ares 3 precisa ser cancelada e o astronauta Mark Watney acaba sendo deixado sozinho em Marte. Ao despertar, ele se vê ferido e sem ter como estabelecer contato com as pessoas na Terra. Obstinado a sobreviver, Mark usa sua curiosidade e suas habilidades de engenheiro e botânico para plantar batatas em Marte e elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa.

 

o quarto

Quarto (Emma Donoghue, 350 págs., Ed. Verus Editora, tel. 21/2585-2000, 47,90 reais) é o livro que deu origem ao filme O quarto de Jack. Para o garotinho de 5 anos, o quarto é o mundo todo. O que ele desconhece são as circunstâncias que retêm sua mãe e ele àquele espaço. Há sete anos, o velho Nick os mantêm presos. Sua mãe, bola um plano de fuga, porém, na prática tudo é mais difícil do que parecia.

 

E aí, gostou da lista? Já leu algum desses livros e percebeu alguma diferença muito grande em relação aos filmes? Conhece outros livros que deram origem à bons filmes? Conte-nos aqui nos comentários.

Até a próxima,
Nairim Bernardo.

 

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