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Blog Questão de Ensino
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Neurilene Martins

Ao corrigir a prova, posso usar caneta vermelha ou colocar um X nas respostas erradas dos alunos?

24 de Agosto 2016 - 09:00

 Pessoa corrigindo uma folha de atividades com caneta vermelha e fazendo X nas contas erradas. A folha está presa em uma prancheta.
Crédito: Shutterstock

A correção de provas é uma ótima oportunidade para melhorar a comunicação com nossos alunos. Mas, para isso, é preciso realizá-la como um ritual pedagógico e não uma atividade mecânica.

Um elogio dado pela caneta do professor – vermelha ou não – vale muito! Expressões como “excelente produção”, “boa resolução” e “como você avançou” ainda fazem diferença para os estudantes, em qualquer nível de escolarização. As crianças e os adolescentes as festejam e as exibem às famílias como um feito. Isso faz com que os estudantes se sintam valorizados e animados para investir nos estudos. Mas é importante deixar bem claro o que está sendo elogiado e este recurso não deve se restringir àqueles que tiveram os melhores resultados.

Diante de resoluções erradas e incompletas nas provas, o professor precisa realizar indicações úteis, que favoreçam a reflexão do estudante sobre o que foi apresentado na atividade e o que é esperado. Indicar apenas um “x” não colabora com a aprendizagem. Precisamos identificar o tipo de erro cometido e indicar pistas que guiem a turma para melhores resultados. Assim, os registros docentes nas provas devem ser simples, objetivos e compreensíveis tendo em vista o estudante como interlocutor. E, acredite, a qualidade desse retorno independe da cor da caneta que você vai usar.

Compartilho algumas dicas de professor para professor para garantir que a correção também seja uma oportunidade do aluno avançar:

  • Defina um padrão de resposta, antecipadamente, e use-o na correção de questões discursivas. Por exemplo, se a questão for para o estudante fazer uma resenha de uma obra literária da biblioteca de classe, defina antecipadamente as informações que o texto precisa apresentar, os aspectos linguísticos e discursivos que deverão ser contemplados e tome essa lista como critério para realizar a leitura crítica das respostas. Esse procedimento vai dar ritmo à correção e coerência aos registros feitos pelo professor na avaliação, sem deixar de valorizar possíveis estratégias pessoais dos estudantes na resolução de questões.

  • Você não precisa corrigir tudo no que se refere aos aspectos linguísticos, como ortografia, acentuação, pontuação ou concordância. Considere as aprendizagens esperadas para o ano e para as condições de ensino e combine o que eles não podem mais errar no texto escrito. Sinalize na prova esses aspectos usando, por exemplo, legendas. Se houver questões de escrita relevantes a resolver, planeje atividades específicas para abordá-las depois.

  • Complemente a correção escrita com rodas de conversa. Realize devolutivas públicas em que os estudantes tenham a prova em mãos. Comente as boas resoluções e aponte as questões que pareceram mais difíceis para o grupo com as devidas reflexões. Compartilhe respostas exemplares e dê oportunidade para crianças conferirem as próprias produções e tirarem suas dúvidas.

  • Realize atendimentos individuais, quando necessário. No caso de estudantes com resultados abaixo do esperado, essa é uma maneira de acolhê-los e orientá-los rumo à novas etapas de estudo.


E você, que outras sugestões tem para os colegas qualificarem as correções de provas? Afinal, nada melhor do que aprender com os parceiros de profissão!

Um abraço,
Neury

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