Ir para o conteúdo Pular para o menú principal
ANÚNCIO
Você sabia que é possível salvar matérias para ler mais tarde? Use o botão icone ler mais tarde Ler mais tarde
icone menu
Blog de Leitura
NE
NOVA ESCOLA

Para ser romance não precisa ser romântico

Hoje, falaremos sobre um gênero literário muito caro a mim: o romance. Me lembro, quando na aula de literatura da minha escola, descobri que um romance não precisava ser romântico. O modo mais simples como meus professores o definiram na época foi: uma narrativa em prosa mais longa que o conto ou a novela. Só que, pensa comigo, desse modo, quase tudo pode ser considerado romance não é mesmo? Exatamente! Por isso, ele é considerado o mais flexível dos gêneros literários.

Lá nos primórdios, as histórias eram transmitidas entre gerações de maneira oral. Depois vieram as epístolas, textos de retórica e romances medievais, todos em verso. Até que chegaram o romance tal qual conhecemos misturando de tudo isso. Ele pode contar uma história de aventura, terror ou até de amor que se passe em lugar e tem, além de agregar vários formatos. Vocês se lembram de quando falamos sobre o romance epistolar? Ainda temos o romancehistórico, policial e tantos outros.

Apesar de o declararmos como o maior exemplo de flexibilidade entre os gêneros literários, existem algumas características que são típicas do romance. É uma obra de ficção escrita em prosa que busca a verossimilhança e a coerência interna, focando na vida de um ou mais personagens. Aliás, esses são tão importantes que, às vezes, se tornam narradores da história, ainda que não sejam protagonistas. Claro que também sobra espaço para o narrador onisciente. Assim como temos várias opções de narração, existe a possibilidade de brincar com o tempo, escrevendo com fluxo de consciência – aquele que vai e volta no relógio -, no passado, na contemporaneidade ou até no futuro. Porque não?

Esse jeitão do gênero literário começou a surgir na Idade Média. Dom Quixote (1615), de Miguel de Cervantes, foi considerado o primeiro romance moderno ao fazer uma crítica as novelas de cavalaria. Os heróis passam a ser pessoas comuns, bem diferente do que acontecia na literatura grega que vimos no post da semana passada. Temos Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe, que narra a história de um náufrago, Tom Jones (1749), de Henry Fielding, onde o herói é um órfão.

Espero que tenham gostado do post. :) Qual é o romance preferido de vocês? Conte aqui nos comentários!

Até o próximo post!

Anna Rachel

ANÚNCIO
LEIA MAIS
OUTROS BLOGS