Como usar imagens nas aulas de História

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NOVA ESCOLA

No terceiro episódio da série NOVA ESCOLA NA SUA ESCOLA, Juliano Sobrinho, professor do curso de História da Universidade Nove de Julho (Uninove), mostra como utilizar imagens com turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ensinar os estudantes do 9º ano da EJA a ler imagens era um dos objetivos da professora Jaqueline de Almeida, da EMEB Donald Savazoni, em Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo. Eles estavam estudando as diversas formas de trabalho, e a escravidão seria abordada em seguida. Para ajudá-la a conduzir as atividades, Sobrinho foi até a escola.

Com base em discussões com a educadora, Sobrinho preparou uma aula focada na análise de imagens de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e Johann Moritz Rugendas (1802-1858). O professor planejou desconstruir a figura do escravo submisso, mostrando que os negros foram sujeitos históricos que lutaram por seus interesses, mesmo diante de um sistema opressor. A intenção era mostrar também que as imagens não representam a realidade, mas, sim, reproduzem a visão de mundo de seu autor.

Depois da discussão, Sobrinho chamou a atenção para os procedimentos de leitura, como conhecer o nome da obra e em que contexto foi produzida. Ao fim da aula, o educador conversou com Jaqueline e Joicimara. Os três refletiram sobre o trabalho realizado. Sobrinho indicou bons sites de pesquisa de imagens, como o acervo do Itaú Cultural (itaucultural.org.br), da Biblioteca Brasiliana (brasiliana.usp), da Biblioteca Nacional (bndigital.bn.br) e do Instituto Moreira Salles (ims.org.br). O trio também repassou os procedimentos básicos para interpretar uma iconografia: ler o título e o nome de seu autor; conhecer a percepção de mundo dele; saber a data de produção da imagem e discutir o contexto na qual ela foi produzida. Com isso, a turma aprendeu que nosso olhar sobre a escravidão depende de interpretação.

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