Investigar a semente do feijão

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NOVA ESCOLA

No quinto episódio da série NOVA ESCOLA NA SUA ESCOLA, Luciana Hubner, consultora pedagógica da Abramundo, usou a clássica experiência do plantio de feijão para propor atividades de investigação e registro das descobertas feitas pelos alunos.

Muitos professores propõem experimentos em que a turma testa e analisa fenômenos estudados. Mas quais relações se pode fazer ao investigar um determinado assunto? Rosângela Rodrigues da Silva, professora do 4º ano da EE Professor Mário Teixeira Mariano, em São Paulo, trabalhou com a turma uma experiência bastante conhecida: o plantio de feijão. As crianças depositaram cinco sementes no algodão, dentro de potes. Alguns foram colocados ao Sol e outros dentro da sala, com horário para regar. A tarefa era observar e registrar o momento em que a planta germinasse e, se algo desse errado, refletir sobre os motivos.

Para prosseguir com as reflexões já iniciadas e problematizar o plantio que havia sido feito, a consultora pedagógica, Luciana Hubner, preparou uma aula em que o foco foi a semente do feijão. Os alunos criaram hipóteses e as investigaram, pesquisaram em novas fontes e registraram tudo o que descobriram. Antes de iniciar a investigação, é importante levantar o que os alunos já pensam sobre o assunto em questão. Por isso, Luciana pediu que todos comentassem o plantio do feijão. E alguns contaram que as sementes haviam mofado. Luciana pediu, então, que as crianças desenhassem, em dupla, como imaginam ser a semente de feijão por dentro. O texto didático complementou o aprendizado iniciado com o experimento. Nesse caso, a turma conferiu o nome das estruturas que havia visto com a lupa.

Terminada a aula, Luciana conversou com Rosângela e Soraia para analisarem juntas a sequência de atividades. As educadoras concordaram sobre a importância de adotar procedimentos investigativos na aula, como a pesquisa e os registros. Também salientaram o diferencial de recorrer a instrumentos próprios da ciência, como a lupa usada pelos alunos. Assim, eles se familiarizam com o ambiente científico e entendem melhor o que estão aprendendo. Outro ponto ressaltado foi o estímulo à reflexão ao perguntar os motivos de cada hipótese levantada. ?Quando criamos situações para questionar os porquês, as crianças ficam mais atentas e instigadas a fazer descobertas?, diz Luciana.

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