Ensine a turma a pular a corda dupla

POR:
NOVA ESCOLA

Neste episódio da série NOVA ESCOLA na sua escola, o professor de Educação Física Marcos Santos Mourão, o Marcola, sugere atividade para o professor Fabricio Cunha Melo trabalhar com os alunos do 2º ano, da EMEF Luiz Olinto Tortorello, em São Caetano do Sul. O desafio: pular duas cordas simultaneamente.

Fabricio tinha trabalhado diversas formas de pular corda com os alunos do 2º ano, mas não chegou à corda dupla, pois as crianças achavam difícil. Por concordarem com essa concepção, muitos docentes deixam a atividade de fora das aulas da disciplina. Sabendo disso, Marcola, educador da Escola da Vila, em São Paulo, sugeriu propor à turma o desafio, que consiste em pular duas cordas ao mesmo tempo. O que muda é o tipo de pulo. Enquanto na simples é preciso alternar um salto maior com outro menor, na dupla basta o aluno saltar sempre da mesma maneira ? o que no caso dos pequenos pode ser mais fácil.

Para começar, música. Além de funcionar como aquecimento, a proposta com ritmos diferentes serviu para que os alunos percebessem ser possível pular em várias velocidades e encontrassem o próprio ritmo de salto.

Em seguida, Marcola organizou as crianças em círculo. Ficou ao centro e fez uma espécie de relógio, girando uma corda grande rente ao chão para que saltassem. Quem era pego pela corda tinha de sair e fazer um relógio em dupla com o próximo eliminado. Assim, ninguém ficava parado.

Marcola avisou que na corda dupla o salto é o mesmo feito no aquecimento e no relógio. O segredo é pular sempre igual. Cada criança salta em um ritmo. Mesmo assim, todas conseguem pular duas cordas. Isso ocorre porque o professor ajusta o gesto dele para acompanhar o ritmo de cada uma.

Como resultado, em uma sala em que ninguém havia praticado essa modalidade antes, teve quem passasse de 100 na contagem. Em roda, a turma falou sobre como todos podem, do seu jeito, ter sucesso. Porém, sempre há a forma mais eficientes de fazer algo e isso deve ser ensinado.

Após as atividades, Melo, Marcola e a coordenadora pedagógica Patricia Aparecida Cardoso Bertolucci falaram sobre a experiência. Durante o bate-papo, os educadores chamaram a atenção para a importância de saber desafiar todos e, ao mesmo tempo, respeitar as particularidades de cada um. Dessa forma, as crianças percebem que podem alcançar os objetivos, mesmo sendo diferentes. Para isso, é preciso que o docente treine a batida da corda dupla antes da aula e observe seus alunos, ajustando o gesto para permitir que todos aprendam.

A satisfação no rosto das crianças foi o sinal de que elas tiveram êxito em vencer os próprios limites.

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